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Prévia Final da Liga Nacional: St. Louis Cardinals x San Francisco Giants

Duas escolas do beisebol. Duas franquias muito organizadas, que ensinam que cada chance no bastão é uma luta e que cada bola pode se transformar na bola do jogo. St. Louis Cardinals e San Francisco Giants reúnem o que há de melhor no esporte e farão uma final digna de seu passado e do seu futuro.

O San Francisco Giants chega à final da liga pela terceira vez nos últimos cinco anos e se apoiará na sua rotação titular para triunfar mais uma vez. Madison Bumgarner é o número 1 dos Giants e, como sempre, vem arremessando de forma excepcional, sem falar em seu poder de rebater, que o diferencia perante aos outros arremessadores. Mas Bumgarner não é o único destaque no montinho. Jake Peavy tem experiência,  se adaptou muito bem aos estilo dos californianos e será o número dois na rotação. Na sequência, Tim Hudson esbanja segurança e Ryan Vogelsong quase nunca cede uma corrida. A rotação titular dos Giants é de encher os olhos.

Mas não podemos esquecer dos arremessadores do bullpen. Yusmeiro Petit é resistente e pode atuar por várias entradas, Sergio Romo é preciso e faz um estrago com seu slider, enquanto Santiago Casilla é seguro fechando o jogo. Em resumo: o grupo de arremessadores do San Francisco Giants é um dos melhores da MLB.

Mas e o ataque? Ora, os rebatedores dos Giants são uma perfeita combinação entre explosão e paciência. Hunter Pence e Pablo Sandoval são pura ansiedade e potência, Brandon Belt e Brandon Crawford são calmos, porém precisos na liberação de energia, e, para finalizar, Buster Posey reúne todas as características anteriores. San Francisco é uma equipe muito eficiente quando está com jogadores em base. Para completar, o elenco ainda reúne alguma armas que estão em visível evolução, como Juan Perez e Joe Panik, e que podem desequilibrar na série.

Do outro lado, o St. Louis Cardinals, sinônimo de vitória e uma constante nos playoffs, chega com uma rotação titular que não está em total sintonia, mas que é muito temida pelos rebatedores adversários. O número 1 é Adam Wainwright. Apesar de ter sido pulverizado na primeira partida contra os Dodgers, Wainwright tem toda a confiança dos companheiros, treinadores e torcedores. Ele já superou a desconfiança diversas vezes e recuperou seu jogo nas situações mais decisivas. O número 2 da rotação é o experiente John Lackey. Nenhum arremessador em atividade tem mais entradas arremessadas em playoffs do que Lackey, que ressuscitou uma de suas melhores armas: o slider.

Na sequência, Lance Lynn e Shelby Miller completam a rotação. Lynn e Miller são verdadeiros batalhadores e não perdem o foco e a concentração facilmente. Os Cardinals vão precisar do bom trabalho deles para conter o ímpeto dos Giants. O bullpen não é tão eficiente como o do rival, mas Trevor Rosenthal é um dos melhores fechadores da MLB.

Mas e o ímpeto dos Cardinals no bastão? É gigante e nunca se abala. O principal nome está em Matt Carpenter, que já rebateu dois home runs decisivos nesta pós-temporada. Entretanto, Carpenter não é o único que está brilhando. O primeira base Matt Adams é uma máquina de bater home runs e sempre aparece bem com corredores em base.

Matt Holliday não está nos seus melhores dias, mas ainda continua sendo uma pedra no sapato dos arremessadores, enquanto Jhonny Peralta tem seus altos e baixos, mas sempre deixa sua marca. Yadier Molina ainda não brilhou no bastão, contudo sua eficiência chamando arremessos e combatendo roubos de base continua sendo sua especialidade. A novidade do elenco é o havaiano Kolten Wong. O jovem segunda base dos Cardinals é preciso no bastão e joga para o time.

Em resumo, a final da Liga Nacional reúne o que há de melhor no beisebol atual. Duas franquias vencedores e jogadores campeões. O prognóstico é difícil, mas o palpite tem de ser feito.

PALPITE: San Francisco Giants em seis jogos.

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