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O que explica o início surpreendente do recordista Seattle Mariners

Seattle Mariners

(Crédito: Twitter/reprodução)

Em 2015, o Houston Astros começou ano voando, surpreendeu todo mundo, ficou com campanha de 86-76 e a segunda colocação da AL West levou a equipe para o Wild Card. Essa era a primeira campanha positiva desde 2008 (86-75) e a primeira aparição aos playoffs desde 2005, quando foi varrido na World Series pelo Chicago White Sox.

Poucos sabiam explicar o que estava acontecendo. Aquele era o primeiro indício da boa fase do time texano, que finalmente foi campeão em 2017.

Agora vemos o mesmo efeito com o Seattle Mariners, equipe que está com a melhor campanha da MLB (13-2).

Tudo indicava uma reformulação, até porque os principais jogadores (Robinson Cano, Nelson Cruz, Jean Segura, Edwin Diaz e James Paxton) saíram.

Para se ter uma ideia, 15 dos 25 jogadores no elenco são novatos na franquia do estado de Washington.

A boa fase surpreende a muitos, mas ainda é muito cedo para se empolgar junto com os fãs dos Mariners.

O primeiro ponto a se destacar é a potência e a velocidade do time de Scott Servais. Os M’s, que bateram o recorde de partidas com, pelo menos, um home run no início da temporada (15), lideram a liga com 36 bolas rebatidas para o outro lado do muro e 17 bases roubadas.

Dee Gordon e Mallex Smith são o primeiro e o segundo em roubos de base, enquanto Jay Bruce já isolou sete bolinhas (2º com mais HRs na MLB) após só ter conseguido nove home runs no ano passado. Dois desses nomes são “novatos” no elenco.

O time ainda tem o melhor aproveitamento no bastão (.295) e está com média de 10,7 hits por jogo.

Em termos de arremessadores, a equipe está ranqueada no meio da tabela no quesito de ERA. No entanto, Marco Gonzalez está voando. Ele soma ERA de 3,16 e se tornou o segundo pitcher da história dos Mariners a ter quatro vitórias em seus quatro primeiros jogos no ano.

Junto a isso, Yusei Kikuchi e Mike Leake estão segurando as pontas na rotação.

Outro fator interessante nessa análise é o calendário. Os M’s iniciaram a temporada uma semana antes ao enfrentar o Oakland Athletics no Japão, o que, de certa forma, acelerou a adaptação da equipe ao ritmo de jogo competitivo.

Além disso, os rivais não foram dos mais difíceis: A’s, Boston Red Sox, Los Angeles Angels, Chicago White Sox e Kansas City Royals.

Dessas equipes, apenas as duas primeiras chegaram bem cotadas para o ano, entretanto, os atuais campeões não começaram o ano bem e a franquia de Oakland precisa se provar após surpreender em 2018.

O time de LA é o melhor em termos de posição da divisão, ficando em terceiro na AL West. E, junto com os Athletics, são os únicos com campanha positiva, ambos por uma mísera vitória.

Ainda falando sobre os adversários, o Seattle Mariners enfrentou os Angels, que estão com o melhor ERA da MLB, algo que só foi possível pelo bom desempenho nos últimos seis partidas (todas vitórias em que foram cedidas, no máximo, duas corridas). As partidas entre as duas equipes foram logo na segunda série da temporada.

O mesmo vale para o Boston Red Sox (ERA de 3,51, nono da MLB). Os atuais campeões foram o primeiro rival no ano em solo americano e não tiveram um bom início (campanha de 4-9).

Os outros adversários estão com o 16º (A’s), 24º (White Sox) e 28º (Royals) ERA da liga.

A fase é excelente e é possível sonhar com uma distante vaga no wild card, no entanto, é bom ter pés no chão. Quantas vezes um time começa voando e de repente despenca?

Quem sabe esse não é um início de algo maior assim como os Astros em 2015.

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