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Brooklyn Nets volta aos playoffs e agora vai tentar achar seu Millsap ou Iguodala

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Crédito: Instagram/reprodução

Depois de três temporadas regulares miseráveis e uma realmente edificante, o Brooklyn Nets volta aos playoffs. O time teve 21, 20 e 28 vitórias justo quando teve que lidar com a completa falta de escolhas de primeira rodada no Draft. Nas últimas quatro seleções, a primeira escolha da franquia foi a 29ª, 55ª, 22ª e 29ª.

Copiando a mim mesmo, no post de Coach of the Year eu fui atrás dos cinco maiores pontuadores dos Nets. Eles são:

  • Um jogador chutado pelo Los Angeles Lakers, considerado garoto-problema e que o presidente da franquia que o draftou o trocou e disse que ele não era um líder

  • Um jogador draftado na 38ª posição pelo Detroit Pistons, jogado para a G League e contratado pelos Nets nessa situação em 2016.

  • Um jogador draftado na 36ª posição pelo Cleveland Cavaliers, foi parar na G League e contratado pelos Nets nessa situação em 2016

  • Um jogador draftado na 20ª posição pelo Indiana Pacers e trocado no dia do Draft por Thaddeus Young

  • Um jogador veterano de 32 anos, draftado em 27º, passou por seis equipes e foi trocado pelos Raptors para os Nets para cortar na folha salarial

Uma cola: D’Angelo Russell, Spencer Dinwiddie, Joe Harris, Caris LeVert e DeMarre Carroll

Não acho que os Nets terão um impacto gigante nos playoffs, mas o Leste ainda é um território estranho nesse pós-LeBron. Claro, temos quatro forças bem definidas. Mas os Bucks estão sofrendo com lesões, os Raptors têm seu histórico grande de decepções na pós-temporada, os 76ers não têm um encaixe perfeito e a temporada dos Celtics é decepcionante.

Novamente, são quatro forças bem definidas, mas não há um Cavaliers de LeBron James e Kyrie Irving no meio do caminho. O provável adversário na primeira rodada será os Sixers.

O campeonato mesmo para o Brooklyn Nets será na offseason. O que eu disse sobre Lakers e Knicks terem o benefício de estarem em mercados gigantes, que chamam a atenção de jogadores, aplica-se também para os Nets. E de uma forma mais saborosa: não há o peso de tantos anos de fracasso e a mesma pressão midiática.

Depois de ter formado um elenco de forma esquisita, completamente diferente de times bem-sucedidos nos últimos anos, que ou draftaram maravilhosamente bem (Golden State Warriors) ou contrataram peças a dedo (Celtics, Raptors, Rockets, Warriors também), os Nets vão poder ser um pouco mais tradicionais agora.

O time tem US$ 48 milhões em salários para a próxima temporada, precisando achar um novo contrato para Russell, que foi recuperado, é um restricted free agent e é bastante provável que receba pelo menos uma oferta de contrato máximo ou próximo disso.

De resto, os Nets podem chegar em qualquer reunião se gabando de ter um bom treinador e general manager, estar em Nova York e ter para onde crescer. São bons argumentos para falar com Kawhi, Kyrie, Kemba ou Kevin Durant. E caso eles não queiram escutar, dá para continuar com os jovens e reforçar o elenco.

O que Nuggets e Warriors fizeram é o primeiro passo lógico. DeMarre Carroll e Jared Dudley são hoje os dois veteranos e ambos chegaram da melhor forma que os Nets puderam negociar nas temporadas infernais: aceitando contratos ruins em troca de escolhas no Draft/algum jogador que desse para recuperar.

Agora dá para trazer alguém da forma certa. Andre Iguodala e Paul Millsap chegaram em Golden State e Denver antes do estouro de seus times e a ascensão de seus jogadores mais promissores para All-Stars inegáveis.

Então, para o fã da NBA, o Brooklyn Nets é um time legal de se ver nos Playoffs da NBA. Mas mais legal ainda será ver o que a franquia fará na offseason.

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