MLB

Prévia 2019: Divisão Oeste da Liga Nacional

Divisão Oeste da Liga Nacional

As dúvidas quanto ao sucesso dos Dodgers são enormes. Após seis conquistas seguidas da Divisão Oeste da Liga Nacional (sendo a última após um jogo de tie-break contra o Colorado Rockies), emendar mais uma conquista será complicado, mais do que a do ano passado. Clayton Kershaw já não é mais o mesmo e e ele vem sofrendo mais frequentemente com lesões, enquanto outros jogadores importantes saíram. Os Rockies vêm pedindo passagem e reúnem condições para desbancarem os atuais campeões. Nolan Arenado entra na temporada como um grande concorrente ao prêmio de MVP.

Manny Machado foi uma tremenda ousadia dos Padres, que vão incomodar, mas levam todo o jeito para se afirmarem no terceiro lugar, algo excelente para um time que está pensando no futuro a curto prazo. Na lanterna da divisão, os Giants pararam no tempo (saudades das três World Series em cinco anos) e os D-Backs perderam Paul Goldschmidt, sua pepita de ouro. Qual deles será o último?

Clayton Kershaw, arremessador do Los Angeles Dodgers

(Crédito: Instagram/reprodução)

LOS ANGELES DODGERS

Desempenho em 2018: 92-71 (campeão da divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Oeste da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 93,5
Ponto forte: elenco completo
Ponto fraco: problemas com lesão

Por dois anos seguidos, a franquia foi à World Series e ficou com o vice. A frustração é enorme e fez com que Manny Machado, Yasiel Puig, Matt Kemp e Alex Wood caíssem fora. Clayton Kershaw ainda é considerado o ace da equipe, mas isso pode mudar ao longo da temporada. Ele já não é mais o mesmo. Walker Buehler (que vem em franca ascensão), Rich Hill, Hyun-Jin Ryu e Kenta Maeda formam uma das melhores rotações da liga.

No bullpen, que sempre abandonou o time nas duas últimas pós-temporadas, Kenley Jansen já não é mais absoluta certeza como fechador. Julio Urias é um nome, mas o time precisa definir se ele irá entrar como reliever, fechador ou até na rotação titular.

A equipe até pode ceder mais corridas do que nos últimos anos, já que os rebatedores que seguem no time devem amenizar um pouco essa questão. Cody Bellinger e Corey Seager são as apostas da franquia, entretanto os regulares Joc Pederson e Justin Turner formam uma base boa. Tirar A.J. Pollack dos D-Backs foi um tremendo movimento da diretoria e uma ótima reposição para o outfield que perdeu Yasiel Puig e Matt Kemp. Russell Martin chegou para ser o receptor após a saída de Yasmani Grandal.

O time tem suas limitações, ainda possui muitos recursos (principalmente no farm system, que parece ser interminável) e vai brigar pelo título. A Divisão Oeste da Liga Nacional não é das mais complicadas, contudo os Dodgers vão suar para vencer o sétimo título seguido.

Nolan Arenado, terceira base do Colorado Rockies

(Crédito: Twitter/reprodução)

COLORADO ROCKIES

Desempenho em 2018: 91-72 (segundo na divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Na mesma
Projeção da posição na Divisão Oeste da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 84,5
Ponto forte: time ajustado
Ponto fraco: rival de peso

A franquia de Denver foi à pós-temporada em cada um dos últimos dois anos. Essa é a primeira vez que o time faz isso em sua história de 26 anos. Agora, os Rockies estão prontos para darem o próximo passo: vencer a Divisão Oeste da Liga Nacional. A sensação é de arrancada e a pressão existe com os Padres mostrando que irão começar a incomodar.

A equipe venceu 91 jogos na última temporada para conquistar sua segunda vaga no Wild Card. Apenas os Dodgers marcaram mais corridas dentro da Liga Nacional no ano passado. O cenário pode mudar com a chegada de Daniel Murphy, que atuará como primeira base.

E não pense que a rotação é mediana. Cheio de jovens talentos liderados por Kyle Freeland, os Rockies, em 2018, ficaram em terceiro lugar nas grandes ligas em jogos com os titulares fazendo o que se espera de um arremessador que começa a partida: seis entradas arremessadas e não mais do que três corridas merecidas. Se continuar desenvolvendo seus braços jovens e conseguir alguma melhora no bullpen, pode ser que Colorado consiga chegar perto das 90 vitórias na temporada.

Se alguém pode desafiar os Dodgers, esta equipe é o Colorado Rockies. Mas é fato que eles gastaram muito dinheiro com algumas peças duvidosas. Ian Desmond, Bryan Shaw e Jake McGee não vão mudar o patamar da franquia. No entanto, eles acertaram na contratação de Daniel Murphy. Não duvido que ele mande muitas bolas para fora do gramado do Coors Field.  E boa sorte para quem for enfrentar Charlie Blackmon, Murphy, Nolan Arenado e Trevor Story. Esse é um dos melhores quartetos da MLB. Complicado passar por eles sem ceder nada.

(Crédito: Instagram/reprodução)

San Diego Padres

Desempenho em 2018: 66-96 (último na divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Melhora
Projeção da posição na Divisão Oeste da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 78,5
Ponto forte: infield
Ponto fraco: arremessadores

Um movimento insano. Trazer Manny Machado para combinar com o melhor farm system do beisebol, encabeçado por Fernando Tatis Jr., foi um golpe ousado nos demais adversários da divisão. Mas a rotação é fraca. Na última temporada, os Padres ficaram no terço inferior da liga na maioria das categorias de arremessos e a direção não se mexeu muito para melhorar este setor. O futuro parece melhorar para San Diego, contudo conquistar algo e brigar na Divisão Oeste da Liga Nacional ainda pode levar mais um ano ou alguns anos.

Ian Kinsler é um tremendo defensor. Eric Hosmer é um líder dentro. No entanto, nenhum deles parece render muita coisa mais. Hosmer foi um fracasso no primeiro ano e tem um contrato gigantesco. Algo muito parecido com o que vem acontecendo com Wil Myers, que precisa urgentemente reagir e evoluir na carreira. Me parece que os Padres irão usar seu grande investimento como moeda de troca.

E nenhum trabalho nos esportes de San Diego é tão tênue quanto o de técnico dos Padres. Matt Stairs, ex-treinador dos rebatedores, foi o mais recente a ser demitido depois de apenas um ano no cargo. E olha que os Padres ficaram no topo ou perto do topo das principais estatísticas ofensivas. Johnny Washington foi promovido do cargo de treinador assistente, fazendo dele o 10º treinador dos Padres desde a abertura do Petco Park em 2004.

(Crédito: Instagram/reprodução)

Arizona Diamondbacks

Desempenho em 2018: 82-80 (terceiro na divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Oeste da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 75,5
Ponto forte: corpo de arremessadores
Ponto fraco: perdeu seu astro

É difícil entender o que os Diamondbacks estão pensando. Negociar o rosto da franquia Paul Goldschmidt, o único jogador da Liga Nacional a estar presente em cada uma das últimas seis listas do All-Star. Sem falar que A.J. Pollack e Patrick Corbin saíram porque não receberam nenhuma oferta por parte da franquia. Três jogadores que eram fundamentais. A equipe de arremessadores também perdeu Clay Buchholz e parece que eles ainda estão tentando vender Zack Greinke.

Na temporada passada, o D-Backs ficaram em 27º lugar no aproveitamento no bastão e em 20º em corridas por partida. E a provável formação é muito pior do que a de 2018. A queda de patamar da equipe promete ser grande. Só não será maior porque a divisão não é das mais complicadas da MLB.

Em uma visão otimista, os Diamondbacks podem fazer boas séries se Zack Greinke, Robbie Ray e Zack Godley seguirem firmes no montinho. Eles estão todos bem preparados, sabem como explorar as fraquezas dos rebatedores e ninguém quer enfrentar Archie Bradley vindo do bullpen.

David Peralta é excelente, Jake Lamb e Steven Souza Jr. devem ter temporadas decentes. Mas Goldschmidt era uma força tão constante, uma fonte confiável que tirava a pressão de todos os outros e ainda motivava quem vinha atrás. Não será fácil derrotar a franquia de Arizona, que também ira sofrer para derrotar seu adversários.

Madison Bumgarner, pitcher dos Giants

(Crédito: Instagram/reprodução)

San Francisco Giants

Desempenho em 2018: 73-89 (quarto na divisão)
Melhora, piora ou fica na mesma? Piora
Projeção da posição na Divisão Oeste da Liga Nacional:
Linha de vitórias em Las Vegas: 73,5
Ponto forte: Madson Bumgerner
Ponto fraco: falta de renovação

Depois de duas temporadas tentando desesperadamente tapar os buracos em torno de um núcleo vencedor, mas envelhecido, os Giants parecem estar estagnados, parados no tempo.

Os Giants fizeram uma tentativa fracassada de brigar para ter Bryce, o que teria dado um impulso a lista de veteranos que domina a ordem dos rebatedores. Com Harper já seria difícil, sem ele é impossível imaginá-los tendo algum sucesso. Talvez Madison Bumgarner e Jeff Samardzija possam se recuperar, no entanto Johnny Cueto está fora da temporada. A rotação inclui os jovens destaques Derek Rodriguez e Chris Sutton. O time pode incomodar no montinho. Contudo o que mais incomoda o time são as contusões.

Em 2018, a franquia de San Francisco teve um total de 1.101 dias totais de jogadores na lista dos indisponíveis para jogar. Evan Longoria caiu de um penhasco na última temporada e mesmo assim assinou por mais quatro anos. Buster Posey está voltando de uma cirurgia no quadril, e ninguém sabe ao certo quando ele volta e se volta como receptor. Não há rebatedores potentes no line-up. Talvez MadBum seja o mais potente dos rebatedores dos Giants. Brandon Belt, Brandon Crawford, Joe Panik certamente não são mais os jogadores que foram. Hunter Pence deixou a equipe.

Mark Melancon está ganhando $ 14 milhões, e ele não tem mais o cargo de fechador garantido. Will Smith parece ter mais chances. De qualquer maneira, a parte ofensiva do time é quase inexistente.

Comments
To Top