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Prévias MLB 2018: Divisão Central da Liga Nacional

Não tem como negar: o Chicago Cubs é o favorito para vencer a Divisão Central da Liga Nacional. Após um grande 2017, o Milwaukee Brewers se reforçou e tentará incomodar os atuais bicampeões da divisão. Junto com eles, o St. Louis Cardinals trouxe Marcell Ozuna em uma tentativa de ter potência para cavar o seu espaço.

O Cincinnati Reds e o Pittsburgh Pirates estão em reformulação. Enquanto o primeiro já está nesse processo há quatro anos e os torcedores começam a duvidar do futuro, o segundo time já promoveu os seus melhores prospectos e está se preparando para montar a melhor esquadra possível para o próximo ano.

Confira a análise completa da Liga Nacional:

Kris Bryant, terceira base dos Cubs

(Crédito: Instagram/reprodução)

Chicago Cubs

Desempenho em 2017: 92-70 (campeão da divisão)

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: manteve o elenco

Ponto fraco: Jason Heyward + Kyle Schwarber

O Chicago Cubs entra na temporada de 2018 como favorito para vencer a Divisão Central da Liga Nacional pelo terceiro ano consecutivo. Os campeões de 2016 trouxeram Yu Darvish e Tyler Chatwood para substituir Jake Arrieta e John Lackey respectivamente. No bullpen, Brandon Morrow e Steve Cishek foram contratados.

Seguindo o que falamos acima, a rotação titular é bastante consistente e, além desses dois nomes que chegaram, conta com José Quintana, Jon Lester e Kyle Hendricks. Com isso, todos os nomes têm bom desempenho e arremessam um bom número de entradas por ano, aliviando o bullpen. Inclusive, Chatwood vive melhor momento do que Lackey. Depois de brilhar no Los Angeles Dodgers, Brandon Morrow chegou para ser o homem de confiança do bullpen. Ele terá o apoio de Brian Duensing, Cishek, Carl Edward Jr. e Pedro Strop, que formam um grupo de relievers interessante.

Enquanto a equipe de Joe Maddon tem um dos melhores infield da liga – contando com Anthony Rizzo, Kris Bryant e Wilson Contreras -, o campo externo é um dos problemas. Jason Heyward ganha muito e não corresponde. Kyle Schwarber nunca será um bom defensor e tem que voltar a produzir ofensivamente. Caso contrário ele precisa ser negociado. Albert Almora Jr. é um nome interessante precisa se firmar após excelente 2017. E Ian Happ é um jogador útil. Além disso, Ben Zobrist, mesmo não produzindo como antes, continua sendo um nome interessante pela sua versatilidade.

Christian Yelich, defensor externo dos Brewers

(Crédito: Instagram/reprodução)

Milwaukee Brewers

Desempenho em 2017: 86-76

Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: potência

Ponto fraco: arremessadores

Depois de surpreender a muitos em 2017 e liderar a Liga Nacional em bases roubadas (128) e home runs (224), o Milwaukee Brewers promete ter mais potência nesta temporada. A equipe trouxe reforços pontuais em uma busca de ser o novo Houston Astros, entretanto deverá ficar na briga por uma vaga no wild card. Apesar disso, o sonho é surpreender o Chicago Cubs.

Sem seu ace, Jimmy Nelson, por pelo menos meia temporada, Chase Anderson e Zach Davies – que tiveram uma boa temporada no ano passado – terão que carregar o piano. Jhoulys Chacin, que arremessou um bom número de entradas em 2017 (180,1 com ERA de 3,89), e Brent Suter completam a rotação. Corey Knebel se mostrou um reliever fantástico. Ele tem o apoio do veterano Boone Logan, que perderá o começo da temporada, Josh Hader e Matt Albers.

Com a chegada de Christian Yelich e Lorenzo Cain o campo externo deve ganhar mais potência e velocidade. Eles se alinham ao lado de Domingo Santana, que melhora a cada ano, e Ryan Braun, que treinou como primeira base. O infield conta com Travis Shaw e Eric Thames – que são, respectivamente, um bom achado e uma fonte de potência ofensiva – nas esquinas. Eric Sogard e Orlando Arcia ocupam o miolo, sendo que este mostra muito potencial. Manny Piña mostrou um desempenho interessante ofensivamente no ano passado e tem a chance de se fixar como catcher.

Marcell Ozuna

(Crédito: Instagram/reprodução)

St. Louis Cardinals

Desempenho em 2017: 83-79

Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: outfield

Ponto fraco: rotação titular

Conhecida por ser uma equipe que briga pelos playoffs, o St. Louis Cardinals tenta evitar ter sua primeira sequência de três anos sem ir para a pós-temporada desde o fim dos anos 90. Depois de conseguir uma troca por Giancarlo Stanton, mas ver o jogador negar a negociação, a franquia do Missouri adquiriu Marcell Ozuna. Outra novidade foi a mudança do treinador de arremessadores. Uma das questões da equipe é o fato de o lineup ter muitos rebatedores destros.

Começando pelo campo externo, Marcell Ozuna tem braço forte, é rápido, sólido defensivamente e traz potência ao ataque (37 home runs e 124 corridas impulsionadas em 2017). O veterano Dexter Fowler é um jogador consolidado na liga, com produção constante e boa velocidade. Por fim, Tommy Pham teve sua primeira temporada completa no ano passado e demonstrou números excelentes (average de 30,6%, com 23 home runs e 73 RBIs). Agora resta ele manter seu nível de produção.

Após brigar para ser o Calouro do Ano da Liga Nacional, o shortstop Paul DeJong recebeu um novo contrato e tem tudo para permanecer brilhando por muitos anos. Jedd Gyorko teve seu melhor anos em aproveitamento no bastão em 2017 e precisa manter isso. O mesmo vale para Kolten Wong. Por fim, Matt Carpenter é o primeira base.

Antes de falar dos arremessadores é impossível não falar do catcher. Yadier Molina é indiscutivelmente um dos melhores da liga, com um grande comando atrás do home plate e bons números ofensivamente. Passando para a rotação titular, Carlos Martínez – que teve 205 entradas e ERA de 3,64 – é o ace e continua mostrando excelente desempenho ano após ano. Michael Wacha é um excelente segundo nome, mas não pode voltar à queda que teve em 2016. Adam Wainwright não é mais o mesmo e irá começar a temporada na disabled list, mas ainda pode ajudar comendo entradas. Por fim, Miles Mikolas se destacou no Japão e muitos dizem que ele está arremessando mais duro e está atacando a zona de strike. E Luke Weaver mostrou produção consistente no ano passado, agora precisando ampliar isso para um ano completo.

Finalizando com o bullpen. Brett Cecil é um bom reliever que ganha mais do que merece. Alex Reyes deve voltar em maio de cirurgia Tommy John e pode fazer barulho e Luke Gregerson, que começa o ano na DL, é um jogador experiente e que pode ajudar muito.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Pittsburgh Pirates

Desempenho em 2017: 75-87

Melhora, piora ou fica na mesma? Piora

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: bons jogadores jovens

Ponto fraco: reformulação

O Pittsburgh Pirates viu o mundo desmoronar desde que conseguiu a segundo melhor campanha da liga em 2015, mas caiu no Wild Card para o Chicago Cubs. Dois anos depois, a equipe da Pensilvânia trocou os seus principais nomes (Andrew McCutchen e Gerrit Cole) por jogadores jovens. Como já trouxe seus melhores atletas do farm system para o elenco, a perspectiva é montar o melhor elenco possível para 2019.

No miolo do infield, Jordy Mercer é sólido e Josh Harrison – apesar de sua suspensão no ano passado – produz bem ofensivamente. Na primeira base, Josh Bell é um jogador sensacional com bastante potência. Após 34 at bats pelos Astros, Colin Moran ganha sua primeira temporada completa da MLB e será o terceira base. Francisco Cervelli é um catcher com bom contrato que precisa jogar melhor do que em 2017. No campo externo, Gregory Polanco assume o protagonismo com sua velocidade e potência. Starling Marte precisará jogar mais do que no ano passado, mas é uma peça fundamental. E Corey Dickrson chegou de graça após ter um bom 2017 com o Tampa Bay Rays.

Ivan Nova continua jogando bem e será a âncora da rotação titular, que também conta com os jovens James Taullon, Joe Musgrove e Chad Kuhl. Todos já mostraram potencial e podem ser importantes. Tyler Glasnow, que deve começar o ano no bullpen, também pode ser arremessador titular. O principal reliever, sem nenhuma contestação, é Felipe Rivero. George Kontos é o segundo grande nome do bullpen.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Cincinnati Reds

Desempenho em 2017: 68-94

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: ataque

Ponto fraco: rotação titular

Entrando em seu quarto ano de reformulação, os Reds começam a ver seus torcedores questionarem se as coisas vão dar certas. Apesar de contarem com um bom ataque, ainda há muitas questões na rotação titular e o time de Cincinnati ainda está longe de ser um verdadeiro time de playoffs.

Não precisa nem pensar, o grande astro da equipe de Cincinnati é Joey Votto, que foi finalista na disputa de MVP após ter average de 32%, com 36 home runs e 100 corridas impulsionadas. O terceira base Eugenio Suàrez e o segunda base Scooter Gennett se tornaram jogadores titulares sólidos. E, completando o infield, José Peraza irá substituir Zack Cozart. A brincadeira começa no campo externo. Adam Duvall tem muita potência, assim como Scott Schebler. E Billy Hamilton é um dos jogadores mais atléticos da liga.

A rotação titular é a grande preocupação da equipe. Homer Bailey vem de anos ruins e com poucos jogos, e é o número 1. Já Anthony DeSclafani é o principal pitcher, no entanto começa o ano no departamento médico. Sal Romado e Tyler Mahle são apostas. No bullpen, Raisel Iglesias é muito sólido e vem produzindo bem ano após ano. Michael Lorenzen e Kevin Shackelford ajudam, mas começam a temporada na disabled list. Wandy Peralta é outro nome interessante.

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