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Prévia MLB 2019: Divisão Central da Liga Americana

Temos uma, apenas uma certeza sobre a divisão Central da Liga Americana: um de seus times estará no playoffs da MLB. O restante do que pode se dizer sobre a AL Central é que ela é muito próxima de um desastre, com exceção do Cleveland Indians. Kansas City Royals e Detroit Tigers são dois times que, para evitar ofender alguém, direi que “estão em reconstrução”. Chicago White Sox e Minnesota Twins estão longe de empolgar, apesar de serem times com algo de interessante para mostrar.

Favoritismo não significa nada antes do começo de uma temporada, mas se há uma divisão nessa Major League Baseball em que um time tem chance de caminhar tranquilo até Outubro, esse é a sua divisão.

Enfim, falemos de cada time em específico, em uma ordem em 3 distintos grupos, mas nenhuma ordem particular dentro deles: (1) os favoritos Indians; (2) os times que surpreenderiam chegando aos playoffs, White Sox e Twins; e (3) a dupla que está pensando em 2025, Tigers e Royals.

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Francisco Lindor, shortstop do Cleveland Indians

(Crédito: Instagram/reprodução)

Cleveland Indians

Desempenho em 2018: 91-71 (campeão da divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Central da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 90,5
Ponto forte: lado esquerdo do infield
Ponto fraco: baixas no bullpem

Como a própria divisão que vencerão, os Indians são um time cheio de dúvidas. Ao menos muito mais do que antes do início da última temporada. As perdas no bullpen nos últimos dois anos deixam Cleveland muito mais dependente em seus titulares, ao contrário do modo como Terry Francona fez nos últimos anos, ensinando a MLB como vencer jogos com o bullpen. Resta apenas Brad Hand, o closer da equipe, como nome que traz segurança.

Outra questão complicada para o Indians é o outfield, com Jordan Luplow, Leonys Martin e Tyler Naquin, que ainda precisam provar seus talentos e mostrar mais regularidade e mais poder no bastão.

As boas notícias ficam no lado esquerdo do infield, um dos melhores da Liga, com José Ramírez e Francisco Lindor. Carlos Santana como DH também vai bem. E a rotação está mais do que sólida do 1 ao 4 com Corey Kluber, Carlos Carrasco, Trevor Bauer e Mike Clevinger. Quem será o quinto elemento no montinho ainda é uma dúvida.

Notável também a saída do brasileiro Yan Gomes, que foi trocado para o Washington Nationals, e deixará saudades atrás do home plate.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Chicago White Sox

Desempenho em 2018: 62-100
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 68,5
Ponto forte: mistura juventude e experiência
Ponto fraco: falta de um craque

O primo pobre de Chicago é uma franquia que sofreu por uma década. E ao longo dos últimos três anos acumulou um número incrível de prospectos. Os White Sox não são um time para 2019. Mas talvez sejam para as próximas temporadas.

Os meias brancas tem uma mistura interessante entre juventude — Yoan Moncada (3B), Carlos Rodón (Ace) — e experiência — José Abreu (1B) — que pode ser interessante. A rotação titular, já definida, tem 4 jovens talentos e um bom veterano em Ivan Nova. A adição de Alex Colomé ao bullpen no ano passado também foi positiva, e agora Jason Fry e Kelvin Herrera se somam ao elenco. Tudo parece no lugar certo, mas ainda falta um fator X a esse time.

A temporada deve ser medida em quanto esse time consegue dar mais um passo em direção o sucesso que ele pode ter no futuro. E isso não significa sequer chegar aos playoffs. Diminuir o ano-luz que favoritos Indians tiveram em 2018 para uma escala humana — 2, 3, 4 jogos — já seria uma temporada de sucesso. Uma vaga nos playoffs? Um título.

Miguel Sano, terceira base do Minnesota Twins

(Crédito: Instagram/reprodução)

Minnesota Twins

Desempenho em 2018: 78-84
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 84,5
Ponto forte: potência no lineup
Ponto fraco: jovens aquém do potencial

As contratações falam por si. Minnesota tem ambição para 2019 e, por isso, trouxeram Nelson Cruz, Marwin Gonzalez e Jonathan Schoop. Mas será eles são o suficiente para recolocar os Twins na trilha de dois anos atrás, quando eles chegaram ao Wild Card?

Tudo depende. Depende de Byron Buxton e Miguel Sano voltarem a jogar a altura de seus potenciais. Depende de José Berrios e Jake Odorizzi reencontrarem a mágica no montinho — de Michael Pineda voltar bem de cirurgia no cotovelo.

O que não é mais dúvida em Minnesota é o poderio ofensivo que C.J. Cron, Eddie Rosario, Max Kepler trazem. Juntos, os três somaram 64 home runs em 2018. Uma reprise disso e uma ajudinha dos demais podem recolocar os Twins nos playoffs.

Miguel Cabrera, jogador do Detroit Tigers

(Crédito: Instagram/reprodução)

Detroit Tigers

Desempenho em 2018: 64-98
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana: 4º
Linha de vitórias em Las Vegas: 68,5
Ponto forte: Nick Castellanos
Ponto fraco: elenco anônimo

Foi-se o tempo em Detroit entrava na temporada para disputar, e não há estátua mais simbólica do que isso do que Miguel Cabrera e seu contrato. Os problemas dos Tigers passam por aí. Miggy é só uma sombra daquele rebatedor que venceu a Triple Crown, e o peso do seu salário vem impedindo o time de se reforçar.

Não a toa, o time que deve começar a temporada é um dos mais anônimos da MLB. Fora Cabrera, que deve se limitar a ser DH e fazer algumas aparições especiais na primeira base, apenas Nick Castellanos e JaCoby Jones, no outfield, trazem algumas memórias dentre os jogadores do lineup — algumas nem tão boas como o desempenho de Jones no bastão em 2018. A saída de James McCann, catcher, recoloca a posição, que há dois anos o tinha ao lado de Alex Avila como opções, como uma interrogação para o técnico Ron Gardenhire.

Jordy Mercer (SS) e Josh Harrison (2B) chegam em contrato de um ano para preencher o vazio no infield. Não me assustaria, porém, ver Castellanos — ou Mercer ou Harrison, dependendo do desempenho — deixando a equipe antes do fim do ano em troca que ajude os Tigers na reconstrução.

A rotação já é um pouquinho mais familiar, mas não por isso empolgante. Na real, talvez por ser familiar é que assusta: Jordan Zimmerman e Matthew Boyd são os principais nomes. A curiosidade que fica é em ver de Tyson Ross, apesar dos 31 anos, receberá um função mais prominente nesta temporada depois de ser um razoável-para-bom reliever em 2018.

Danny Duffy, arremessador dos Royals

(Crédito: Flickr/Reprodução)

Kansas City Royals

Desempenho em 2018: 58-104
Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma
Projeção da posição na Divisão Leste da Liga Americana:
Linha de vitórias em Las Vegas: 69,5
Ponto forte: campo externo
Ponto fraco: rotação titular

Assim como os Tigers, os Royals são um time repleto de ninguéns com um ou outro nome famoso. O ano de 2018 foi terrível, e a única métrica possível para essa temporada é evolução.

O principal problema da equipe é a rotação titular. Duffy, Junis, Lopez não só não põe medo com seus nomes. Também não assustam com seus braços. A boa notícia é que Brad Keller, 23 anos, uma surpresa positiva que começou o ano passado no bullpen e ganhou uma vaga de titular, deve ser o número dois da rotação.

No mais, o outfield é sólido na defesa. Alex Gordon e Billy Hamilton vêm de um ano abaixo da média. Caso consigam subir de produção e Jorge Soler traga mais poder pro bastão, o trio passa a ser razoavelmente um incômodo para os arremessadores adversários.

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