Coluna Bullpen

A nova realidade do Detroit Tigers

Algumas peças mudam conforme a música e todo o castelo desmorona. Agora, imagine que as peças são os jogadores mais talentosos, a música é o dinheiro e o castelo é o time. Essa é a realidade dos esportes de elite e no beisebol não é diferente.

Até o final da última temporada, o Detroit Tigers tinha umas das rotações titulares mais completa de toda a MLB. Mas foi só a temporada acabar e as trocas começarem para o time se tornar comum.

Max Scherzer foi embora. Doug Fister também. Justin Verlander não é mais uma unanimidade e David Price ficou com toda a responsabilidade e ninguém sabe como ele vai lidar com isso.

Diante das mudanças, o castelo dos Tigers parece ruir. A franquia que dominou a Divisão Central da Liga Americana nos últimos anos parece não ter a força necessária para continuar seu domínio.

É claro que no bastão a equipe de Detroit ainda possui um dos melhores elencos da MLB. Miguel Cabrera é um excepcional rebatedor e continuará desfilando toda sua habilidade. Victor Martinez é o que se pode chamar de rebatedor profissional. Ian Kinsler e Alex Avila não deixam a desejar e Yoenis Cespedes é pura explosão.

Mas a MLB é uma liga de arremessadores. São eles que comandam, são eles que decidem os jogos. Scherzer é uma constante no montinho, dificilmente fica de fora de uma partida e ganha jogos. Sem o arremessador, os Tigers enfraquecem demais.

Scherzer recusou a oferta da franquia, achou que deveria ganhar mais, nada mais justo. E os Tigers sabem que ele é fundamental, mas preferiram não comprometer as finanças, mesmo sabendo que comprometeriam o time.

Fister não é tão especial quanto Scherzer, longe disso, mas tem a capacidade de arremessar por várias entradas e se adequar às necessidades do time. A dupla, Fister e Scherzer, vai jogar no Washington Nationals, que rapidamente se tornou a melhor rotação da liga. Stephen Strasburg e Jordan Zimmermann farão companhia.

Sem lamentações, os Tigers esperam que Verlander e Price carreguem o piano. Contudo, os dois veteranos estão cercados de dúvidas. Verlander caiu de produção vertiginosamente na última temporada, e alguns dizem que ele pode ir parar no bullpen.

Com Price, a expectativa é outra. Como será que o arremessador vai reagir após a saída de Scherzer. Afinal, Price veio para os Tigers para brigar por título, coisa que não  conseguiu fazer com o Tampa Bay Rays, já que era o único arremessador de elite na franquia da Florida. E nos Tigers, Price pode reviver esse mesmo drama.

A esperança é que o Detroit Tigers consiga algum nome de peso durante a off-season, caso contrário a equipe estará correndo de bengala contra os rivais.

 

 

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