NBA

Chris Paul vira armador de aluguel e Phoenix Suns sobem de patamar

chris paul suns

O contrato que Chris Paul assinou no dia 8 de julho de 2018 fez dele um assunto constante de trocas, por mais bizarro que isso possa parecer ao acertar um acordo de quatro anos com uma equipe.

Desde lá o armador foi trocado duas vezes, já que nesta segunda o Oklahoma City Thunder decidiu fazer algo que até demorou: negociar o jogador de 35 anos, que ainda receberá 41 milhões nesta temporada e 44 milhões na próxima (player option). O Phoenix Suns é seu novo destino.

Segundo fontes relataram a Shams Charania e Adrian Wojnarowski (onipresentes sempre), a equipe do Arizona enviará Ricky Rubio, Ty Jerome, Kelly Oubre Jr., Jalen Lecque e uma escolha de primeira rodada de 2022, que é o verdadeiro pagamento.

Chris Paul é um jogador difícil de entender e explicar. Sua carreira de 15 anos na NBA e agora cinco times teve momentos que ele foi subestimado e outros que ele foi superestimado. Até aparecer nos ainda Hornets de New Orleans e chegar a uma semifinal de conferência, ele era subestimado. Sendo segundo na corrida pelo MVP – atrás de LeBron James – ele começou lentamente a ser superestimado. Sua passagem no Los Angeles Clippers elevou a franquia de patamar, mas não chegou a uma mísera final de conferência. Pior: caiu de forma feia, especialmente contra os Rockets em 2015.

Quando os Clippers trocaram por Paul, draftaram Blake Griffin e DeAndre Jordan e posteriormente trouxeram Doc Rivers, não tinham em mente uma série infinita de lesões, desilusões e falta de química entre suas estrelas. Então é inegável o gosto amargo deixado.

Sua troca para Houston trouxe talvez o momento mais frustrante de sua carreira. Seu encaixe com James Harden era uma incógnita – eu achava que não daria certo – mas o time voou na primeira temporada, chegou até a final do Oeste e encaminhava a vitória no jogo 5 contra o Golden State Warriors, que colocou o time com 3 a 2 de vantagem contra uma máquina de jogar basquete. Só que nos momentos decisivos da partida sua panturrilha foi pro espaço e a chance de bater Golden State foi junto.

Ele e Harden não se bicaram depois de uma segunda temporada do experimento e Paul foi despachado para OKC. Aqui, subestimado, ele decidiu fechar a boca e trabalhar e fez um trabalho incrível com o elenco do Thunder, chegando aos playoffs.

Chris Paul não precisa mais ser o armador que controla todo o jogo, uma versão de John Stockton do século XXI. Com uma bola de três decente e melhor forma física que em muitos anos anteriores, o encaixe com Devin Booker deve ser tranquilo.

Na visão dos Suns, essa troca é fundamental. Depois de anos horrorosos e seguidas escolhas péssimas no topo do Draft, finalmente o time parece ter encontrado algo digno, ficando invicto na bolha. Se isso não acontecesse e da forma como as estrelas da NBA pensam atualmente, Booker vazaria sem dó nem piedade logo logo. Com Paul, Deandre Ayton e Monty Williams no comando, o camisa 1 terá sua melhor chance de brilhar na liga e ganhar jogos.

Para Paul, uma ida às finais da NBA é mais provável com esse time de Phoenix que com OKC, mas ainda assim há pelo menos três forças mais claras no Oeste – os californianos Los Angeles Lakers, Los Angeles Clippers e Sacr Golden State Warriors. Justamente três rivais de divisão, que se enfrentam quatro vezes por ano (em temporadas regulares normais). Denver Nuggets e Dallas Mavericks também podem se juntar a essa lista.

Mas se ver Paul em um time competitivo é legal, ao mesmo tempo é triste ver como o armador se tornou um jogador de aluguel, que não conseguiu se firmar em times onde ele poderia ter sido um ícone. Ao ser selecionado para o Hall da Fama, qual equipe terá sido a que marcou a carreira dele? Vamos ver se pelo menos em Phoenix ele terá algum momento que ficará na memória.

 

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