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Prévias MLB 2019: Divisão Leste da Liga Americana

Divisão Leste da Liga Americana

A briga em 2018 parecia ser ferrenha, no entanto, o Boston Red Sox conseguiu disparar na reta final e ganhou a Divisão Leste da Liga Americana com certa tranquilidade e depois venceu sua quarta World Series no século, a segunda desde o último título do New York Yankees. A expectativa é que as duas equipes se digladiem nesta temporada em busca do topo da AL East, enquanto o Tampa Bay Rays corre por fora para voltar a surpreender.

Toronto Blue Jays e Baltimore Orioles chegam com baixas expectativas, sendo que os canadenses podem finalmente lançar seus melhores prospectos na MLB caso não queiram manipular o tempo de serviço para mantê-los presos ao time por mais tempo.

Veja também: todas as movimentações das equipes da MLB

(Crédito: Instagram/reprodução)

New York Yankees

Desempenho em 2018: 100-62 (vaga no wild card)
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 96,5
Ponto forte: bullpen
Ponto fraco: vive ou morre pelos home runs

É difícil acreditar que uma equipe que bateu o recorde de home runs em uma única temporada e teve 100 vitórias está ainda melhor, mas este é o caso, pelo menos, no papel.

O principal reforço da equipe foi James Paxton. Seu ERA de 3,76 em 160,1 entradas representa uma grande melhoria para a rotação titular que já tem Luis Severino e Masahiro Tanaka. CC Sabathia e J.A. Happ serão os veteranos no back end para jogar seis entradas antes do bullpen entrar em ação. Como Severino perderá o começo da temporada Gio Gonzalez pode ser um bom tapa buraco.

Sem poder contar com Didi Gregorius até o meio da temporada, o general manager Brian Cashman foi inteligente. Troy Tulowitzki chegou para tentar se provar após ter atuado em apenas 66 jogos nos últimos dois anos. Caso não dê certo o plano, Gleyber Torres pode atuar como shortstop e DJ LeMahieu fica na segunda base. Este, inclusive, é um rebatedor destro que bate para o campo oposto, o que compensa um pouco a falta de canhotos no lineup.

O bullpen é sensacional. Aaron Boone terá que mostrar evolução na sua segunda temporada como manager e precisará usar com inteligência Aroldis Chapman, Dellin Betances, Adam Ottavini, Zack Britton, Chad Green e Tommy Kahle.

Se Gary Sanchez voltar a rebater bem e Giancarlo Stanton melhorar após um ano de uma grande transição… sai de baixo.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Boston Red Sox

Desempenho em 2018: 108-54 (campeão de divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 94,5
Ponto forte: ataque consistente
Ponto fraco: bullpen enfraquecido

O Boston Red Sox é o time a ser batido na Divisão Leste da Liga Americana. A base da equipe foi mantida, mas o bullpen sofreu algumas baixas. O grande ponto em questão é a necessidade de vencer mesmo sendo o atual campeão. O farm system não é bom e J.D. Martinez, Mookie Betts, Xander Bogaerts, Rick Porcello e Jackie Bradley Jr. podem se tornar free agents nos próximos dois anos.

Começando pelo o que o time tem de melhor: o campo externo. O trio Andrew Benintendi, Mookie Betts e Jackie Bradley Jr. é fenomenal tanto ofensivamente como defensivamente. O infield está redondinho e o único problema é a segunda base. Dustin Pedroia vem sofrendo com lesões e Brock Holt deverá ganhar espaço durante sua ausência. Apesar disso, o ataque segue incrível, consistente e com o fator letal de J.D. Martinez.

Chris Sale, David Price e Rick Porcello seguem sendo os principais nomes da rotação titular com Nathan Eovaldi sendo um nome interessante após excelente 2018 (ERA de 3,81). Uma pequena questão é o quanto Sale aguentará após ter lidado com algumas questões de lesão no ano passado. O bullpen chega enfraquecido após perder Craig Kimbrel e Joe Kelly.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Tampa Bay Rays

Desempenho em 2018: 90-72
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 74,5
Ponto forte: abordagem inovadora
Ponto fraco: muitas mudanças

Uma equipe em reformulação, que começou a temporada muito mal, terminou o ano com 90 vitórias e sonhando com os playoffs. Muitas mudanças vieram para este ano. O receptor Mike Zunino chegou em troca que levou Mallex Smith para os Mariners. As coisas apontavam para um bom rumo, mas Sergio Romo e Carlos Gomez se tornaram agentes livres e o rebatedor de home runs C.J. Cron foi cortado. Jake Bauers foi trocado por Yandy Diaz e Emilio Pagan chegou a um preço alto. Charlie Morton foi outra aquisição de peso.

A certeza para 2019 será a manutenção da ousada estratégia de opener (usar um reliever como abridor). Blake Snell carregará a rotação titular e terá Charlie Morton e Tyler Glasnow atrás dele. O bullpen tem nomes interessantes e precisará segurar a barra.

Yandy Diaz é uma aquisição interessante em termos de produção ofensiva (average de 31,2% em 2018) e Mike Zunino traz potência (20 home runs no ano passado) e bom comando no home plate. O outfield também é bastante interessante com Tommy Pahm, Kevin Kiermaier e Andrew Meadows.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Toronto Blue Jays

Desempenho em 2018: 73-89
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 74,5
Ponto forte: bons prospectos
Ponto fraco: posição indefinida

Depois de seis anos com John Gibbons, o Toronto Blue Jays chega para a temporada de 2019 com Charlie Montoyo como seu manager. A equipe vive uma situação estranha em que não está completamente destruída, mas também não está perto de poder disputar uma vaga nos playoffs.

O fato animador são os prospectos Vladmir Guerrero Jr. e Bo Bichette, respectivamente primeiro e 11º prospectos da MLB. Junto com eles Loudes Gurriel Jr. e Billy McKinney tem potencial para se tornarem peças relevantes no elenco. Resta ver se os canadenses não vão segurar a molecada para manipular o tempo de serviço na MLB.

A rotação titular conta com dois bons nomes: Marcus Stroman e Aaron Sanchez, ambos no último ano de contrato (será que vem uma troca por aí). Clayton Richard e Matt Shoemaker são os veteranos que completam essa lista de arremessadores titulares. No bullpen, Ken Giles é um nome interessante, mas para por aí.

Olhando para o elenco, a maior referência técnica, Josh Donaldson, não está mais no time. Kevin Pillar talvez seja o principal nome. Justin Smoak, Kendrys Morales e Randal Grichuk são veteranos e podem ter um rendimento razoável e, quem sabe, render uma troca.

(Crédtio: Flickr/Reprodução)

Baltimore Orioles

Desempenho em 2018: 47-115
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 59,5
Ponto forte: Mark Trumbo
Ponto fraco: cenário de terra arrasada

O Baltimore Orioles teve a pior campanha da MLB no ano passado e reformulou tudo. O elenco já vinha se despedaçando e toda a diretoria e comissão técnica foi alterada, sendo que Brandon Hyde foi o escolhido para liderar essa nova. A expectativa é que o time volte a brigar para ser um dos piores e três dígitos no campo das derrotas já é realidade.

Mark Trumbo é, de longe, o jogador mais interessante do elenco, o que já dá um pouco do parâmetro do que está por vir. O rebatedor designado teve average de .261 com 17 home runs e 44 RBIs no ano passado e é um atleta bom, mas não para ser o destaque.

A rotação titular é carregada de veteranos como Alex Cobb e Andrew Cashner, que se juntam a Dylan Bundy. No resto do elenco, a maioria dos atletas são jovens. A maior vergonha de todas é Chris Davis, primeira base com contrato milionário que é uma máquina de sofrer strikeouts. PS: até uma criança de dez anos teria melhor desempenho do que ele.

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