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Boston Celtics sobra fora de casa, bate Chicago Bulls por mais de 20 e fecha virada na série

(Crédito: Reprodução/Twitter)

Chicago Bulls (41-41) 105 X 83 Boston Celtics (53-29)  – 4 a 2, Celtics avançam

O cara do jogo: Avery Bradley (23 pontos, 5 rebotes, 9/12 nos arremessos de quadra)

Foi o jogo mais fácil de toda a série, decidido em três períodos. Esse foi o tom da eliminação do Chicago Bulls pelo Boston Celtics na noite desta sexta-feira (28), com o placar de 105 a 83, e 4 a 2 na série. A vitória dos Celtics foi a quarta consecutiva diante dos Bulls melhor de 7, e valeu a vaga para as semifinais da Conferência Leste contra o Washington Wizards, que hoje também fechou sua serie em 4 a 2.

Boston jamais esteve ameaçado na partida. Apesar do início mais parelho do jogo, a superioridade dos Celtics, time de melhor campanha da conferência, foi evidente nos 48 minutos jogados. E, provavelmente, também nos tempos pedidos por Fred Hoiberg. A virada na série se confirmou no terceiro quarto de jogo, quando os Celtics engataram a terceira, quarta e quinta marchas e abriram quase 30 pontos sobre os Bulls. Todos os titulares terminaram a partida com pelo menos 10 pontos.

A atuação da noite, porém, foi de Avery Bradley (23 pontos em 30 minutos), que floresceu na série e comandou o ataque verde nos dois últimos duelos. O camisa 0, que foi escolhido para o time defensivo da NBA na última temporada, contribuiu nos dois lados da quadra. Dwayne Wade, um dos que sofreram com a marcação do armador dos Celtics, teve apenas 2 pontos durante e ficou em quadra apenas 19 minutos.

Assim como seu mais experiente jogador, Chicago foi apático na partida, e os jogadores não estiveram nem próximos do bom nível dos jogos 1 e 2. De fato, os Bulls desta noite pareceriam muito mais com os Bulls do início da temporada regular, longe da qualidade exigida nos playoffs.

Certamente a lesão de Rajon Rondo fez diferença, mas não pode justificar o péssimo basquete dos Bulls no segundo tempo da partida 6. Os Celtics, de fato, eram a melhor equipe.

(Crédito: Reprodução/Twitter)

Celtics vencem a terceira seguida, viram série e colocam Bulls contra a parede

Boston Celtics (53-29) 108 X 97 Chicago Bulls (41-41) – 3 a 2 pró Celtics

O cara do jogo: Al Horford (21 pontos, 7 rebotes, 9 assistências, 7/11 nos arremessos de quadra, 5/5 nos lances livres)

Pela terceira partida seguida, não deu para o Chicago Bulls diante do Boston Celtics. O time de melhor classificação parece ter reencontrado seu melhor basquete e virou a série com a vitória na noite desta quarta-feira, no TD Garden, em Boston.

Isaiah Thomas voltou a jogar bem e comandou o ataque dos donos da casa com a ajuda de Avery Bradley, ambos cestinhas por Boston com 24 pontos. Olynyk também jogou bem e contribuiu. A principal atuação na vitória, porém, foi de Al Horford, que estava sumido na série até então

O pivô dominicano, principal contratação dos Celtics para a tempoda, veio quente para o jogo: acertou 63,6% de seus arremessos, incluindo duas bolas de três, e anotou 21 pontos. Também distribuiu 9 assistências para os companheiros e ajudou a manter o garrafão de Boston em ordem com 7 rebotes—um dos principais fatores nesta série e fonte da dominação de Chicago nos dois primeiro duelos.

Horford foi brilhante aproveitou os vacilos dos Bulls, além de comandar a equipe no quarto período, quando Boston abriu vantagem e consolidou a vitória. Apesar do placar relativamente largo, os Celtics começaram mal a noite, chutando 0/8 da linah de três de vendo Chicago disparar.

Aos poucos, a equipe voltou para a partida, apesar da boa atuação de Dwayne Wade—sua melhor até agora nestes playoffs—do outro lado. Jimmy Butler, apesar de alguns lances emblemáticos, como uma bola de 3 no estouro do cronômetro do terceiro quarto, fez menos do que de costume (14 pontos), sendo parado pela marcação incansável de Crowder, Green e Bradley. Vale também destacar a atuação razoável de Isaiah Canaan, substituto de Rajon Rondo, na armação de Chicago.

O brasileiro Cristiano Felicio vinha com atuação boa no lugar de Robin López, mas acabou sendo tirado de quadra no início do quarto período após uma sequência infeliz. Quando Chicago tentava se reaproximar no placar e tinha chance de ficar a 2 pontos de Boston, Felicio foi pego com 3 segundos no garrafão. Na volta para defesa, o pivô errou feito na marcacação e permitiu a Kelly Olynyk marcar os dois pontos e sofrer a falta. A diferença, então, foi a 7 e os Bulls nunca mais tiveram chance na partida.

A virada dos Celtics nessa série só seria mais espetacular se Rajon Rondo tivesse em quadra pelos Bulls nos últimos três jogos. Mesmo com Rondo, ainda acredito que os Celtics tivessem vencido pelo menos dois dos jogos.

O armador tem uma fratura no dedão de sua mão de arremesso e por isso não vem jogando. Não devemos nos surpreender se ele vier para o sacrifício no jogo 6, no United Center, na sexta-feira.

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Chicago Bulls (41-41) 95 X 104 Boston Celtics (53-29) – 2 a 2

O cara do jogo: Isaiah Thomas (33 pontos, 3 rebotes e 7 assistências)

O Boston Celtics voltou aos trilhos. E poderíamos analisar o que aconteceu de várias maneiras, mas uma coisa é fato: Brad Stevens parou de tomar nó de Fred Hoiberg. Foi esse o tom da vitória de hoje em Chicago, na qual Boston foi soberano por quase toda a partida e, especialmente no primeiro quarto—vencido por 30 a 18.

Isaiah Thomas comandou o ataque verde como ainda não tínhamos visto na série e acabou cestinha ao lado de Jimmy Butler, dos Bulls, com 33 pontos. Thomas e Gerald Green anotaram 16 pontos cada no primeiro tempo, colocando os visitantes 20 pontos a frente por algumas posses de bola.

Horford foi outro fator importante no jogo. Com 15 pontos e 12 rebotes (11 defensivos), o pivô mostrou um basquete mais próximo daquele que jogou no início da temporada: dominante no garrafão, presente na defesa a todo momento. O dominicano também teve um toco daqueles de dar gosto sobre Butler.

Talvez a melhor presença de Horford e de Gerald Green—que jogou apenas metade dos jogos durante a temporada, mas se firmou como titular na série—no garrafão fosse o que Stevens precisasse para não ser dominado por Hoiberg. Fato é que o garrafão dos Celtics era uma fábrica de rebotes ofensivos. Para o adversário. Hoje não foi assim.

Também é importante apontar a falta que Rajon Rondo faz ao ataque e à defesa dos Bulls. O armador ditava o ritmo com a bola e era o primeiro combate à armação a de sua ex-equipe, incomodando Thomas, Smart e Rozier e, por vezes , pressionando a saída na quadra de defesa. Esse é outro fator que não vimos na noite de hoje. Sem Rondo, os Bulls precisam de um Dwayne Wade muito mais presente, contribuindo na casa dos 20 pontos, e não dos 10, para ajudar Butler.

A vitória dos Celtics recoloca o time na série de vez, devolvendo as duas derrotas cedidas em Boston. Agora é Chicago, novamente em desvantagem e com apenas um outro jogo em casa, quem precisa reencontrar os trilhos contra o time de melhor classificação na Conferência Leste.

O próximo duelo das equipe será realizado sobre uma das principais estações de trem de Boston. Coincidência ou não, talvez  isso seja tudo que os Bulls precisam.

(Crédito: Reprodução/Twitter)

Com jogo coletivo, Celtics batem Bulls em Chicago e dão primeiro passo para voltar na série

Chicago Bulls (41-41) 87 X 104 Boston Celtics (53-29) – 2 a 1 pró-Bulls

O cara do jogo: Al Horford (18 pontos, 8 rebotes, 6 assistências e 4 roubos)

Se a situação de Boston era desesperadora antes dessa sexta-feira (21), agora ela é apenas complicada. A equipe de Brad Stevens fez seu melhor jogo na série contra o Chicago Bulls, e venceu por 104 a 87 sem dificuldades, calando o United Center. Agora com 2 a 1 contra e mais um jogo em Illinois antes de voltar a Massachusetts, os Celtics voltam a sonhar com a classificação par a segunda rodada dos playoffs da Conferência Leste, algo que parecia impensável até então.

Se houve algo surpreendente na vitória de Boston, foi a coletividade com que a equipe movimentou a bola no ataque. Dos 41 arremessos de quadra acertados, apenas 7 não vieram de assistências. Isso mesmo: 34 assistências distribuídas pelo ataque dos Celtics.

Ritmo ofensivo foi justamente o que faltou aos donos da casa. Chicago sentiu a ausência de Rajon Rondo, cérebro pensante do ataque e um dos melhores jogadores da série nas duas partidas iniciais. Com uma fratura no dedo, Rondo está fora indefinidamente, mas não deve ser reavalidado antes de uma semana. Se o armador, que também já vestiu a camisa dos Celtics, voltará a atuar nestes playoffs é um mistério. Não devemos ficar surpresos em vê-lo em quadra no sacrifício se os Bulls não conseguirem triunfar no jogo 4.

Butler e Wade simplesmente não conseguiram comandar a rotação ofensiva com eficiência, assim como o subtituto de Rondo, Jerian Grant. O brasileiro Cristiano Felicio atuou por 22 minutos, com 11 rebotes e apenas 2 pontos. A mira dos Bulls não foi nada boa—e a escolha dos chutes também não foi das melhores, receita fatal contra um time que estava acertando tudo. Os Bulls terminaram a partida com aproveitamento de 39,3% (28,6% da linha de 3) contra 47,7% (45,9%) dos Celtics.

Foi também a primeira noite na série em que Stevens conseguiu fazer seu time sair das armadilhas defensivas criadas por Fred Hoiberg, treinador dos Bulls. Os cestinhas  da noite acabaram sendo Al Horford (Celtics) e Dwayne Wade (Bulls), ambos com 18 pontos. Horford ainda teve 8 rebotes, 6 assistências e 4 roubos de bola na noite.

Outro destaque da partida veio do banco dos visitantes. Terry Rozier, vezes xingado pelos torcedores de Boston, contribuiu com 11 pontos e foi fatal do perímetro, acertando 3 em 5. Nos 23 minutos que esteve em quadra, Rozier foi importante para manter os Celtics na liderança, mesmo quando os Bulls diminuíram a desvantagem de 20 pontos para apenas 3 antes do intervalo.

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Rondo brilha em antiga casa, e Bulls abrem 2 a 0 sobre número 1 Celtics

Boston Celtics (53-29) 97 X 111 (41-41) Chicago Bulls – 2 a 0 pró-Bulls

O cara do jogo: Rajon Rondo (11 pontos, 14 assistências, 9 rebotes e 5 cinco roubos , com Plus/Minus de +24)

Foi mais uma noite terrível para o Boston Celtics diante do Chicago Bulls, sendo derrotado pela segunda vez consecutiva no TD Garden. Os Celtics, melhor campanha da Conferência Leste, agora vêem a série escapar e precisam de algo próximo de um milagre para reverter a vantagem de 2 a 0 que os Bulls têm.

Boston abriu a partida colocando 7 a 0, e todo o Massachusetts achou que seria uma noite completamente diferente. Mas não foi. Como no domingo, o duelo pelos rebotes foi determinante. Com Robin López (18 pontos e 8 rebotes) dominando Al Horford, Kelly Olynyk, Amir Johnson—cadê o Bill Russell pra ensinar a rapaziada?–Chicago abriu 12 ainda no primeiro quarto.

Boston até que voltou na partida, assumindo a liderança algumas vezes e terminando o primeiro tempo “no jogo”. Só que a segunda metada só teve um nome: Rajon Rondo, ex-camisa 9 dos Celtics, que deitou e rolou. O armador dos Bulls mandou na quadra, distribuindo assistências de dar gosto e flertando com o triplo-duplo— Rondo ficou a um rebote daquele que seria seu 11º na carreira.

A atuação de gala dos Bulls ainda contou com 22 pontos, 8 rebotes e 8 assistências de Jimmy Butler e um Dwayne Wade fatal de fora do perímetro: 3 acertos em 4 da linha de três, e 22 pontos no total. O brasileiro Cristiano Felício atuou por 15 minutos, anotando 4 pontos e agarrando 3 rebotes.

A derrota também pode entrar na conta da péssima mira dos Celtics durante toda a noite. O time acertou apenas 46,3% dos arremessos de quadra (30,3%) e também errou lances livres (11/19, 57,9%) demais. No jogo, os C’s tiveram um True Shooting Percentage, estatística que mede eficiência nos arremessos levando em consideração 2 e 3 pontos e lances livres, de apenas 53,7%, valor digno do Los Angeles Lakers durante a temporada e 2 pontos percentuais abaixo da média da liga.

Com 0-2 abaixo, os Celtics agora precisam vencer pelo menos um dos dois próximos duelos fora de casa para manter esperanças de avançar. Na história da NBA, apenas 16 times conseguiram reverter tamanha desvantagem numa série melhor de 7. As chances de classificação da equipe de Boston são de menos de 6%.

(Crédito: Reprodução/Instagram)

Em dia de luto para Isaiah, Butler aparece, e Chicago rouba mando em Boston

Boston Celtics (53-29) 102 X 106 (41-41) Chicago Bulls – 1 a 0 pró-Bulls

O cara do jogo: Jimmy Butler (30 pontos, acertando 60% de arremessos da linha de 3 pontos, com 9 rebotes e 3 assistências)

Os Celtics não resistiram ao surpreendente Bulls na primeira partida do confronto de 1ª rodada dos playoffs da Conferência Leste na noite deste domingo (16), e caíram em casa pelo placar de 106 a 102. A partida também ficou marcada pelo luto de Isaiah Thomas, cuja irmã faleceu na manhã de sábado, e todo o apoio de um emocionado TD Garden ao armador.

Mesmo assim com a tragédia familiar, Thomas foi o cestinha (33 pontos, 6 assistências, 3-7 na linha de 3 pontos) da noite, mas o time melhor classificado na conferência perdeu a vantagem de mando na série.

Butler brilhou no comando do ataque dos Bulls, somando 30 pontos—23 no segundo tempo (!)—e ficando a um rebote do duplo-duplo. O camisa 21 também deu um tocasso em IT durante o segundo período, dando o tom para a série: os Bulls podem, sim, ser uma ameça a Boston.

Robin Lopez dominou o garrafão nos dois lados da quadra. O gêmeo bom aterrorizou Al Horford, Kelly Olynyk e cia, terminando a noite com um duplo-duplo (14 pontos, 11 rebotes), incluindo 8 rebotes ofensivos.

As segundas chances oferecidas de bandeja (ba-dum-tssss) para o ataque dos Bulls foram determinantes na partida. Ao fim do primeiro tempo, Chicago tinha 36 rebotes, metade em cada lado da quadra, contra apenas 20 de Boston. Esse foi o calcanhar de Aquiles dos Celtics e um dos principais fatores na derrota.

Já os Bulls fizeram um jogo quase perfeito. Enquanto os tiros de 3 não davam certo—a única coisa que funcionou para os C’s—o jogo de média e curta distância foi eficiente, especialmente com o ala Bob Portis, que veio do banco e anotou 19 pontos. O brasileiro Cristiano Felício também contribuiu nos 14 minutos em que jogou.

Vale destacar a ousadia de Fred Hoiberg com a defesa dos Bulls—e também a de Boston no primeiro tempo—que não deu sossego aos donos da casa e especialmente a Thomas, exposto a pressão na quadra de defesa durante todo o duelo.

Confira abaixo apresentação de Isaiah Thomas antes da partida:

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