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Heitor Tokar e Victor Coutinho: academia MLB, características e mais

Victor Coutinho e Heitor Tokar

(Crédito: Bruno Bataglin)

O arremessador Heitor Tokar e o terceira base Victor Coutinho realizaram seu sonho de assinar contrato com uma equipe da Major League Baseball no domingo. Durante o evento em uma churrascaria em São Paulo (SP), os dois jogadores do Houston Astros conversaram com exclusividade com o Quinto Quarto.

Em uma das respostas mais interessantes, os dois atletas falaram o quanto a Academia do CT do Yakult, em Ibiúna (SP), mudou com a parceria que foi feita com a MLB, que trouxe treinadores estrangeiros. “Mudou um pouco por causa dos treinadores. Eles são de fora – venezuelano, panamenho, dominicano –, então eles têm o beisebol no sangue e trazem coisas novas”, disse Victor.

“Outra coisa que mudou foi que a gente criou um hábito de treino. Antes a molecada treinava e se quisesse fazer academia fazia, se não quisesse, não fazia. E agora tem horário para começar, para fazer certa tarefa, para beber água, ir para a academia, para correr, sair da academia. Agora ficou mais organizado”, completou Heitor.

Além disso, os dois reforços do Houston Astros projetaram o início de sua carreira como profissionais e viram como uma vantagem começarem sua jornada nas ligas menores juntos. “Vai ser mais fácil, porque você sempre vai precisar de alguém. Com a gente indo junto e jogando com ele desde pequeno na mesma equipe é melhor”, afirmou Coutinho.

“Vai ser um pouco difícil, vamos ter que nos adaptar com os jogadores de fora e ir desenvolvendo”, completou o terceira base antes de Heitor Tokar afirmar que deseja ter um início vencedor, assim como os brasileiros Edilson Batista (arremessador dos Red Sox) e Bo Takahashi (arremessador do Arizona Diamondbacks). “Acho que vai ser uma experiência bacana e espero poder ganhar também”.

Confira outras respostas de Victor e Heitor:

QQ: Você entrou no Top 50 da Baseball America, você esperava isso?

Heitor: “Na verdade, eu não esperava. A lista saiu de última hora e eu nem sabia dela. Quando eu vi eu fiquei surpreso”.

QQ: Quais são as principais características de vocês?

Heitor: “Eu sou um jogador alto e isso ajuda bastante quando eu vou jogar. Mas eu preciso melhorar bastante, entrar mais em forma e pegar mais o ritmo de jogo”.

Victor: “O meu ponto forte é a rebatida, porque eu tenho força para rebater, mas ainda tenho muito para melhorar, porque em alguns swings eu ainda estou desequilibrado. Eu também tenho que ver a zona de strike melhor, mas indo para o Houston eu vou melhorar”.

QQ: Como você aborda os confrontos contra os rebatedores?

Heitor: “Eu penso que, a bola que eu jogar, o meu adversário não vai bater. E eu tenho bastante confiança na minha bola reta e, sempre que eu tiver por baixo na contagem, vou jogar por ela para sair por cima”.

QQ: O Thiago Ramos, olheiro da franquia de Houston, ajudou você a se desenvolver até o momento. Como foi isso? Isso ajudou você escolher os Astros?

Heitor: “Sim. Quando ele me viu a primeira vez, ainda faltava bastante coisa para mim. Aí ele foi me dando umas dicas de como melhorar e, com isso, fui melhorando minha mecânica e a mira junto com o Thiago Caldeira, treinador do CT do Yakult”.

QQ: Você acredita que as melhores posições para você jogar são nos cantos do infield?

Victor: “Por eu ter uma estrutura meio alta e ser forte, o lugar ideal para eu jogar é terceira base e primeira base. Eu tenho um bom braço de terceira base e consigo defender bem”.

QQ: Como vocês veem o beisebol no Brasil?

Heitor: “Pode crescer muito, até porque a Major League Baseball vem querendo cada vez mais entrar no Brasil para descobrir novos atletas e está surgindo uma molecada com muita qualidade”.

Victor: “A entrada da Major League Baseball no Brasil, que já tem jogadores bons, vai ajudar os atletas, porque será um caminho a menos (para conseguir assinar um contrato)”.

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