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Prévias MLB 2018: Divisão Central da Liga Americana

É muito fácil fazer a descrição da Divisão Central da Liga Americana. O Cleveland Indians continua muito forte e é candidato a ganhar com sobras a AL Central. Em segundo lugar, o Minnesota Twins deixa de ser uma surpresa para se firmar como concorrente, mas ainda com um nível inferior ao da Tribo. Por fim, o Kansas City Royals de Paulo Orlando, o Chicago White Sox e o Detroit Tigers estão em reformulação e se digladiarão para evitar a última colocação.

Escute a análise completa da Liga Americana:

Francisco Lindor, shortstop do Cleveland Indians

(Crédito: Instagram/reprodução)

Cleveland Indians

Desempenho em 2017: 102-60 (campeão de divisão)

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: Corpo de arremessadores

Ponto fraco: pressão para vencer

Depois de ter um desempenho espetacular na temporada regular de 2017 e cair para o New York Yankees na Division Series, o Cleveland Indians chega para um ano de tudo ou nada. A franquia de Ohio, que perdeu a grande final de virada para o Chicago Cubs em 2016, tem seus dois melhores relievers – Andrew Miller e Cody Allen – em último ano de contrato, o que aumenta a pressão por resultados, já que eles podem buscar novos rumos ao término da temporada. Por outro lado, a base do elenco é basicamente a mesma do ano passado. A grande mudança foi a saída de Carlos Sananta, agora no Philadelphia Phillies, e a chegada do primeira base Yonder Alonso. O jogador cubano teve aproveitamento no bastão de 26,6%, 20 home runs (três a menos que Santana) e 67 corridas impulsionadas em 2017.

O grande ponto forte da equipe de Terry Francona é o corpo de arremessadores. A rotação titular conta com o atual Cy Young Corey Kluber, Trevor Bauer e Carlos Carrasco. No bullpen, além de Allen e Miller, o time ainda conta com Dan Otero e Zack McAllister. Esse grupo teve o melhor ERA geral da MLB no ano passado (3,30) – além do melhor ERA do bullpen e da rotação da liga –, foi a que menos cedeu home runs (163) e forçou seus adversários a terem o terceiro pior aproveitamento no bastão da liga (23,6%).

Em termos ofensivos, o campo externo deixa a desejar. Lonnie Chisenhall é o principal nome e se junta a Michael Brantley, que ainda precisa ter uma temporada completa e é dúvida para o início da próxima temporada. O campo interno segue bastante forte, principalmente com a dupla José Ramirez e Francisco Lindor. Jason Kipnis mostrou queda de desempenho ofensivo, mas segue sólido defensivamente. A principal esperança de home runs é o rebatedor designado Edwin Encarnacion, que mandou 38 bolas para o outro lado do muro em 2017. Para finalizar com o brasileiro Yan Gomes, ele segue como um grande defensor, mas – assim como o catcher Roberto Pérez – precisa melhorar ofensivamente.

Miguel Sano, terceira base do Minnesota Twins

(Crédito: Instagram/reprodução)

Minnesota Twins

Desempenho em 2017: 85-77 (classificado pelo Wild Card)

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Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: rotação melhorada

Ponto fraco: Desfalques no começo da temporada

Após surpreender muitos ao sair de uma campanha com mais de 100 derrotas para uma classificação aos playoffs pelo Wild Card, o Minnesota Twins reforçou o seu elenco. Contudo, começará a temporada sem o seu ace Ervin Santa e o shortstop Jorge Polanco. O primeiro se recupera de cirurgia na mão e o segundo foi suspenso por 80 jogos por utilizar substâncias proibidas. Apesar disso, o balanço final deve ser melhor em relação à 2017, principalmente se as apostas feitas derem certo. Além disso, vale lembrar que o fechador Brandon Kintzler deixou a equipe no meio do ano passado. Um dos entraves deve ser a força dos Indians e o fato de as equipes da Liga Americana terem se reforçado.

Dois noves chegaram para a rotação titular: Lance Lynn e Jake Odorizzi, que tiveram ERA de 3,34 e 4,14 respectivamente. Os dois devem ajudar Paul Molitor a lidar com a ausência de Ervin Satana, que será muito sentida, e devem ser a sustentação de grande parte da temporada junto com o pitcher de 35 anos, que deve voltar à ação em junho, e José Berríos. Este é um dos destaques após ele jogar 145,2 entradas no ano passado e ter ERA de 3,89. Kyle Gibson e Phil Hughes completam os cinco titulares. No bullpen, o veterano Fernando Rodney chegou para ser o fechador após ele ter 39 saves e ERA de 4,23 defendendo o Arizona Diamondbacks. O segundo grande nome é o de Addison Reed. Os dois ainda contam com o apoio de Trevor Hildenberger e Zach Duke.

Miguel Sanó e Brian Dozier continuam sendo os astros da equipe, sendo que o primeiro precisa se manter saudável após perder parte do final da última temporada. Logan Morrison, que teve 38 home runs em 2017, chega para acrescentar potência ao lineup e revezar com Joe Mauer na primeira base. Eduardo Escobar deverá segurar a barra enquanto Polanco não retorna de suspensão. No outfield, Byron Buxton continua sendo um jogador muito atlético e precisa demonstrar se será a próxima superestrela da liga. Eddie Rosario aparece como o principal rebatedor no campo externo e Max Kepler deve ser o outro titular.

Jose Abreu, primeira base dos White Sox

(Crédito: Instagram/reprodução)

Chicago White Sox

Desempenho em 2017: 67-95

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Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: farm system bom e abundante

Ponto fraco: falta de experiência

Depois de ter uma temporada medíocre em 2017, o Chicago White Sox chega para a temporada de 2018 com esperanças renovadas, principalmente quando o assunto é a sua base. Aproveitando seu possante farm system, a equipe de Illinois continuará utilizando muitos jovens e a esperança é que o ano passado tenha calejado esses jovens para darem um salto nesta temporada.

Depois de uma temporada com 18 home runs 80 corridas impulsionadas e aproveitamento no bastão de 33%, Avisaíl García se junta a José Abreu como os jogadores experientes do elenco e que irão puxar o carro. Uma grande novidade é o receptor Welington Castillo, que teve average de 28,2% e 20 home runs em 2017. O campo interno será totalmente jovem. O terceira Matt Davidson terá seu segundo ano como titular e precisa melhorar seu desempenho ofensivo, assim como o bem cotado Yoan Moncada. Com um pouco mais de rodagem, Tim Anderson, 24 anos, é o shortstop e se espera que ele siga mantendo ritmo dos últimos dois anos. No outfield. Nicky Delmonico terá seu primeiro ano completo e Adam Engel precisa ter melhor aproveitamento no bastão.

James Shields é o nome veterano da rotação e precisa superar os últimos dois anos de ERA altíssimo e voltar a comer entradas, como fez em 2016 (181,2 entradas), mas não em 2017 (117 innings). Considerado um dos melhores prospectos em sua posição, Lucas Giolito teve ERA de 2,38 em sete partidas e precisa transformar essa pequena demonstração em realidade. O mesmo vale para Carson Fulmer. Reynaldo Lopez é o terceiro arremessador jovem da rotação, mas precisa se firmar. O bullpen vem com Joakim Soria de fechador e Nate Jones, que precisa se manter saudável, como setup man. Danny Farquhar é outro que dá experiência e Juan Minaya dá sustentação.

Mike Moustakas, terceira base dos Royals

(Crédito: Wikimedia Commons)

Kansas City Royals

Desempenho em 2017: 80-02

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Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: Mike Moustakas

Ponto fraco: entrou em modo reformulação

O Kansas City Royals se encontra em uma posição terrível. Seus principais jogadores saíram – Mike Moustakas acabou voltando – e o farm system está longe de ser bom, o que dificulta uma reformulação. Uma das grandes possibilidades é que os jogadores veteranos que se destacarem sejam trocados para se tornarem em jovens para o futuro. Entre os candidatos desse grupo estão Moustakas, Danny Duffy e Kelvin Herrera.

Para substituir Eric Hosmer, a franquia do Missouri trouxe Lucas Duda, que manterá a experiência da primeira base e somará home runs para a equipe apesar de não ter bom aproveitamento no bastão. Mike Moustakas dificilmente conseguirá manter o grande nível de 2017, mas continua sendo um dos ídolos. E Salvador Perez segue sendo o receptor e a alma da equipe de Ned Yost. Uma das grandes perguntas é como Raul Modesi, que é o futuro do time, irá se encaixar após Alcides Escobar ter renovado seu contrato. Paulo Orlando, que pouco jogou em 2017, permanece como reserva e se junta a Jon Jay, Alex Gordon e Jorge Soler no outfield. O primeiro é um veterano sólido e manterá seu nível de produção e o segundo precisa corresponder ao que recebe.

A rotação titular chega a ser triste. Danny Duffy conseguiu ter ERA de 3,81 em 2017 e se espera que ele mantenha o bom nível, contudo acabou por aí. Em seguida vem dois veteranos: Ian Kenndy e Jason Hammel, que comem entradas, mas não têm grande desempenho. Nate Karns é o quarto nome e dá para o gasto, enquanto o último pitcher ainda é indefinido. Kelvin Herrera e Brandon Maurer fazer uma dupla interessante no bullpen, principalmente por causa do primeiro. Willy Peralta chega para ajudar os dois.

Michael Fulmer, arremessador dos Tigers

(Crédito: Flickr/Reprodução)

Detroit Tigers

Desempenho em 2017: 64-98

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: Michael Fulmer

Pontos fracos: muitos jovens e veteranos caindo de rendimento

Depois de uma década sendo um verdadeiro candidato a título, o Detroit Tigers não foi aos playoffs nos últimos três anos e Brad Ausmus deu lugar para Ron Gardenhire. Em meio a uma reformulação, diversos jogadores devem aparecer no elenco e os veteranos Miguel Cabrera – que teve sua pior temporada na carreira em 2017 – e Victor Martínez precisam voltar a produzir.

Jeimer Candelario terá sua primeira oportunidade em uma temporada completa e pode ser uma das surpresas. O infield é completado por José Iglesias – que teve desempenhos razoáveis nos últimos dois anos -, Dixon Machado e Miguel Cabrera. Este teve apenas 16 home runs, 60 corridas impulsionadas e aproveitamento de 24,9% no ano passado. Como DH, Victor Martínez tem que se manter saudável e voltar a mandar bolas para o outro lado do muro. O outfield chega a ser interessante, já que Nicholas Castellanos teve duas temporadas boas e Leonys Martinez é um jogador rápido que pode colaborar. Mikie Mahtook irá para eu segundo ano completo na MLB e precisa repetir seu desempenho de 2017.

O grande ace da equipe é Michael Fulmer, que ainda precisa aumentar o número de entradas que arremessa, mas que sempre manteve bons ERAs. Francisco Liriano voltará a ser um abridor e tem a chance de tentar retornar ao seu auge. Para completar os três primeiros, Jordan Zimmermann precisa mostrar porque ganhou um cheque milionário para, pelo menos, servir como moeda de troca. O bullpen tem Shane Greene como fechador após um grande 2017 e Alex Wilson como pitcher canhoto.

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