MLB

Jovem francesa é a primeira mulher a ser colocada na lista de registro internacional da MLB

Melissa Mayeux, shotstop de 16 anos que joga em um time sub-18 na França, fez história na tarde do último domingo (21). Pelo que se tem conhecimento, ela é a primeira mulher a entrar na lista de registro internacional da MLB.

Com isso, Mayeux está livre para assinar com qualquer time de MLB a partir do dia dois de julho, quando irá se abrir o período de contratações internacionais de 2015-16.

Prospecto internacionais, incluindo Melissa, são adicionados à lista de registro internacional em eventos sancionados pela liga depois de ser verificado a data de nascimento e a cidadania. Tecnicamente, qualquer um pode se inscrever, no entanto, geralmente, somente aqueles que tem potencial para assinar um contrato são registrados.

Mayeux tem o direito de assinar um contrato, entretanto é improvável que isso aconteça, no entanto, o simples fato de ela estar na lista a credencia como uma jogadora legítima. A jovem francesa, que fala em inglês, tem o conhecimento de sua presença na lista e sabe que por isso ele irá virar notícia.

“Eu gostaria muito de continuar jogando beisebol na França até eu ter 18 anos e depois ter a capacidade de sair para uma universidade ou outra oportunidade no exterior”, disse Mayeux. “Eu gostaria de ficar no beisebol o maior tempo possível”.

Mike McClellan, diretor internacional de desenvolvimento de jogo da MLB, foi olheiro de Mayeux por anos e disse que ela é “um shortstop legítimo, que faz todas as jogadas e é muito suave e fluido no campo… Ela faz o movimento de rebater bem               e é destemida”.

Quatro franceses, incluindo Melissa, foram selecionados para o European Elite Camp da MLB (evento que também ocorre no Brasil) em agosto. Lá ela irá treinar com ex-jogadores e managers, como, por exemplo, o membro do Hall da Fama Barry Larkin, que treinou o Brasil no World Baseball Classic em 2013. Em 10 anos do Elite Camp na Europa, 76 jogadores que participaram foram contratados por times da liga, sendo que dois italianos e um alemão chegaram na MLB.

“Isso dá a oportunidade de ter os melhores treinadores”, disse Mayeux. “Todo mundo quer ir, todo mundo quer lutar para conseguir ir para o Elite Camp”.

Ao se tratar de desenvolvimento de beisebol, a Europa é relativamente novata e produz poucos prospectos legítimos para a MLB, diferentemente dos países latinos, que produzem dezenas de jovens promissores. Outra diferença, é que, geralmente, jogadores europeus só assinam contrato com 18 anos, e não 16.

Mayeux pode não ser a primeira mulher a chegar na MLB, entretanto ela é uma figura importante no desenvolvimento do jogo, pois ela está desbravando novos caminhos e abrindo as portas para muitos outros que virão.

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