MLB

Phillies vencedores e Machado e Harper no empate: dissecando os grandes contrato da FA

Bryce Harper e Manny Machado

“Vamos para isso (free agency) esperando gastar dinheiro e talvez até mesmo um dinheiro estúpido”. A frase do proprietário John Middleton poderia ser um indício de que o Philadelphia Phillies poderia fazer besteira na offseason na ânsia de conseguir nomes em busca da terceira conquista da World Series. No entanto, com Manny Machado no San Diego Padres e Bryce Harper contratado, a equipe da Pensilvânia foi a grande vencedora da história.

Com um estádio amigável para os rebatedores, a equipe do Citizens Bank Park tem tudo para ter bons números do defensor externo, que ainda precisa ter números excepcionais consistentemente, e ainda se coloca no topo da divisão.

Semanas antes da decisão do jogador de 26 anos, o general manager Brodie Van Wagenen havia desafiado as outras equipes da Divisão Leste da Liga Nacional a pegarem o New York Mets, que podia ser considerado um postulante que corria por fora. Agora, não há dúvidas de que o Philadelphia Phillies é o favorito a ganhar a NL East e que a contratação mudou o balanço de forças da divisão que ainda conta com Atlanta Braves e Washington Nationals brigando pelos playoffs e o decepcionante Miami Marlins.

Não bastasse isso, a equipe do manager Gabe Kepler conseguiu levar a melhor sobre o contrato de Manny Machado (US$ 300 milhões por dez anos). Como o acordo é de 13 anos e US$ 330 milhões, a média salarial anual será de US$ 25 milhões, o que dá ao general manager do time um espaço de US$ 5 milhões por temporada para buscar mais reforços. Vale lembrar que a MLB tem o luxury tax e nenhuma franquia vem se mostrando disposta a passar o limite.

Por fim, para quem duvidou do real interesse de Bryce Harper em ir para a Filadélfia, o outfielder não pediu na negociação opções para sair de contrato e ainda possui uma cláusula completa de não troca, o que lhe permite vetar qualquer negociação. Assim, parece óbvio o desejo dele de estar no time da Pensilvânia e qualquer enrolação nas negociações pode ter sido meramente uma estratégia para arrancar mais anos e mais dólares.

Decretado o grande vencedor dessas duas negociações, o segundo nome a ser destacado é Scott Boras. O badalado agente conseguiu quase tudo o que queria. Superou a maior marca da história da free agency e o contrato de Giancarlo Stanton (13 anos e US$ 325 milhões) e ainda pode se ver em uma posição melhor que a de seu rival Dan Lozano, representante de Manny Machado. Sem contar que ele recebeu propostas de US$ 45 milhões anuais, mas seu principal objetivo era o acordo mais longo possível.

No lado dos jogadores, é possível sacramentar o empate no famoso 0 a 0 ou 3 a 3, quem sabe, já que os dois estão saindo com muito dinheiro no bolso. Enquanto Manny Machado ganhará US$ 30 milhões anuais até os 36 anos, Bryce Harper garantiu US$ 25 milhões anuais até 39 anos, uma pequena vantagem caso ele queira atuar até os 40 anos, já que dificilmente o infielder conseguirá um valor desses com 36 anos.

Outro ponto importante é que o mercado não apontava para acordos tão gordos apesar de uma especulação inicial de contratos de US$ 400 milhões. Ao mesmo tempo, ambos terão que conviver sabendo que esse montante pode acabar virando pouco dependendo de como o futuro de liga desenrolar. Fica a pergunta: o que será próximo acordo de Mike Trout (será free agente após 2019)?

Para terminar, o San Diego Padres fica no empate, uma vez que ainda precisa construir a equipe para o futuro e o grande derrotado é o San Francisco Giants. Com o alto imposto do estado, o time deu um tiro no alto, ficou no quase e segue com um elenco velho, com contratos ruins e sem perspectiva para melhorar no curto prazo.

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