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MLB mira alto, fica no meio termo e abre espaço para mais mudanças

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(Crédito: Instagram/reprodução)

A Major League Baseball terá uma série de mudanças nas próximas duas temporadas como parte de um acordo com a Associação de Jogadores no meio do acordo coletivo de trabalho. Em 2019, será implementado um trade deadline único – terminando com o limite de negociações em 31 de agosto e ficando apenas com o limite em 31 de julho -, um dia de seleção para o time titular o All-Star Game e um milhão de dólares de bônus para o vencedor do Home Run Derby. Já em 2020, a liga passará a ter um mínimo de três rebatedores por arremessador (exceto em caso de lesões) e a expansão do elenco de 25 para 26 jogadores.

As mudanças para 2019 não são relevantes e, para 2020, a grande novidade é a eliminação dos relievers de uma eliminação, que pode reduzir um pouco o tempo de jogo. Sinceramente, para quem pensou em implementação do pitch clock – algo que chegou a ser usado no spring training – e cogitou mudar o sistema de draft e colocar o rebatedor designado nas duas ligas, as mudanças foram decepcionantes.

O grande ponto a ser destacado é o diálogo entre o comissário Rob Manfred e Tony Clark, diretor executivo da MLBPA. Isso prova que os dois lados estão abertos a mudanças e a negociação em meio a um acordo trabalhista que só irá expirar no fim de 2021.

Então, abram o olho, a Major League Baseball irá mudar e mais está por vir. A relação entre a liga e os jogadores não é das melhores e o mercado de agentes livres é uma prova disso, já que cada vez mais contratos grandes não estão saindo (exceção de Bryce Harper e Manny Machado) e muitas equipes estão optando por perder para tentar começar a ter um ciclo virtuoso.

Uma das provas é que, mesmo com o acordo com a MLBPA, o limite de três rebatedores por arremessador foi imposto unilateralmente pela MLB. Assim, é importante ficar de olho para a possibilidade do pitch clock surgir em breve caso o tempo médio dos jogos não caia.

Uma das grandes discussões que estão por vir são os fundamentos econômicos. A distribuição de receita de uma liga que gera US$ 10 bilhões por ano, os contratos cada vez menores para atletas com mais de 30 anos e o pouco dinheiro para os jovens jogadores (quem vem da Minor League precisa de seis anos na MLB para se tornar agente livre) vão ser debatidos.

Além disso, o luxury tax que aparentemente vem incentivando a redução dos gastos e o fato das franquias estarem mantendo os prospectos nas ligas menores para reduzir o tempo de serviço deles no profissional e manter eles sob contrato por mais tempo serão assuntos tratados.

Agora resta ver se o trade deadline único fará os times a serem mais agressivos na free agency e também nas trocas e se o Home Run Derby será mais atrativo com seu alto prêmio para o vencedor. Também veremos o uso de jogadores “de linha” atuando como arremessadores, uma vez que os atletas terão que ser classificados como pitchers ou jogadores de posição, com exceção de nomes como Shohei Ohtani. Assim, jogadores de posição só poderão arremessar se o time estiver perdendo por mais de sete pontos ou nas entradas extras.

Confira todas as mudanças:

2019

– Comerciais passarão de 2min05s para 2min em jogos locais e de 2min25s para 2min nas partidas com transmissão nacional. A redução pode ir para 1min55s em 2020;

– Trade deadline único em 31 de julho;

– Máximo de visitas ao montinho cai de seis para cinco por partida

– Premiação total de US$ 2,5 milhões para os participantes do Home Run Derby, sendo US$ 1 milhão para o campeão;

– A votação do All-Star Game será conduzida em duas rodadas.

2020

– Elenco passará de 25 para 26 jogadores, saindo de atletas ativos de 24 para 25. Em rodadas duplas, o elenco terá 27 jogadores. Já em setembro, o elenco expandido terá 28 jogadores e não 40;

– O número de arremessadores por elenco será pré-determinado a um número a ser definido. Os jogadores serão determinados como arremessador ou jogador de posição. Estes não poderão arremessar com exceção de atletas que fazem as duas funções, como Shohei Ohtani, e em entradas extras ou quando o time estiver perdendo por sete corridas ou mais;

– Cada arremessador terá que enfrentar, pelo menos, três rebatedores com exceção no caso de lesão;

– A lista de lesionados voltará a ter 15 dias.

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