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Análise Quinto Quarto – Playoffs da Conferência Leste da NBA

(Crédito: Divulgação)

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Os playoffs da NBA vão começar, para alegria dos fãs do melhor basquete do planeta, e o QUINTO QUARTO faz uma breve análise de cada um dos confrontos, passando também rapidamente pelas características mais marcantes de cada uma das equipes.

Vamos começar nosso especial falando sobre os duelos da Conferência Leste:

Indiana Pacers (1º) x Atlanta Hawks (8º)

Neste confronto, o dono da melhor campanha do Leste, Indiana Pacers, que somou 56 vitórias e 26 derrotas, mede forças com o Atlanta Hawks, único time da NBA nesta temporada que avançou para a fase decisiva da temporada com mais derrotas do que vitórias (38 vitórias e 44 derrotas).

Se formos nos basear apenas nas campanhas obtidas na temporada regular, os Pacers já são amplos favoritos por si sós. E os representantes de Indianápolis também têm a seu favor o excelente desempenho jogando em casa. Na fase de classificação, foram 35 vitórias e apenas seis derrotas atuando no Bankers Life Fieldhouse. Já o Atlanta Hawks, atuando fora de casa, obteve apenas 14 triunfos de 41 jogos.

O setor mais forte do Indiana Pacers é o defensivo. A equipe é a segunda da liga que menos cede pontos aos adversários, com média de 92,3 pontos, e conta com um grande apanhador de rebotes como Lance Stephenson, que tem média de 7,2 rebotes por partida, sendo 5,9 defensivos. Além disso, a franquia de Indianápolis tem um grande responsável por tocos como Roy Hibbert, que tem média de 2,25 bloqueios por partida.

No lado ofensivo, o Indiana Pacers peca um pouco, já que anota apenas 96,7 pontos por jogo de média, mas tem um astro como Paul George, que é responsável por 21,7 pontos de média, número muito bom.

Do outro lado do duelo, o Atlanta Hawks conta com um ataque prolífico, que faz 101 pontos por partida. Os representantes da Geórgia contam com Jeff Teague, que tem média de 6,7 assistências por jogo, Paul Millsap e Kyle Korver, este um exímio chutador de três pontos, que converte 47,2% de suas tentativas de longa distância.

Já a defesa do Atlanta Hawks não pode ser considerada um dos pontos fortes da equipe, já que o time cede média de 101,5 pontos por duelo.

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Miami Heat (2º) x Charlotte Bobcats (7º)

Atual bicampeão da NBA, o Miami Heat inicia sua caminhada em busca do terceiro título consecutivo contra o Charlotte Bobcats, time que chegou aos playoffs somente duas vezes na história (a outra foi na temporada 2009/10) e nunca sequer ganhou um jogo de pós-temporada. Vale destacar que, desde a temporada 2010/11, o Miami Heat soma 15 vitórias em 15 partidas contra o Charlotte Bobcats.

O Heat terminou a temporada regular na segunda colocação do Leste, com campanha de 54 vitórias e 28 derrotas, e teve um desempenho muito consistente jogando na American Airlines Arena (32 vitórias e nove derrotas), o que deve fazer a diferença na pós-temporada. Já o Charlotte Bobcats se classificou em sétimo, com 43 vitórias e 39 derrotas.

O time da Flórida tem um ataque até bastante produtivo, com média de 102,2 pontos por jogo, e conta com grandes nomes tais quais LeBron James, jogador que está com médias de 27,1 pontos, 6,4 assistências e 6,9 rebotes por jogo nesta temporada. O que pode pesar a favor do Heat é a menor participação de Dwyane Wade, que vem sofrendo com contusões, sobretudo com os problemas em seu joelho, e assim teve a menor média de minutos em quadra por partida de sua carreira nesta temporada, com apenas 32,9.

O Miami Heat também tem a seu favor o fato de ter uma das melhores defesas da liga, cedendo apenas 97,4 pontos de médias aos adversários.

Do outro lado da série está o Charlotte Bobcats, que pode ser considerado uma das surpresas da temporada, principalmente se lembrarmos que, na temporada passada, a equipe da Carolina do Norte somou apenas 21 vitórias e 61 derrotas.

Com certeza podemos destacar como o principal ponto forte da franquia a defesa. Nesta temporada, os Bobcats cederam apenas 97,1 pontos aos adversários e isso, com certeza tem que ser exaltado, sobretudo porque o ataque da equipe não é dos melhores, com média de 96,9 pontos por partida.

Os grandes nomes do time são Al Jefferson, que nesta temporada está com double-double de média, com 21,8 pontos e 10,8 rebotes, e Kemba Walker, que tem médias de 17,7 pontos e 6,1 assistências por jogo, além de 1,2 roubo de bola.

Apesar desses bons nomes, a equipe não conta muito com seus coadjuvantes, que estão em um nível consideravelmente abaixo das grandes estrelas. Os Bobcats, basicamente, pensam em, no máximo, estender a série para cinco ou seis partidas. A ambição para por aí.

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Toronto Raptors (3º) x Brooklyn Nets (6º)

Neste duelo, que promete ser um dos mais equilibrados do Leste na primeira fase dos playoffs, o Toronto Raptors, que conta com jovens atletas em seu elenco, enfrenta o Brooklyn Nets, que é composto, em sua maioria, por jogadores mais rodados.

A equipe do Canadá encerrou a temporada regular com 48 vitórias e 34 derrotas e se classificou para os playoffs pela primeira vez desde a temporada 2007/08, quando foi eliminada ainda na primeira rodada pelo Orlando Magic. Já o Brooklyn Nets, que avançou à fase decisiva do campeonato com 44 vitórias e 38 derrotas, se classifica depois de um início de temporada bastante ruim, sobretudo antes da virada do ano, e retorna à pós-temporada pelo segundo ano seguido. Em 2013, a equipe de Nova York foi eliminada na primeira rodada pelo Chicago Bulls.

O Toronto Raptors conta com uma boa defesa, que cede 98 pontos por partida, e com um ataque mediano, que anota 101,3 pontos por jogo. A equipe é formada por nomes como DeMar DeRozan, atleta de 24 anos de idade, que tem médias de 22,7 pontos, quatro assistências e 4,3 rebotes por partida, Jonas Valanciunas, lituano de 21 anos, que tem médias de 11,3 pontos e 8,8 rebotes, e Kyle Lowry, esse um jogador mais experiente, de 28 anos, que está com médias de 17,9 pontos e 7,4 assistências por duelo.

Do outro lado da série está o Brooklyn Nets, um time que pode ser considerado um pouco mais desequilibrado. Os representantes nova-iorquinos têm uma defesa mediana, que cede 99,5 pontos por partida, e com um ataque que é somente o 21º na NBA, com 98,5 pontos por confronto.

A favor do time e também contra, por que não, conta a grande experiência de nomes como Paul Pierce, de 36 anos de idade, Joe Johnson, de 32 anos, e Deron Williams, de 29 anos de idade. Vale também mencionar Kevin Garnett, de 37 anos, que não vem atuando com tanta regularidade nesta temporada.

Como prova da fragilidade ofensiva dos Nets, dá para destacar que o principal pontuador da equipe na temporada é Joe Johnson, que tem média de apenas 15,8 pontos por partida. Apesar disso, a equipe de Nova York tenta fazer a experiência pesar no momento mais decisivo da temporada. A tarefa, contudo, não deve ser nada fácil, ainda mais atuando contra uma equipe tem a vantagem do mando de quadra na série e somou 26 vitórias em 41 jogos disputados no Air Canada Centre na temporada regular.

Já o Brooklyn Nets, atuando longe de sua torcida, triunfou apenas 16 vezes em 41 compromissos na temporada regular.

Chicago Bulls (4º) x Washington Wizards (5º)

Esta série é fortemente cotada para ser a mais equilibrada da primeira rodada dos playoffs da Conferência Leste. O Chicago Bulls, que terminou na quarta colocação, com 48 vitórias e 34 derrotas, mede forças com o Washington Wizards, que somou 44 vitórias e 38 derrotas.

Para não tomar muitos sustos no confronto, os Bulls apostam em sua defesa, que é nada menos do que a melhor de toda a NBA, com média de apenas 91,8 pontos cedidos para os adversários. O time de Illinois também é o décimo em rebotes na liga, com 44,1 por partida. E, defensivamente, Joakim Noah pode ser considerado uma das peças-chave, já que ele tem médias de 11,3 rebotes e 1,51 tocos por duelo.

Apesar desse forte sistema defensivo, o Chicago Bulls não pode ficar muito otimista, já que também é dono do pior ataque de toda a NBA, com apenas 93,7 pontos anotados por jogo.

Sem pode contar com Derrick Rose mais uma vez, a franquia de Chicago espera que Carlos Boozer, D.J. Augustin e demais jogadores apareçam para que a primeira rodada não seja o fim da linha.

Do outro lado, o Washington Wizards é um time bem mais equilibrado entre ataque e defesa do que os Bulls. A franquia da capital dos Estados Unidos tem um ataque mediano, com 100,7 pontos de média por partida, e uma defesa que é a nona melhor da liga, com 99,4 pontos cedidos por partida.

Para passar dos Bulls, os Wizards basicamente contam com John Wall, grande astro da equipe, e com o dominante pivô Marcin Gortat. Wall, por exemplo, tem médias de 19,3 pontos, 8,8 assistências e 1,82 roubo de bola por jogo. Já Marcin Gortat vai bem nos rebotes e apanha, em média, 9,5 por duelo.

Além desses atletas, o Washington Wizards também tem em seu elenco jogadores do calibre de Trevor Ariza (14,4 pontos e 6,2 rebotes), Bradley Beal (17,1 pontos) e o brasileiro Nenê Hilario, que apesar de não conseguir engatar uma boa sequência de partidas, tem a capacidade de ser um ala-pivô muito valioso.

Por ter o United Center, local onde venceu 27 jogos em 41 disputados, como grande aliado, o Chicago Bulls é favorito, mas os representantes de Illinois têm que tomar muito cuidado com o bom elenco dos Wizards, equipe que tem bala na agulha para surpreender.

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