NBA

Clippers estão no pior cenário possível: astros têm todo o poder, Doc está fora e tudo pode piorar

doc rivers clippers

Há pouco mais de um ano, o Los Angeles Lakers estava uma bagunça. Magic Johnson se demitiu na frente dos jornalistas sem falar com sua chefe, o treinador Luke Walton também foi tirado do cargo, LeBron James sumiu da face da terra e o elenco recheado de jovens jogadores e uma megaestrela não chegou nem aos playoffs. Agora estamos onde estamos, com os Lakers favoritos para conquistar o título.

A NBA é das estrelas e isso é cada vez mais claro. Anthony Davis quis sair do New Orleans Pelicans, arrumou o mesmo agente de LeBron e Los Angeles abriu mão de meio time para ter o monocelha. Pergunta para qualquer torcedor se importa que o camisa 23, que está há dois anos na franquia, tem mais poder que Frank Vogel ou o GM, Rob Pelinka. Eles vão rir da sua cara.

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Só que o problema é que quando dá errado, dá muito errado. O Los Angeles Clippers saiu de uma era com Chris Paul e Blake Griffin, que foi brilhante se considerarmos a história tenebrosa da franquia, mas decepcionante em resultados esportivos: nem uma final de conferência o time chegou. A troca que fez Paul ir para Houston trouxe diversas peças e Doc Rivers, que focou na reformulação da equipe, fez um excelente trabalho em 2018/19.

Mas, na NBA atual, você precisa de estrelas e os Clippers foram atrás de Kawhi Leonard, free agent, atual MVP das finais e campeão pelo Toronto Raptors. Kawhi foi pretendido por muitos, inclusive os Lakers. Com todo esse poder na mão, Kawhi e seu tio Dennis pesaram na mão: Paul George foi uma exigência e os Clippers abriram mão de um caminhão de escolhas de Draft, mais Shai Gilgeous-Alexander e Danilo Gallinari, para ter PG13.

O resultado disso já sabemos: uma eliminação pífia depois de liderar por 3 a 1. Doc Rivers é o único treinador na história a perder três séries depois de liderar com essa enorme vantagem, perdendo para Houston em 2015 em seu segundo ano de Clippers e com o Orlando Magic em 2003. Ele precisava sair? Talvez.

Quando uma equipe perde de forma tão ridícula como o Los Angeles Clippers perdem, os jornalistas têm um dia feliz porque nem precisam trabalhar muito: alguém irá ligar para eles para vazar alguma coisa. O mais significativo dessa festa da informação é que supostamente os jogadores dos Clippers com mais tempo de casa estariam ressentidos pelo tratamento de estrela dado a Paul George, que não teria feito para merecer isso.

Considerando seu histórico em jogos decisivos e alguns jogos patéticos nos playoffs, essa reclamação faz todo o sentido. George chegou se colocando em uma posição na qual não estava depois de dois anos no Thunder, que até teve bons momentos, mas com duas eliminações na primeira fase.

Só que George custou o que custou e ainda pode sair daqui a um ano, assim como Kawhi Leonard. Então eles têm todo o poder do mundo. Se eles gostassem de Doc Rivers, Doc teria continuado. Se Doc estivesse feliz no cargo e hiperseguro, porque ele abandonaria do nada a chance de dirigir um favorito ao título em 2021?

Os Clippers não podem arriscar terem perdido as primeiras escolhas de 2022, 2024 e 2026, mais swaps em 2023 e 2025, todas elas desprotegidas e incondicionais, mais Shai Gilgeous-Alexander, por apenas dois anos dessa dupla, um deles já jogado no lixo.

Portanto, Steve Ballmer chegar e decidir que Doc sai, sem a anuência de Kawhi e PG, deixaria ambos putos e prontos para achar uma nova casa em 2021. E pode ter certeza que vai ter gente ligando. É justamente por isso que eles assinaram apenas acordos de três anos, com uma saída após o segundo ano.

Então, agora tem que aguentar esses dois. E o Oklahoma City Thunder está feliz da vida neste momento.

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