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Diretor dos Astros: mercado brasileiro, time de little league e mais

Oz Ocampo, diretor internacional dos Astros

(Crédito: Twitter/reprodução)

O Houston Astros entrou no mercado brasileiro no último domingo, quando assinou contrato com o arremessador Heitor Tokar e o terceira base Victor Coutinho em uma churrascaria em São Paulo. Durante o evento, Oz Ocampo, diretor internacional da franquia texana, conversou com exclusividade com o Quinto Quarto.

Durante a entrevista, Ocampo revelou que o objetivo principal da equipe no mercado brasileiro é buscar os melhores talentos e ele deixou a função de desenvolver o esporte e a marca para a Major League Baseball.

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“Nosso interesse são os jogadores. Então estamos olhando os jogadores para tentar trazer os melhores talentos para a organização dos Astros. Acho que a Major League Baseball está trabalhando para desenvolver o esporte e também está focada no lado dos negócios. Para nós, realmente se trata de trazer os melhores talentos para os Astros”, declarou.

“Eu já tive o prazer de trabalhar com a MLB no passado, ver os jogadores brasileiros top, incluindo Luiz Gohara, e nós vimos o potencial do mercado crescer. Hoje é o resultado e a coroação disso, com tudo isso acontecendo (nós contratando dois jogadores e outros quatro brasileiros com acordos para ir para os Estados Unidos)”, completou.

Ocampo também contou que o Houston Astros está estudando novas maneiras de entrar no mercado brasileiro, incluindo a criação de uma equipe de Little League.

“Nós estamos olhando para todas as possibilidades para continuar a investir no Brasil e no mercado jovem. Certamente essa é uma possibilidade. Então estamos observando e analisando as oportunidades para ajudar o mercado brasileiro e nos ajudar a desenvolver e assinar contrato com jogadores”, contou.

Confira outras respostas de Oz Ocampo:

QQ: Recentemente nós vimos Gift Ngoepe se tornar o primeiro jogador africano a jogar na MLB. Além do Brasil, quais são os novos mercados que estão surgindo?

Ocampo: “Eu acho que há muitos mercados secundários novos na América Latina e também na Europa e Ásia. A África está fazendo um programa bem legal com a Major League, mas vai demorar ainda para sair. Mas os mercados secundários da América Latina – sem contar os tradicionais República Dominica, Venezuela – são Colômbia, Panamá, Nicarágua, Curaçao, Aruba, Bahamas e Brasil. E na Europa: Itália, Holanda, Espanha, entre outros.

QQ: Como você a evolução do beisebol brasileiro de dez anos para cá?

Ocampo: “Eu acho que o trabalho que a Major League vem fazendo está colocando o Brasil em um patamar maior. Isso aumentou o desenvolvimento e a exposição. E eu acho que isso continuará crescendo. Nós vimos o sucesso do país no World Baseball Classic e todo mundo viu que foi muito animador”.

QQ: Você acredita que esse mercado vai continuar crescendo?

Ocampo: “Eu acho que o mercado brasileiro vai continuar crescendo. Eu vejo isso pelo número de contratações, que nesse ano acho que serão seis, o que é um recorde para o Brasil. Acho que você continuará a ver o crescimento do beisebol no país, especialmente com o investimento da Major League Baseball. E o Brasil é uma potência global em termos de esporte no geral e beisebol pode ser bom nisso também”.

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