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Proprietários da MLB e jogadores selam novo acordo coletivo de trabalho até 2021

MLB e MLBPA chegaram a acordo de novo acordo de trabalho coleitvo por cinco anos

(Crédito: Instagram/reprodução)

Os últimos dias e noites foram intensos em termos de negociação, mas finalmente uma ameaça de greve patronal foi afastada completamente. Na madrugada desta quinta-feira (1), no horário de Brasília, a Major League Baseball e a união de jogadores (MLBPA) chegaram a um acordo de novo acordo coletivo de trabalho por cinco anos, que terá duaração até a temporada 2021 da MLB. O acordo ainda está pendente a plena ratificação por parte de ambos os lados.

Com o acerto, os 21 anos sem greve na MLB vão continuar, para o bem dos torcedores e de todos do mundo do beisebol, que não desejam ver nenhum tipo de pausa forçada, mesmo durante a offseason.

O novo acerto foi selado apenas três horas antes do limite antigo do acordo coletivo de trabalho.

O recém-selado acordo coletivo de trabalho evita uma paralisação que teria congelado o mercado e prejudicado as reuniões de final de ano da liga, que estão marcadas para a próxima semana.

Na hora que o novo CBA foi selado, as duas partes estavam negociando de maneira praticamente contínua por mais de 24 horas. Ao que parece, o último empecilho para jogadores e proprietários apertarem as mãos era o sistema novo de luxury tax, além do fim da compensação com escolhas de draft para agentes livres procurados por todos, menos alguns times.

De acordo com fontes consultadas pela ‘ESPN’ norte-americana, o limite da luxury tax vai subir de US$ 189 milhões para US$ 195 milhões no próximo ano, indo para US$ 197 milhões em 2018, US$ 206 milhões em 2019, US$ 209 milhões em 2020 e US$ 210 milhões em 2021.

Os times que excederem este limite vão pagar taxas similares ao acordo atual, ao menos que estas franquias excedam muito o limite, caso em que a taxa pode subir para até 92%.

Outra mudança trazida pelo novo acordo coletivo de trabalho é que, agora, times que assinam com os agentes livres mais cobiçados no mercado não precisam mais ceder uma escolha de primeira rodada de draft para o time que perdeu este jogador. Entretanto, times com folhas de pagamento mais elevadas do que o limite imposto pela luxury tax ainda perderiam uma escolha mais adiante no draft. E os times que perderem esses jogadores ‘premium’ ainda receberiam uma escolha.

O novo CBA deve cobrir mais problemas da liga, mas os detalhes devem ser anunciados durante as próximas semanas.

Na totalidade, houve oito greves de 1972 a 1995, a última delas uma paralisação de sete meses e meio em 1994-95 que levou ao primeiro cancelamento da World Series em um período de 90 anos. Já em 2002, o acordo foi selado pouco antes de os jogadores iniciarem a greve.

O fato de não haver greve há tanto tempo na Major League Baseball faz com que a liga siga um caminho bem diferente de outras grandes ligas esportivas dos Estados Unidos. A NFL teve uma greve na pré-temporada em 2011, a NBA teve 240 jogos a menos no mesmo ano devido a uma paralisação deste tipo e a NHL teve 510 partidas a menos em um locaute ocorrido em 2012-13.

Confira outros pontos do novo acordo coletivo de trabalho (2017 a 2021):

– Os proprietários de franquias estavam pressionando durante meses para que jogadores internacionais fossem incluídos no draft amador, mas eles retiraram essa demanda durante esta semana, segundo a ‘ESPN’. No lugar disso, os times iriam trabalhar em um sistema revisado de bônus que colocariam um teto rígido em relação a quanto cada equipe pode gastar para assinar com atletas estrangeiros.

Segundo a ‘CBS Sports’ o orçamento será entre US$ 5 milhões e US$ 6 milhões por equipe, por ano. De acordo com Jon Morosi, jogadores cubanos com mais de 25 anos e seis anos ou mais de experiência serão excluídos do bônus internacional.

– As duas partes conversaram sobre iniciar futuras temporadas quatro ou cinco dias antes do que ocorreu em campeonatos passados, de forma a dar mais dias de folga aos times durante a temporada regular. Também foi discutido agendar mais jogos de dia quando times têm que enfrentar voos longos depois destas partidas. Vale notar que passaremos de um calendário de 162 jogos em 183 dias para 162 jogos em 187 dias a partir de 2018.

A adição de dia na temporada facilitaria jogos durante a temporada fora dos Estados Unidos e Canadá. Especula-se que os lugares favoritos são México e Londres. Além disso, existem rumores que poderá haver uma série na Inglaterra próxima a data do All-Star Break de 2018.

– Haveria mudanças na fórmula da divisão de receitas do beisebol, o que afetaria tanto os jogadores quanto os destinatários. Os detalhes destas mudanças ainda seguem não sendo conhecidos publicamente.

– As duas partes debaterem várias mudanças sobre o draft amador realizado em junho, mas detalhes ainda não foram divulgados. Um dos temas possíveis é a troca de escolhas de draft.

– Espera-se que punições mais pesadas sejam aplicadas a atletas que violarem o acordo coletivo de uso de substâncias proibidas. Vários jogadores já haviam falado publicamente sobre a necessidade de penas mais severas para jogadores que testem positivo para uso de substâncias para melhoria de desempenho esportivo.

– Mudanças devem ocorrer em relação à política de violência doméstica da MLB, mas os detalhes ainda precisam ser divulgados. Fontes indicam punições mais severas.

– Os dois lados debaterem a possibilidade de jogar partidas fora da América do Norte durante a temporada regular nos próximos anos. Ainda não se sabe onde esses jogos seriam disputados, mas o comissário Rob Manfred já disse publicamente que gostaria de ver partidas de temporada regular sendo disputadas em Londres, por exemplo

– Os jogadores ficaram divididos sobre a possibilidade de existir uma acréscimo no elenco, que passaria de 25 para 26 jogadores. O mesmo é válido para uma possível mudança de como o seria a mudança de elenco para o mês de setembro, quando os elencos passam a ter 40 jogadores.

– Jogadores que receberam ofertas qualificadas nessa offseason continuarão a ter uma alta escolha de draft compensatória, contudo o novo acordo permitirá que o custo por assinar com jogadores ‘premium’ ou com ofertas qualificadas caia, caso o time não esteja acima do teto do luxury tax. Ou seja, as mudanças só começam na próxima offseason.

Segundo Jason Stark, times acima do luxury tax teriam que abrir mão de uma escolha se segunda e quarta rodada, além de US$ 1 milhão de bônus de assinatura internacional, o que torna o sistema menos punitivo. Times abaixo do teto abrirão mão apenas de uma escolha de terceira rodada.

Além disso, de acordo com Ken Rosenthal, agentes livres com ofertas qualificadas só renderão uma escolha de draft compensatória se assinarem um contrato de mais de US$ 50 milhões. As escolhas serão determinadas pelo tamanho do mercado, então depois de perder um agente livre, os Yankees receberiam uma compensação menor do que os Brewers.

– Segundo Joel Sherman, novos jogadores da MLB serão punidos com suspensão se usarem tabaco não fumável, como o tabaco de mastigar.

– O salário mínimo subiu de US$ 507.500 para US$ 535 mil para o ano que vem, US$ 545 mil em 2018 e US$ 555 mil em 2019, com o custo de vida aumentando nos próximos dois anos. O mínimo para um jogador de liga menor no elenco de 40 jogadores passou de US$ 87.700 para US$ 86.500 no próximo ano, US% 88 mil em 2018 e US% 89.500 em 2019, seguindo os aumentos do custo de vida.

O All-Star Game deixará de definir o mando de campo da World Series.

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