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Retrospectiva NBA 2014: Spurs, Sterling, Mundial, LeBron s2 Cavs e mais

(Crédito: Instagram/reprodução)

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O ano de 2014 foi bastante interessante para quem acompanha a National Basketball Association. A intenção deste post é lembrar um pouco as coisas boas e ruins envolvendo a liga e a bola laranja. Temos volta ao lar, dono de time expulso, MVP inédito, campeão experiente e mais.

Temporada regular em 2014

No Leste, desde o início esperávamos que as duas melhores equipes fossem o Indiana Pacers e o Miami Heat. Os Pacers começaram a temporada com tudo e chegaram a ter 46 vitórias e 13 derrotas. A estrela da companhia era Paul George (foto). Mas no fim da temporada regular, o rendimento caiu, principalmente do pivô Roy Hibbert, que emendou jogos péssimos e foi perseguido pela torcida. Já o Heat entrou no piloto automático e poupou seus jogadores, principalmente Dwyane Wade, para os playoffs.

No Oeste a batalha foi aberta e com muitos participantes. Kevin Durant teve 32,2 pontos por jogo na temporada, e com atuações sensacionais, inclusive uma sequência de 12 jogos com 30 pontos ou mais, foi votado o MVP da temporada. Mas o Thunder não foi melhor que o San Antonio Spurs, que com sua rotação competente e o dom de mover a bola pela quadra em busca do arremesso perfeito voltou a dominar o Oeste.

Entre as decepções fica o destaque para o Brooklyn Nets, que conseguiu se recuperar de um início péssimo e chegar na pós-temporada, mas ficou abaixo do esperado para um quinteto estrelado (D. Williams, Joe Johnson, Paul Pierce, Kevin Garnett e Brook Lopez). Os vizinhos de Nova York foram ainda piores. Depois de chegar na semifinal de conferência em 2012/13, se esperava que Carmelo e cia pelo menos igualassem a campanha. Mas com um começo fraco, os Knicks nem aos playoffs foram.

No Oeste, nada se esperava dos Lakers e nada foi entregue. A equipe foi uma das piores equipes da Conferência e viu os Clippers tomarem conta de Los Angeles. Entre as surpresas, a principal foi o Portland Trail Blazers, depois de anos tumultuados, voltou aos playoffs com a dupla Damian Lillard e LaMarcus Aldridge pegando fogo.

(Fonte: Reprodução/Instagram)

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Camisas de Shaq e Iverson aposentadas
O ano de 2014 teve um sabor de nostalgia na NBA. Duas das melhores estrelas da últimas década tiveram suas camisas aposentadas por suas respectivas franquias. Primeiro, foi a vez de Allen Iverson ter seu número 3 aposentado pelo Philadelphia 76ers em março deste ano. Em abril, foi a vez do gigante Shaquille O’Neal ter o número 34 aposentado pelos Los Angeles Lakers.

Apelidado de “The Answer” (A Resposta), Iverson conquistou a liga pelo seu jeito marrento e por sua atitude agressiva no ataque. Com apenas 1,83m, ele não se intimidava com os grandalhões e foi cestinha da liga em quatro oportunidades (1999, 2001, 2002 e 2005). A cerimônia no Wells Fargo Center reuniu mais de 20 mil torcedores, que viram um Iverson sorridente e emocionado.“Todos queriam que eu viesse aqui e falasse sobre como vocês me amam, mas, acreditem, o sentimento é mútuo. Eu sou Philadelphia e sempre será assim”, disse Iverson.

A cerimônia de Shaq contou com discursos de personalidades como Phil Jackson e Jeanie Buss. O’Neal conseguiu três anéis de campeão da NBA com o Lakers (2000, 2001 e 2002). Ele chegou à equipe na temporada de 1996 como agente livre e se transferiu em 2004, para o Miami Heat.

A gigantesca camisa número 34 foi colocada no teto do ginásio Staples Center junto com as também aposentadas de Jerry West (44), Wilt Chamberlain (13), Magic Johnson (32), Kareem Abdul-Jabbar (33), Elgin Baylor (22), Gail Goodrich (25), James Worthy (42) e Jamaal Wilkes (52).

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Playoffs e finais: San Antonio e o quinto anel

A temporada regular não reservou grandes surpresas e os playoffs tinham seus favoritos. A final do Leste entre Miami Heat e Indiana Pacers estava desenhada. Mas a equipe de Frank Vogel quase pôs tudo a perder, sofrendo para passar do Atlanta Hawks (4 a 3) e precisou de seis jogos para vencer o Washington Wizards. Já o Heat, sem suar muito, varreu os Bobcats e venceu o Brooklyn Nets em cinco jogos.

No Oeste o bicho pegou. O San Antonio Spurs suou sangue para vencer o oitavo colocado Dallas Mavericks, que puxou a série para sete jogos. Mesma coisa aconteceu com o favorito Oklahoma City Thunder, que venceu por 4 a 3 uma série mágica contra o Memphis Grizzlies. Os jogos 2, 3, 4 e 5 foram para a prorrogação. Na rodada seguinte os Spurs passaram em cinco jogos contra o inexperiente Portland, que antes eliminou o Houston Rockets com um buzzer beater de Damian Lillard no jogo seis. Já o Thunder precisou de seis jogos para tirar os Clippers, que merecem um capítulo a parte nesta retrospectiva (ver abaixo).

As finais de Conferência foram para seis jogos, mas nunca se teve a impressão que um duelo de titãs estava em curso. No Oeste os Spurs venceram as duas em casa por 17 e 45 pontos. Na volta para Oklahoma, vitória dos mandantes por nove e 13. Os jogos cinco e seis, tiveram Tim Duncan e cia como vitoriosos, por 117 a 89 e 112 a 107, na prorrogação. Durant e Westbrook, mesmo vencendo e impondo alguma dificuldade, nunca pareceram ter uma grande chance, principalmente quando os coadjuvantes e os bancos entravam em cena. San Antonio não tinha um Durant para pontuar toda noite, mas tinha jogadores bons e competentes para dividir a carga e fazer o (bem) treinado.

No Leste, Indiana caiu em uma draga que parecia inexplicável. A defesa caiu de rendimento e todos os jogadores, principalmente Roy Hibbert, pareciam baleados. O Heat roubou o mando com uma vitória em Indiana no jogo 2 e no jogo seis, com 25 pontos de LeBron James e mais 25 de Chris Bosh, o Heat chegava a sua quarta final consecutiva e segunda contra o San Antonio Spurs.

A final de 2013 foi de tirar o fôlego e a bola de três de Ray Allen que tirou o título dos texanos parece ter sido repetida por Gregg Popovich todo os dias para seus jogadores na temporada seguinte. Os Spurs chegaram com fome e seu jogo de “passe, passe, passe até achar o buraco” afiado. Dessa vez com o mando final no Texas, a série começou com uma vitória dos mandantes. Mas com 35 pontos de LeBron James, o segundo jogo foi para Miami, ligando o alerta laranja em San Antonio.

Mas os veteranos abaixaram a bola e o novo Kawhi Leonard assumiu um papel muito maior que o imaginado. Leonard foi cestinha da equipe nas duas partidas em Miami, vencidas pelos visitantes, e teve um impacto gigantesco na defesa, marcando Dwyane Wade e o próprio LeBron. No fim, só faltava uma vitória em casa para garantir o quinto título da franquia e da dupla Popovich-Duncan. Com mais brilho de Kawhi, o MVP das finais, e uma vitória por 104 a 87, a vingança estava realizada.

Caso Donald Sterling

Por anos se soube que Donald Sterling, o dono do Los Angeles Clippers, não batia bem da cabeça. Mas como ele não gerava tantas manchetes e sua equipe era inofensiva, ele continuou com sua posição de prestígio. Mas com a chegada de Blake Griffin via Draft e Chris Paul via free agency, os Clippers se tornaram de piada a ameaça.
Com a franquia nos playoffs, o site TMZ publicou uma conversa na qual se ouve Sterling fazendo comentários racistas. Imediatamente houve grande repercussão, inclusive com os jogadores protestando em quadra, usando faixas pretas nos jogos. A NBA não ficou de braços cruzados. Sterling foi banido da NBA, multado e mais tarde obrigado a vender sua franquia.

Estados Unidos campeão mundial
Além da Copa do Mundo de futebol, 2014 foi também o ano do Mundial de Basquete. E para variar, os Estados Unidos, contando com jogadores da NBA, se sagraram campeões pela quinta vez na história, sendo esse o segundo título consecutivo. Mesmo sem contar com astros como LeBron James, Kevin Durant, Carmelo Anthony e Kobe Bryant, que se lideraram a equipe nas duas últimas Olimpíadas, os americanos provaram que mesmo o “time B” pode ser letal.

Os Estados Unidos não tiveram dificuldade para vencer a Sérvia na decisão do Campeonato Mundial de Basquete por 129 a 92, no Palácio de Esportes de Madri e alcançar a nona vitória em nove jogos. Na final, a dupla Kyrie Irving e James Harden se destacou e os dois contribuíram com 26 e 23 pontos, respectivamente. Irving acabou sendo eleito MVP do Mundial. Com a vitória, além da medalha de ouro, os EUA garantiram uma vaga no torneio de basquete dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

Com o mundial sendo realizado na Espanha, a seleção da casa era a preterida pelos jornalistas e pela torcida como a única possível candidata a parar os americanos. Mas o que se viu no mundial foi uma decepção. Mesmo com Paul e Marc Gasol fazendo chover em muitas partidas, os espanhóis acabaram eliminados nas quartasde final pelos franceses com uma derrota por 65 a 52.

Os destaques positivos ficaram por conta da França, que não contou com Joaquim Noah e Tony Parker e mesmo assim ficou com a medalha de bronze ao derrotar a Lituânia por 95 a 93.

Já o Brasil, terminou o Mundial na sexta colocação. A equipe brasileira se destacou e fez uma ótima campanha de cinco vitórias e duas derrotas. Nas oitavas de final, os comandados de Runén Magnano enfrentaram os tradicionais algozes, a Argentina. Sem Manu Ginobili e contando com um Luís Scola abaixo do normal, a seleção conseguiu a classificação para as quartas com uma atuação incrível do armador Raulzinho, que terminou a partida com 21 pontos.

Nas quartas, contra a surpreendente Sérvia, o Brasil entrou em quadra como favorito, mas acabou derrotado por 84 a 56, em uma atuação apática, muito diferente das partidas anteriores.

Fonte: Instagram/reprodução

Free agency

No dia 11 de julho, LeBron James quase fez as redes sociais explodirem com sua volta ao Cleveland Cavaliers, explicando a escolha em um artigo na primeira pessoa. Essa transferência marcou a movimentada free agency da NBA de 2015.

Quando James acertou com os Cavs, Kevin Love já estava engatilhado para fazer companhia. Porém, como ele ainda tinha contrato com o Minnesota Timberwolves, teve que ser trocado. Os Wolves ganharam em troca a primeira escolha do Draft deste ano, Andrew Wiggins, além de outras compensações.

Com a saída de LeBron, Chris Bosh aceitou a tarefa de ser o franchise player do Miami Heat e ganhou um contrato máximo. Outro que colocou sua assinatura em um papel bastante valioso foi Carmelo Anthony. O ala visitou várias franquias mas no fim ficou onde estava, no New York Knicks. Outra mudança importante foi a chegada de Pau Gasol ao Chicago Bulls, vindo do Los Angeles Lakers. Nos times texanos, Chandler Parsons saiu de Houston rumo a Dallas para fazer companhia a Dirk Nowitzki e Monta Ellis. Os Mavs também trouxeram de volta Tyson Chandler, que estava nos Knicks e agora no fim do ano convenceram o Boston Celtics a liberar Rajon Rondo.

Créditos: Facebook

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Temporada 2014/15 da NBA

A temporada ainda não chegou na metade, mas já temos novas estrelas, equipes favoritas, surpresas e decepções. Começando pelas estrelas, Stephen Curry e Klay Thompson se firmaram como a melhor dupla de armadores da liga e lideram o fantástico Golden State Warriors, a equipe-modelo da NBA hoje.

Em Cleveland, LeBron, Love e Irving mostraram flashes do que os Cavs podem oferecer, mas a equipe ainda está em formação e em uma liga hiper-competitiva isso tem seu preço, com algumas derrotas bastante preocupantes. A lesão de Anderson Varejão, que o deixará fora do restante da temporada, também não ajuda.

No Leste, o Chicago Bulls hoje é o maior favorito, com Jimmy Butler assumindo cada vez mais o protagonismo em uma equipe com excelentes jogadores como Joakim Noah, Pau Gasol e Derrick Rose. Mas não podemos esquecer o Toronto Raptors, hoje líder da Conferência, com Kyle Lowry pegando fogo.

O San Antonio Spurs como sempre não é brilhante e a campanha não enche os olhos. Kawhi Leonard perdeu alguns jogos, mas depois de sua volta manteve o status que ganhou nas finais da temporada passada. Só que nós sabemos que Gregg Popovich poupa nos meses iniciais para colher nos finais. Ainda no Oeste, Memphis Grizzlies e Portland Trail Blazers continuam em clara evolução e podem chegar mais longe que nos últimos playoffs.

No campo (ou quadra) das decepções, não se esperava muito do New York Knicks, mas Phil Jackson e Derek Fisher estão com muitas dificuldades para implantar o triângulo ofensivo e a equipe está na rabeira do Leste. Já o Oklahoma City Thunder, depois de anos e anos de boas campanhas, ainda está com mais derrotas que vitórias. Mas isso se deve as lesões de Kevin Durant e Russell Westbrook. Com os dois em quadra, o prejuízo será diminuído. Mas é bom correr, porque o Oeste está cheio de boas equipes e nenhum claro favorito. Já o Leste, mais fraco, também não tem um time dominante. 2015 promete.

Fonte: Instagram/reprodução

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