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Análise Quinto Quarto – Playoffs da Conferência Oeste da NBA

(Crédito: Reprodução)

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Os playoffs da NBA vão começar, para alegria dos fãs do melhor basquete do planeta, e o QUINTO QUARTO faz uma breve análise de cada um dos confrontos, passando também rapidamente pelas características mais marcantes de cada uma das equipes.

Chegou a hora de falar da poderosa Conferência Oeste:

San Antonio Spurs (1º) x Dallas Mavericks (8º)

O San Antonio Spurs, time de melhor campanha (62-20) não só da Conferência Oeste e sim de toda a NBA, chega a mais uma vez aos playoffs como grande favorito. Mesmo contra o Dallas Mavericks, seu rival texano, o time de Gregg Popovich não deve ter grandes dificuldades para avançar de fase, levando em consideração que os Spurs varreram os Mavs na temporada regular com vitórias de no mínimo seis pontos de diferença.

Mais uma vez, o jogo coletivo de San Antonio é mais importante do que um jogador específico. A franquia é a líder da NBA em assistências por partida com 25,2, além de estar entre as seis primeiras que mais fazem e que menos sofrem pontos por jogo. Mostrando que um time bem equilibrado é difícil de ser batido.

Tony Parker, como de costume, está em uma boa temporada. O armador chegou a sofrer com contusões no começo de 2014, mas já está recuperado e pronto para mais uma pós-temporada. Com médias de 16,7 pontos e 5,7 assistências, ele é o líder do time nesses dois quesitos.

Tim Duncan é mais um veterano provando que ainda tem lenha para queimar. O experiente pivô tem quase um duplo-duplo de média com 15,1 pontos e 9,7 rebotes por partida. Além disso, ele é o líder em tocos do time como uma média de 1,8 por jogo.

Kawhi Leonard, Tiago Splitter e Danny Green completam o time titular dos Spurs, formando um time completo, com um misto entre juventude e experiência. Vale lembrar que no banco de reservas estão Manu Ginobili, Marco Belinelli, Patty Mills e Boris Diaw. Todos eles podem entrar e fazer com que o jogo mude em favor do San Antonio.

Os Mavericks, que não chegaram aos playoffs no ano passado, são a zebra neste confronto. A franquia conseguiu a classificação nesta temporada com dificuldades, já que passa por uma reformulação no elenco.

O ídolo da torcida e destaque do time continua sendo o alemão Dirk Nowitzki. O ala/pivô, mesmo sofrendo com dores no joelho, conseguiu ser o cestinha da equipe com 21,7 pontos de média por partida.

Monta Ellis, que está em sua primeira temporada pelos Mavs, vive um bom momento. Com 19 pontos, 5,7 assistências e 1,7 roubos de bola por jogo, ele é o líder da franquia em assistências e em roubos na temporada.

Contudo, o Dallas não apresenta outros bons jogadores. A bola passa muito tempo na mão de um desses dois atletas, tornando o ataque da equipe bem previsível. Samuel Dalembert até aparece bem na defesa com tocos e rebotes, mas não faz tanta diferença no ataque. Shawn Marion e Vince Carter ficam se revezando em quadra. Se os dois veteranos conseguissem fazer uma boa série, os Mavs conseguiriam dificultar um pouco a série para os Spurs.

(Crédito: USA Today)

(Crédito: USA Today)

Oklahoma City Thunder (2º) x Memphis Grizzlies (7º)

O duelo entre Oklahoma City Thunder e Memphis Grizzlies aconteceu em dois dos últimos três anos. Em 2011, as franquias eram as surpresas do campeonato e se enfrentaram na semifinal de conferência. Em sete jogos, o OKC venceu os Ursos e avançou para a final do Oeste. Já, no ano passado, a forte defesa do Memphis conseguiu parar Kevin Durant e vencer o Thunder também na semifinal de conferência.

Agora, neste ano, o Oklahoma chega como amplo favorito. Em 2013, o time não contou com Russell Westbrook e Durant não estava tão brilhante quanto nesta temporada.

O camisa 35 do Thunder foi o cestinha da NBA e alcançou sua melhor temporada individualmente nesta campanha. Com 32 pontos, 7,4 rebotes e 5,5 assistências, Durant é o favorito para tirar o MVP de LeBron James esse ano.

Westbrook jogou pouco mais da metade desta temporada. Ele perdeu o começo se recuperando de uma contusão sofrida no começo do ano passado e demorou a alcançar seu ritmo de jogo. Ele conseguiu 21,8 pontos, 6,7 assistências e 1,9 roubos de bola por jogo, sendo assim o líder de assistências e de roubos do time.

A defesa do Oklahoma também melhorou. Serge Ibaka vive mais uma boa temporada. Ele tem quase um duplo-duplo de média com 15,1 pontos e 8,8 rebotes, além de ter 2,7 tocos por jogo, um dos líderes da NBA nesta estatística. Além dele, Kendrick Perkins está fazendo um bom trabalho está fazendo um bom trabalho defensivo dentro do garrafão.

Em mais uma temporada, o Memphis Grizzlies tem como destaque a sua defesa. A franquia cedeu apenas 94,6 pontos por partida em média para os adversários, sendo essa a terceira melhor média da liga.

O garrafão dos Ursos conta com uma das melhores duplas de pivô da NBA. Zach Randolph é o líder da equipe em pontos e em rebotes. O pivô tem um duplo-duplo de médias com 17,4 pontos e 10,1 rebotes. Já Marc Gasol sofreu com algumas contusões no decorrer da temporada regular, mas parece estar saudável para os playoffs.

Mike Conley é o destaque ofensivo da equipe. O armador vive sua melhor temporada em termos de pontuação. Ele tem médias de 17,2 pontos e seis assistências por partida. Mike Miller pode ser o reserva que entre e faça algo diferente no duelo. Ele já mostrou que pode mudar os confrontos com seus arremessos precisos de três.

Los Angeles Clippers (3º) x Golden State Warriors (6º)

Este provavelmente é o confronto mais equilibrado do primeiro round dos playoffs. As duas equipes jogam de maneira parecida, têm um ataque forte e uma defesa não muito forte, jogam e deixam jogar.

Os Clippers chegam aos playoffs mais experientes e sem contusões como no ano passado, quando foram eliminados ainda na primeira rodada. A franquia chegou como terceiro do lado Oeste com 57 vitórias e 31 uma derrotas, uma campanha superior até a do Indiana Pacers, que foi o primeiro colocado do Leste.

A grande força do time vem com a dupla Chris Paul e Blake Griffin. Em termos de pontuação, ambos estão acima das médias de suas carreiras. O armador acumula em média 19,1 pontos e 10,7 assistências por partida, além de ter um bom aproveitamento de 36,8% em arremessos de três pontos. Já o pivô tem quase um duplo-duplo de média. Ele alcança 24,1 pontos, sendo o cestinha da equipe, e 9,5 rebotes por jogo.

Os Clippers foram a franquia que marcou mais pontos por jogo em média de toda a temporada na NBA. Com 107,9 pontos por partida, mostrou que Doc Rivers manteve o estilo de jogo ofensivo em seu primeiro ano de comando do time. Ele conseguiu trazer bons atletas para comporem o elenco e não deixar o ritmo da equipe cair quando os principais jogadores vão para o banco.

Já os Warriors, que ano passado surpreenderam ao chegar a semi-final de conferência, não são mais surpresas.  Entretanto, este não é o melhor momento da franquia na temporada. Andrew Bogut, o líder de rebotes (10) e tocos (1,8) do time, fraturou uma costela direita e está fora por tempo indeterminado. Assim, o veterano Jermaine O’Neal será o pivô titular de Golden State. Contudo, ao longo da partida, David Lee ou Marreese Speights deveram assumir a posição de Bogut.

Mesmo com esse desfalque, os Warriors não estão descartados. Stephen Curry está em sua melhor temporada individualmente. O armador tem médias de 24 pontos e 8,5 assistências por partida, além de um espetacular aproveitamento de 42,4% em arremessos de três pontos.

Além de Curry, os pontos fortes do time azul e amarelo são Klay Thompson, com seus arremessos de três pontos, e Andre Iguodala, que vive sua pior temporada desde a sua como calouro, mas é experiente e pode fazer a diferença no duelo.

(Crédito: Divulgação)

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Houston Rockets (4º) x Portland Trail Blazers (5º)

Mais um duelo equilibrado da Conferência Oeste. Porém, os Rockets tem um ligeiro favoritismo, graças a maior experiência na pós-temporada e o mando de casa, que será importante contra o rápido time dos Blazers.

Com a chegada de Dwight Howard, além de experiência, o Houston ganhou também um líder e um dos melhores pivôs da NBA. Ele se mostrou diferente na sua primeira temporada com os Rockets. Ele tem 18,3 pontos e 12,2 rebotes, além de 1,8 tocos por partida, sendo peça chave tanto no ataque quanto na defesa.

Para isso, ele terá a ajuda de James Harden. O “Barba do Capeta”, como é conhecido o armador, é o cestinha da equipe com 25,4 pontos e também é o líder em assistências com 6,1 por partida.

Além de suas estrelas, os coadjuvantes dos Rockets terão que brilhar para a franquia avançar nos playoffs. Chandler Parsons virou fundamental com seus arremessos de média e longa distância. Patrick Beverley foi outra surpresa da equipe na temporada. Ele conseguiu ditar o ritmo acelerado do time nas partidas.

Jeremy Lin, Omri Casspi e Omer Asik são reservas, mas costumas passar muitos minutos dentro das quadras. Se eles entrarem bem, podem desafogar as bolas de Harden e Howard, deixando o ataque mais dividido.

Damian Lillard e LaMarcus Aldridge impressionaram todos da NBA nesta temporada. A dupla colocou o Portland Trail Blazers nos playoffs após dois anos longe da pós-temporada. A equipe foi tão bem que no começo da campanha 2013-14, chegou a ficar com o melhor recorde de toda a NBA, mas o time não conseguiu manter o mesmo padrão de jogo após a parada para All-Star Game.

Lillard e Aldridge fizeram suas melhores temporadas individualmente. O jovem armador teve médias de 20,7 pontos e 5,6 assistências por partida. Já o pivô conseguiu um duplo-duplo de média. Com 23,2 pontos e 11,1 rebotes, o camisa 12 é o líder de pontos e rebotes dos Blazers na temporada.

Porém, não foram apenas os dois que fizeram uma boa campanha. Os outros três titulares também conseguiram bons números. Wesley Matthews também vive sua melhor temporada em termos de pontuação. O armador tem médias de 16,4 pontos e colaborou para fazer do Portland o time com a quarta melhor média de pontuação por jogo (106,7). Nicolas Batum e Robin Lopez alcançaram seus melhores anos em termos de rebotes. 7,5 e 8,5 respectivamente, colaborando para fazer dos Blazers a equipe que tem a melhor média de rebotes de toda a liga por jogo (45).

Entretanto, a franquia de Oregon fica devendo no banco de reservas. Apenas Mo Williams se destacou entre os suplentes, sendo este o maior ponto fraco do Portland.

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