MLB

Prévias MLB 2018: Divisão Oeste da Liga Americana

Divisão Oeste – Liga Americana

Todos contra Houston, Houston contra todos. Essa deve ser a tônica da Divisão Oeste da Liga Americana. Angels, Rangers, Mariners e Athletics vão fazer de tudo para tirar uma casquinha do atual campeão da divisão e da World Series, os Astros. Mas é fato que os campeões não devem ter muitas dificuldades contra os rivais. Nem uma ressaca, nem um apagão, muito menos uma certa preguiça pós-título deve atrapalhar a caminhada dos Astros do time de A.J. Hinch.

E para ser bem sincero, creio que só os Angels podem sonhar com uma vaga de wild-card. A divisão não está livre de uma surpresa, mas acho difícil as outras três equipes fazerem algo de surpreendente.

E não será nada fácil repetir a dose. O último time que conquistou a World Series de forma consecutiva foram os Yankess, que venceram três anos seguidos (98,99 e 2000). Mais recentemente, os Giants venceram três em 6 anos (2010, 2012 e 1014). Ou seja, está aí um grande estímulo para os Astros entrarem em 2018 com tudo.

Confira a análise completa da Liga Americana:

(Crédito: Instagram/reprodução)

Houston Astros

Desempenho em 2017: 101-61 (campeão de divisão)

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma (talvez relaxe um pouco)

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: praticamente o mesmo time

Ponto fraco: comparação com o ano passado

Não deve ser nada fácil passar as férias gozando de um título da World Series e ter que voltar para realizar 162 jogos de temporada regular até voltar aos playoffs. Os Astros conquistaram o mundo, mas isso já é história. O esporte cobra regularidade, foco e um desejo infinito por vitórias. Serão seis meses tentando repetir a mesma fórmula de sucesso. Não será fácil, mas com quase o mesmo grupo, repetir um título fica mais fácil. A conquista do Oeste é só um passo para um time que pensa em dinastia.

E não há como duvidar que José Altuve irá continuar tendo um aproveitamento no bastão perto de .300 – sua média em sete anos na MLB é de .316. O segunda base venezuelano é um gênio de beisebol e um inferno para os arremessadores. Mas ele não é o único. George Springer e Carlos Correa acompanham o ritmo de Altuve e terão um ano de provação. Se um dos dois caírem de produção, os Astros vão sofrer. Mas outras peças podem assumir um protagonismo maior. Yuli Gurriel deve perder o começo da temporada, mas é o dono da primeira base. Marwin Gonzalez deu um salto de produção em 2017 e deve continuar contribuindo. Josh Reddick já é um veterano, muito irregular, mas que não irá comprometer. Alex Bregman é mais um jovem em ascensão. Acho que a posição de receptor e de DH são as mais frágeis.

Brian McCann vai para sua 14ª temporada. É um bom catcher, ajudou demais os mais jovens, mas há algumas temporadas seu potencial no bastão só diminui. O seu reserva imediato, e DH nas horas vagas, é Evan Gattis, um jogador de muita explosão e pouca regularidade.

No montinho, os Astros, posso afirmar, melhoraram. Justin Verlander, Dallas Keuchel, Lance McCullers e Charlie Morton ganharam mais um companheiro na rotação titular: Gerrit Cole. O ex-Pirates vem de duas temporadas fracas, mas não era nada fácil jogar com os rebatedores de Pittsburgh dando cobertura. Com a adição de Cole, Collin McHugh, arremessador titular dos Astros nas últimas quatro temporadas, vai para o bullpen, que não tem sido lá essas coisas. Basta lembrar que na última World Series, alguns arremessadores titulares entraram já que o bullpen não parecia ter força para fechar os jogos. Ken Giles, Chris Devenski e Will Harris terão que manter o ritmo da equipe, ou terão que torcer para que o time resolva o jogo antes.

(Crédito: Instagram/reprodução)

 Los Angeles Angels

Desempenho em 2017: 80-82

Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora

Projeção da posição na divisão: 2º

Ponto forte: os Mikes (Scioscia e Trout)

Ponto fraco: arremessadores

É muito claro que os Angels vão depender e muito de dois jogadores: Mike Trout e Shohei Ohtani. O primeiro já está consolidado como um dos grandes do esporte. Aos 26 anos, Trout já vai para sua oitava temporada. Sem eles, os Angels não possuem chance alguma. O outfielder é excelente com o bastão e com a luva, e sua áurea contagia os companheiros. Sem falar na sua capacidade de roubar bases. Caso ele se lesione, como aconteceu em 2017, esqueça wild-card.

Já Ohtani chega com uma expectativa enorme. Ele está sendo trabalhado para estrear como DH e já está quase certo que arremessará no terceiro jogo da temporada. Isso seria incrível. A MLB ganharia um astro imediato. Contudo, desconfio que Ohtani chegará explodindo e arrasando nas duas frentes. Não torço contra, como já disse, acharia incrível. Mas talvez ele tenha sucesso em uma delas. Tirando Trout e Ohtani, o que se vê nos Angels é uma imensidão de caras comuns. Claro que Justin Upton, uma máquina de rebater, Andrelton Simmmons, em ascensão, e Ian Kinsler, em fim de carreira, mas muito sólido, possuem um destaque, no entanto os ‘grandes nomes’ param aí.

Albert Pujols, hall da fama com certeza, pode ficar sem função. Ele não tem mais condições de atuar na primeira base e o Ohtani pode substituí-lo na posição de rebatedor designado. Pujols tem muita grana garantida a receber dos Angels e acho difícil achar um time que o queira.

E sem arremessadores time algum vai para frente. Os Angels vêm sofrendo com seus titulares no montinho e eu não tenho muitas esperanças de que eles fiquem saudáveis. Garrett Richards é o número um, mas Andrew Heaney (nº2) já reclamou de dores no cotovelo e não deve jogar mais até o começo da temporada regular. Ohtani foi um desastre no spring training (ERA 16.20 em quatro jogos), assim como Tyler Skaggs (ERA 7.8 em três jogos). A esperança é que Matt Shoemaker renasça. Eu sei que pré-temporada não quer dizer muita coisa, contudo talvez os Angels estejam confiando demais em sua rotação.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Seattle Mariners

Desempenho em 2017: 78-84

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão: 3º

Ponto forte: elenco

Ponto fraco: durabilidade

Desde 2001, os Mariners não sabem o que é um jogo de playoff. A seca é gigante, mas as ambições são pequenas. Se tudo der certo; e isso inclui um Robinson Cano saudável e rebatendo na casa dos .290, um Nelson Cruz batendo home runs que nem louco, um ano espetacular de Jean Segura, um Dee Gordon roubando bases, um Kyle Seager mais confiável e uma rotação titular aonde pelo menos um arremessador faça mais de 30 jogos, os Mariners vão ficar próximos de uma luta pela vaga de wild-card.

Claro que tudo isso pode acontecer, mas é difícil muito difícil escapar das lesões. Cano é um tremendo jogador, entretanto a idade chega e pesa. Ele não reúne mais condições para carregar um time, ele ajuda no carregamento se ancorado por dois ou três bons jogadores. Cruz é outro que já deixou seus melhores dias para trás. Segura perdeu muitos jogos no ano passado (37), mas tem potencial para seguir na casa de .300 de aproveitamento no bastão. Estou curioso para ver como será o ano de Mitch Haniger, que perdeu mais de 60 jogos por contusão no ano passado, mas que teve um começo de temporada avassalador.

A rotação titular, se saudável, parece bem promissora. James Paxton é muito bom e deve continuar assim, Felix Hernandez já foi muito bom, mas ainda tem lenha para queimar. Mike Leake precisa fazer mais, assim como Erasmo Ramirez. Esses quatro precisam combinar para, no mínimo, 100 jogos. Digo isso porque em 2017, os Mariners tiveram 17 arremessadores diferentes começando um jogo. Sequência e consistência alguma, né? Fico com a impressão que se a temporada fosse menor, os Mariners aumentariam suas chances de playoffs. O time parece destinado a não suportar os 162 jogos. Ah, mas ainda dá para ver mais alguns hits de Ichiro Suzuki.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Texas Rangers

Desempenho em 2017: 78-84

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão: 4º

Ponto forte: mescla veteranos/jovens

Ponto fraco: pouca evolução

É difícil compreender o que a direção dos Rangers está armando. O time não gastou nada na offseason e mesmo assim espera que vença mais jogos e suba dentro da Divisão Oeste? Sem falar que o sistema de prospectos dos Rangers não figura entre os melhores da MLB. Será que há um consenso de que a situação não pode piorar?

Acredito que a ideia seja a de que o time tem alguns bons talentos jovens, que os veteranos ainda rendam mais um pouco e que 2017 foi um ano atípico, sem brilho, com algumas contusões e com a maioria do time jogando a baixo do potencial. O trio formado por Delino DeShields, Joey Gallo e Rougned Odor é a esperança. O quarteto formado por Adrian Beltre, esse um Hall da Fama, Elvis Andrus, sempre regular, Robinson Chirinus, um veterano que só vem melhorando seus números a cada temporada, e o sul-coreano Shin-Soo Choo, são a base de sustentação do time. Esses sete jogadores serão fundamentais para que o time ultrapasse a barreira das 80 vitórias. Acho difícil, mas na MLB sempre tem um time que surpreende e fura todas as previsões.

No montinho (ou seria casa de repouso?), os Rangers apostam em braços cansados. Cole Hamels, 34 anos, será o arremessador principal. Não preciso nem falar que seus melhores anos já passaram. Doug Fister, também 34 anos, surge como o segundo arremessador. Há três temporadas, Fister estabilizou-se com um ERA acima de 4. Matt Moore, um pouco mais novo, 28 anos, ainda vive das glórias das suas quatro primeiras temporadas. Desde 2014, Moore vem enganando general managers e treinadores. Acho que vai ser mais divertido ver Tim Lincecum vindo do bullpen. Assim como vai ser divertido acompanhar a temporada de Gallo. E alguém aí lembra do Jurickson Profar?

(Crédito: Instagram/reprodução)

Oakland Athletics

Desempenho em 2017: 75-87

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão: 5º

Ponto forte: está em fase de renovação

Ponto fraco: não ter um ponto forte

Há três temporadas, os A’s terminam em último na Divisão Oeste. O time está se renovando, não à toa há pouquíssimos nomes conhecidos (Matt Joyce, Yusmeiro Petit, Khris Davis, Santiago Casilla e Jed Lowrie) no elenco. O talento está vindo todo da base do time, uma das melhores da MLB, mas isso demanda tempo e paciência. Mais uma três temporadas? Quem sabe mais. Fato é que o time não vai brigar por nada, mas vai lutar para que os novos nomes tenham consistência, ganhem experiência com as derrotas e despontem na liga.

Matt Chapman e Matt Olson serão os jovens mais cobrados. Caso ambos falhem miseravelmente, como fez o ex-terceira base Ryon Healy, que foi para os Mariners, os A’s ficarão extremamente pressionados e todo o processo pode ser acelerado, e acabar muito mal. Além disso, a equipe da Califórnia conta com uma das histórias mais emocionantes da última offseason. Stephen Piscotty chegou em troca com os Cardinals para ficar mais próximo de sua família (sua mãe foi diagnosticada com ELA – esclerose lateral amiotrófica) e ele deverá dar o sangue pelo time. Ainda no outfield. Dustin Fowler, que chegou dos Yankees, terá a chance de ser titular após sofrer grave lesão no joelho em 2017 no seu primeiro jogo na MLB.

Sean Manea e Kendall Graveman são os dois pitchers que deverão ancorar a rotação titular. Já Daniel Mengden e Paul Blackburn tiveram bons trechos como profissional no ano passado e terão a chance de se provarem. O top prospect A.J. Puk também poderá aparecer em algum momento. No bullpen. Blake Treinen é o fechador e conta com o apoio de Liam Hendricks, Ryan Dull, Ysmeiro Petit e Santiago Casilla fornecem apoio apesar de estarem longe de serem estrelas.

Resumindo, o Oakland Athletics é uma equipe para o futuro e que conta com muitos jovens que precisam se provar e, junto com isso, estão diversas histórias interessantes.

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