MLB

Prévias MLB 2018: Divisão Leste da Liga Nacional

Mais um ano que se passa e mais uma vez o Washington Nationals aparece como favorito para vencer a Divisão Leste da Liga Nacional. No lado oposto, o Miami Marlins – que foi vice-líder com a pífia campanha de 77-85 – deverá despencar e brigar para não ser a pior equipe da Major League Baseball.

Duas equipes aparecem como pretendentes ao título e vaga nos playoffs. São elas o New York Mets e o Philadelphia Phillies, que, respectivamente, tem uma rotação titular brilhante e um elenco muito interessante. Por fim, o Atlanta Braves segue sua reformulação e conta com Luis Gohara, que deverá ter mais chances na MLB.

Confira a análise completa da Liga Nacional:

Bryce Harper, outfielder dos Nationals

(Crédito: Instagram/reprodução)

Washington Nationals

Desempenho em 2017: 97-65 (campeão da divisão)

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: praticamente o mesmo time

Ponto fraco: bullpen

O Washington Nationals volta a ser amplo favorito para vencer a divisão e tem como uma vantagem a ‘chegada’ de Adam Eaton. O defensor externo basicamente não jogou em 2017 por causa de lesão e terá a oportunidade de jogar o ano inteiro, dando potência ao ataque. Por outro lado, Daniel Murphy deverá começar a temporada na disabled list. O bullpen tem novos nomes, mas precisa se provar. Vale lembrar que Dusty Baker deixou o comando da equipe e Dave Martínez é o novo manager do time com a esperança do sucesso nos playoffs finalmente chegar.

O astro da equipe é Bryce Harper, que está em seu último ano de contrato. Podendo mudar de equipe após esta temporada, o jogador de 25 anos possivelmente tem sua última chance de levar a franquia da capital ao sucesso. Vindo de um de seus melhores anos da carreira, Harper ancora o lineup junto com Eaton, Murphy e Trea Turner. No outfield, Michael Taylor precisa mostrar que o bom desempenho em 2017 não foi apenas um momento. Anthony Rendon e Ryan Zimmerman completam o infield. Atrás do montinho, Matt Wieters traz experiência e Miguel Monteiro é o reserva.

A rotação titular conta com o segundo grande nome da equipe: Max Scherzer, que é um dos melhores arremessadores da liga. Stephen Strasburg e Gio Gonzalez dão sustentação. Além disso, Tanner Roark, apesar de não ser um grande jogador, come muitas entradas e A.J. Cole terá sua primeira chance de ser abridor em um ano inteiro. Sean Doolittle chega para ser o fechador e ele terá ao seu lado Ryan Madson e Brandon Kintzler. Koda Glover começa a temporada na DL.

Jake Arrieta

(Crédito: Instagram/reprodução)

Philadelphia Phillies

Desempenho em 2017: 66-96

Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora

Projeção da posição na divisão: 2º

Ponto forte: reforços

Ponto fraco: elenco jovem

Com um novo manager (Gabe Kepler) que promete utilizar muitos dados, o Philadelphia Phillies está caminhando para um futuro de sucesso. Diversos jogadores estouraram em 2017 e a chegada de Jake Arrieta e Carlos Santana deve dar poder e experiência para essa equipe. O bullpen também se reforçou. Apesar disso, um segundo lugar e, quem sabe, uma briga pelo Wild Card é o mais realista para a franquia da Pensilvânia.

O campo externo é muito interessante. Rhys Hoskins é um verdadeiro rebatedor de home runs e tem muita potência. Odúbel Herrera, que comanda o outfield, tem velocidade, aproveitamento no bastão alto e constante, e sempre ajuda o ataque. Por fim, Nick Williams mostrou um bom início de carreira em 2017. A grande questão é se o primeiro e o último vão manter seu bom desempenho.

Atrás do home plate, Jorge Alfaro terá sua primeira temporada completa, mas já deu boas mostras de desempenho. Carlos Santanta promete mandar algumas bolinhas para o outro lado do muro, ser o líder do vestiário e manter sua regularidade de anos. O grande nome remanescente é Maikel Franco, que precisa melhorar após apresentar queda no ano passado. JP. Crawford e César Hernández – este com um bom histórico ofensivo – completam o infield.

A rotação titular agora tem um ace: Jake Arrieta. O ex-Chicago Cubs deve manter seu bom desempenho das últimas quatro temporadas e carregar a equipe. Aaron Nola é o segundo nome da rotação e ajuda a puxar a carroça com bons números e comendo entradas. Jerad Eickhoff é um bom terceiro pitcher, entretanto começa o ano fora de ação. Para finalizar, Vince Velasquez precisa provar toda a expectativa que se criou sobre ele. Héctor Neris é o fechador da equipe e vem de anos interessantes. Pat Neshek e Tommy Hunter são dois relievers que chegaram para dar apoio e estabilidade ao bullpen.

Jacob deGrom, arremessador do New York Mets

(Crédito: Twitter/reprodução)

New York Mets

Desempenho em 2017: 70-92

Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: rotação titular

Ponto fraco: muitas lesões

Depois de sofrer com lesões e ver sua rotação titular cair de nível, o New York Mets chega em 2018 com o sonho de brigar pelos playoffs, mas com a vantagem de ter muito menos expectativa sobre seus ombros. A franquia do Queens trouxe Mickey Callaway para ser seu manager e resolver os problemas da rotação titular e bullpen.

Jacob deGrom foi o único nome da rotação titular a se manter em bom nível e isso deve continuar. Noah Syndergaard só jogou 30,1 entradas no ano passado e precisa voltar ao seu auge. O mesmo vale para Steven Matz. Já Matt Harvey precisa retornar de um ERA de 6,70. Seth Lugo será o quinto nome enquanto Jason Vargas se recupera de lesão. Jeurys Familia segue como o fechador, mas jogou pouco em 2017 e não teve grandes números. AJ Ramos precisa melhorar. Anthony Swarzak e Jerry Blevins foram bem no ano passado e são os principais relievers. Por fim, Robert Gsellman, que pode ir para a rotação se necessário, é o nome que pode dar sustentação em momentos difíceis.

O campo interno dos Mets vem reformulado. Como David Wright fica mais no departamento médico do que o Valdivia, Todd Frazier chegou para ocasionalmente fazer estrago no bastão e mostrar sua defesa sólida. O veteraníssimo Adrin González é o primeira base. Amed Rosario teve uma primeira temporada na MLB curiosa e Asdrúbel Cabrera completa o campo interno. Travis d’Arnaud é o catcher. O outfield tem Yoenis Cespedes, que já não é o mesmo, Jay Bruce e Juan Lagares.

Freddie Freeman, primeira base do Atlanta Braves

(Crédito: Wikimedia Commons)

Atlanta Braves

Desempenho em 2017: 70-92

Melhora, piora ou fica na mesma? Fica na mesma

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: Freddie Freeman

Ponto fraco: jovens que precisam se provar

Ainda em reformulação, o Atlanta Braves não deve trazer muitas novidades além da possibilidade de Luiz Gohara voltar a ter chances na equipe principal. O ponto negativo é que o jovem pitcher brasileiro sofreu duas lesões no spring training e deve ficar sem jogar até maio. O grande nome do time é Freddie Freeman, que ano após ano consegue bons números e lidera a franquia da Geórgia.

O infield é totalmente jovem. O shortstop Dansby Swanson precisa voltar a ter o desempenho que teve em sua primeira oportunidade na MLB. O segunda base Ozzie Albies tem que provar que a boa mostra que deu em 2017 é algo constante. E o terceira base Rio Ruiz Diaz terá sua primeira temporada completa. Na posição de receptor, o veterano Tyler Flowers traz um aproveitamento no bastão sólido. No outfield, Ender Inciarte é o principal nome e quem melhor produz. Nick Markakis traz experiência e constância e Preston Tucker precisa se provar.

Julio Teheran é o principal arremessador da rotação titular. O jogador de 27 anos é agressivo e tem um excelente número de entradas jogadas por temporada, mas foi um alvo mais fácil para os rebatedores em 2017. Mike Foltynewicz é o segundo da rotação e ainda precisa melhorar e Brandon McCarthy é um atleta experiente e com produção sólida, mas que não é titular desde 2014. Sean Newcomb fecha a rotação. O bullpen tem como grande nome Arodys Vizcaíno, que foi muito bem no ano passado, e A.J. Minter como segundo nome.

José Uraña

(Crédito: Instagram/reprodução)

Miami Marlins

Desempenho em 2017: 77-85

Melhora, piora ou fica na mesma? Piora e muito

Projeção da posição na divisão:

Ponto forte: ninguém espera nada

Ponto fraco: reformulação total

Caro leitor, se você gosta de estatísticas, este time não deixa a gente usar nada. O Miami Marlins passou por uma reformulação total após o grupo de Derek Jeter assumir a equipe e deverá despencar em desempenho apesar de já ter ido mal em 2017 (e por incrível que pareça ter ficado em segundo da divisão). Só lembrando: Giancarlo Stanton, Christian Yelich, Marcell Ozuna (sim! Todo o outfield) e Dee Gordon deixaram a equipe com mais nomes podendo sair. Além disso, o farm system da franquia da Flórida é fraco.

O campo interno tem dois nomes principais: Starlin Castro e Justin Bour. O ex-Yankee teve números sólidos no Bronx, mas precisa de ajuda para conseguir render. Já o segundo se destacou no Home Run Derby e deverá receber os holofotes novamente. J.T. Realmuto é um receptor experiente, mas deve começar o ano no departamento médico e já mostrou desejo de sair da equipe. O terceira base Brian Anderson terá sua temporada de estreia e ocupa a posição enquanto Martin Prado, que vem se lesionando muito, se recupera e Miguel Rojas é o shortstop. No outfield, Camaron Maybin traz muita velocidade e voltará a ter a chance de titular. Derek Dietrich precisa evoluir e ganhará mais minutos em campo e Lewis Brinson terá seu primeiro ano completo na MLB.

José Ureña é o principal pitcher da rotação titular e precisa baixar um pouco seu ERA (3.82 em 2017) e aumentar um pouco o número de entradas (169,2 no ano passado). Dan Straily foi razoavelmente sólido, mas começa o ano na DL. Wei-Yin Chen precisa repetir seus bons momentos na liga. O jovem Justin Nicolino e Odrisamer Despaigne completam os cinco titulares. O bullpen tem como principal nome Brad Ziegler. Junichi Tazawa, Kyle Barraclough e Drew Steckenrider são os outros relievers.

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