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Prévia MLB 2019: Divisão Central da Liga Nacional

Os playoffs da Major League Baseball começaram um dia antes no ano passado porque Chicago Cubs e Milwaukee Brewers terminaram a temporada regular com a mesma campanha e precisaram fazer um jogo de desempate. A expectativa para 2019 é a mesma e, para ser sincero, ainda melhor. Isso porque o St. Louis Cardinals se reforçou muito bem e está sob novo comando, o que pode mudar as forças da Divisão Central da Liga Nacional.

O Cincinnati Reds se reforçou muito bem, melhorou bastante, no entanto não deverá ter força suficiente para brigar por uma vaga nos playoffs. Já o Pittsburgh Pirates viu sua reformulação relâmpago não vingar e segurá tentando construir o time para o futuro.

Kris Bryant, terceira base dos Cubs

(Crédito: Instagram/reprodução)

Chicago Cubs

Desempenho em 2018: 95-68 (wild card)
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 88,5
Ponto forte: rotação titular
Ponto fraco: falta de consistência

O Chicago Cubs chega para a temporada de 2019 precisando retomar o ritmo dominante na Divisão Central da Liga Nacional e a questão chave será a consistência. Wilson Contreras, Kyle Schwarber e Albert Almora Jr. vão continuar melhorando a ponto de serem consistentes ofensivamente? Yu Darvish (ERA de 4,95 em 40 entradas) voltará a ser dominante ou voltará a ir mal como em 2018?

Junto com essas perguntas, o sonho dourado do manager Joe Maddon seria Kyle Hendricks voltar a ter desempenho de ace de 2016 (ERA de 2,13 em 190 entradas) apesar do seu bom rendimento. A rotação ainda conta com o quase infalível Jon Lester, Cole Hamels – que melhorou muito após ir para Illinois – e Jose Quintana. O bullpen tem nomes interessantes, com destaque para Brandon Morrow.

Em termos de ataque, Kris Bryant segue como o astro e a esperança é que Javier Baez siga com o dinamismo do ano passado (averege .290 com 34 home runs, 111 RBIs e 21 roubos de base). Anthony Rizzo completa o lineup com potência. Vale ressaltar que Ben Zobrist e Daniel Descalso são os jogadores versáteis do time e podem ser fundamentais.

Christian Yelich, defensor externo dos Brewers

(Crédito: Instagram/reprodução)

Milwaukee Brewers

Desempenho em 2018: 96-67 (campeão da divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 86,5
Ponto forte: bullpen
Ponto fraco: rotação titular

O Milwaukee Brewers chega em 2019 com a missão de manter a coroa e o desafio não será fácil. Por causa das limitações no orçamento salarial, a equipe não pôde fazer muitas movimentações na offseason. O principal reforço foi o receptor Yasmani Grandal, que traz potência (average .241 com 24 home runs e 68 RBIs em 2018) e, ao mesmo tempo, certa insegurança atrás do home plate se ele repetir os vacilos dos playoffs.

A manutenção de Mike Moustakas, que jogará pela primeira vez como segunda base, também é uma grande melhora, já que o veterano só jogou na segunda metade pelo time de Wisconsin.

Uma das grandes dúvidas no time é se Christian Yelich irá manter o seu nível. Contudo, ele monta um bom outfield com Lorenzo Cain e Ryan Braun, que já está em decadência. Jesus Aguillar e Travis Shaw seguem como achados do general manager David Stearns que serão importantes.

Com a saída de Wade Miley, Jhoulys Chacin é o nome da rotação titular e os outros pitchers são jovens jogadores. Josh Hader, Jeremy Jeffress e Corey Knebel formam o trio letal do bullpen, mas os dois últimos começam o ano na lista de lesionados. Alex Claudio chegou para ajudar o grupo de relievers.

(Crédito: Instagram/reprodução)

St. Louis Cardinals

Desempenho em 2018: 88-74
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 88,5
Ponto forte: reforços da offseason
Ponto fraco: rotação titular

O St. Louis Cardinals teve uma temporada de 2018 turbulenta, trocou de manager e, quando Mike Shildt assumiu o comando, o time deu uma arrancada na segunda metade do ano. Agora a equipe precisa repetir o bom desempenho e ganhou elementos para brigar pelo título da Divisão Central da Liga Nacional.

Paul Goldschmidt é o cara que muda todas as cotações e alguns até consideram a franquia do Missouri como a favorita da NL Central. Além do desempenho ofensivo (.290 com 33 home runs e 83 RBIs em 2018), o primeira base é um excelente defensor. Junto com ele, Andrew Miller – um dos relievers mais versáteis da MLB – chega para fortalecer o bullpen. Em termos de rotação titular, Mike Mikolas precisa que um dos jovens se junte a ele como um dos motores dos Cardinals.

O fato de Yadier Molina estar chegando em fim de contrato acelerou as coisas em St. Louis e o receptor segue sendo um gênio atrás do home late. No campo externo, Marcell Ozuna é um nome excelente e fará muito estrago ao lado de Goldschmidt no lineup. Harrison Bader teve uma boa segunda metade de temporada e pode se destacar. Já Dexter Fowler precisa se recuperar e é o típico jogador que você não aposte nem contra nem a favor.

Joey Votto, primeira base dos Reds

(Crédito: Instagram/reprodução)

Cincinnati Reds

Desempenho em 2018: 67-95
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora (e muito)
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 79
Ponto forte: reforços que chegaram
Ponto fraco: forte competição

O Cincinnati Reds virá para a temporada de 2019 comemorar o seu 50º aniversário e o elenco está infinitamente melhor em relação ao do ano passado. No entanto, a forte concorrência na Divisão Central da Liga Nacional pode tirar o brilho da equipe que, em outras condições, poderia até ameaçar uma briga pelos playoffs.

Tanner Roark chegou para ajudar a estabilizar a rotação titular junto com Anthony DeSclafani e o cenário pode ficar ainda melhor se Sonny Gray reencontrar o seu melhor beisebol. Luis Castillo ainda precisa se firmar na MLB. No bullpen, Raisel Iglesias, Jared Highes e David Hernandez fornecem opções interessantes para o manager David Bell. Alex Wood também é um nome interessante.

O campo externo melhora muito com a chegada de Yasiel Puig e Matt Kemp, o que faz a saída de Billy Hamilton não ser sentida. Além do acréscimo de potência e aproveitamento no bastão, os Reds terão condições de dar apoio ao astro Joey Votto – que parecia que sempre ia jogar sozinho – e a Eugenio Suarez.

Jameson Taillon, arremessador do Pittsburgh Pirates

(Crédito: Instagram/reprodução)

Pittsburgh Pirates

Desempenho em 2018: 82-79
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 77,5
Ponto forte: arremessadores
Ponto fraco: ataque

O Pittsburgh Pirates tentou arrancar nos últimos dois meses da temporada de 2018, mas morreu na praia. A grande questão desta equipe é: após uma reformulação na comissão técnica, o time irá conseguir anotar corridas o suficiente para ter um número expressivo de vitórias?

As extremidades do infield, principalmente com Josh Bell, precisam reencontrar a potência e Corey Dickerson ajudará o time do campo externo, Gregory Polanco irá perder meia temporada, o que é uma baixa importante e Lonnie Chisenhall deve ocupar o seu lugar.

Na rotação titular, Jameson Taillon aparece como um candidato a ser uma surpresa a ponto de brigar pelo prêmio de Cy Young, enquanto Chris Archer precisa se recuperar. Joe Musgrove é um nome interessante para a rotação. O grande trunfo dos Pirates é o combo 1-2 formado por Felipe Vázquez e Keone Kela no bullpen.

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