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Confira o que podemos esperar do Brasil na classificatória do World Baseball Classic

Brasil jogará a classificatoria World Baseball Classic em Nova York

(Crédito: Brooklyn Cyclones/divulgação)

A partir da próxima quinta-feira (22), a Seleção Brasileira de beisebol entrará em campo para buscar uma vaga na World Baseball Classic, o mundial da modalidade, em Nova York. Os rivais da chave da classificatória são Paquistão, Grã-Bretanha e Israel.

Aproveitando essa oportunidade, o Quinto Quarto, que terá um repórter in loco fazendo toda a cobertura do evento, irá fazer uma prévia do que esperar.

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Brasil jogará a classificatoria World Baseball Classic em Nova York

(Crédito: MLB/divulgação)

O time

O time do Brasil vem desfalcado de seus principais nomes. Paulo Orlando, defensor externo do Kansas City Royals, e Yan Gomes, receptor do Cleveland Indians, não foram liberados pelas suas equipes. O time de Orlando ainda tenta buscar uma vaga nos playoffs. Por outro lado, os Indians basicamente garantiram o título da Divisão Central da Liga Americana, além do fato de Gomes ter se lesionado e não poder jogar mais em 2016. Além disso, Luiz Gohara, quinto melhor prospecto do Seattle Mariners, e Daniel Missaki, que fez um bom World Baseball Classic em 2012 (classificatória) e 2013, não vão participar do evento. Missaki, inclusive vem se recuperando de uma cirurgia Tommy John.

Apesar disso tudo, o Brasil segue como o favorito para a classificação. André Rienzo, que está sem time e teve passagens por White Sox e Marlins, e Murilo Gouvêa deverão ser os principais arremessadores. O ponto negativo é que Rienzo só jogou como reliever em 2016 e ele geralmente se complica depois das entradas inicias quando atua como titular. Thyago Vieira e Jean Tomé deverão ser os nomes secundários. Além deles, Rodrigo ‘Bo’ Takahashi e Edilson Batista, ambos de ligas menores, podem ter grandes chances apesar da pouca idade (19 anos cada).

Luis Camargo será o receptor e trará toda a sua experiência do beisebol italiano. Os seus reservas são Luis Paz (20 anos), que está nas ligas menores, e o veterano Angel Luis Cobas.

O principal nome do campo interno é Leonardo Reginatto, que está na Triple-A do Minnesota Twins. Os americanos Tim Lopes e Christian Lopes, que jogarão para o Brasil, deverão ocupar as outras duas posições. O primeira base ainda precisa ser definido. Carlos Garmendia e Vitor Ito também jogam nos Estados Unidos, mas na faculdade.

O campo externo pode preocupar pelo número de jogadores. O cubano Juan Carlos Muniz deverá jogar junto com Fernando Luciano, que joga no Japão. A última vaga fica entre Gabriel Maciel, 17 anos e das ligas menores da MLB, e Irait Chirino. Se houver lesões, podemos ter um reserva improvisado.

Além disso, a comissão técnica é muito experiente. Barry Larkin, membro do Hall da Fama, será o manager. Os ex-jogadores da MLB LaTroy Hawkins e Steve Finley serão, respectivamente, treinador dos arremessadores e dos rebatedores. Thiago Caldeira, que trabalha a muito tempo com muitos desses jogadores será o técnico do bullpen. Larkin já conhece boa parte o grupo e terá manejar muito bem as suas pessoas para ter um bom desempenho.

Expectativa

O jogo do time brasileira deverá ser de rebatidas pequenas e sem muitos home runs e o small ball, que é característico no beisebol do Brasil, poderá aparecer em momentos chaves. Uma das preocupações são os jogadores jovens, que ainda precisam se provar. Já os arremessadores têm tudo para fazer uma boa atuação, mas, já que existem limitações de número de arremessos, Larkin terá que montar um quebra cabeça para contar com os seus melhores nomes nos jogos mais difíceis.

Adversários

O principal adversário do Brasil será Israel, que basicamente é formado por jogadores americanos e que jogará em casa, já que estará jogando em uma cidade em que a comunidade judaica é muito presente. Além disso, Israel conta com muitos veteranos com passagens na MLB, entre eles Ike Davis, Craig Breslow e Ryan Lavarnway.

A Grã-Bretanha irá correr por fora pela vaga no World Baseball Classic, mas não é uma grande equipe. Os principais nomes são Daniel Cooper, Chris Reed e Michael Roth. Esses três tiveram passagens pelas ligas menores da MLB.

O Paquistão é o time mais fraco e deverá jogar para não fazer feio. O país tem uma raiz muito forte do críquete e a maioria do elenco paquistanês é proveniente desse esporte.

Principais regras

O campeonato é basicamente double elimination, ou seja, o time que perder duas partidas está fora. O Brasil terá o seu primeiro jogo contra o Paquistão, enquanto Israel enfrentará a Grã-Bretanha. Os vencedores vão para a semifinal e os perdedores para a repescagem. Quem vencer o jogo da repescagem vai para a semifinal e enfrenta a equipe que perder o jogo dos ganhadores. O vencedor da primeira semifinal e o vencedor da segunda semifinal, que é proveniente da repescagem, vai para a final. Quem vencer a final vai para o World Baseball Classic. Confira a tabela:

Chave do Brasil na classificatória para o WorldBaseball Classic

A principal regra, que é diferente da MLB, são as limitações de arremessos. Um pitcher só pode lançar 85 bolas por jogo e, como consequência, ele precisará descansar quatro dias. Além disso, se um jogador chegou ao limite de bolas, mas já começou um confronto contra um rebatedor, ele pode terminar o at bat. Confira as limitações dos arremessadores:

– Mínimo de quatro dias desde que arremessou, se ultrapassou a marca de 50 lançamentos.

– Mínimo de um dia desde que arremessou, se ultrapassou a marca de 30 lançamentos;

– Mínimo de um dia, se arremessou em dois dias consecutivos.

O mundial também traz a regra de misericórdia. Caso haja uma diferença de 10 ou mais corridas a partir da sétima entrada, o jogo acaba e o mesmo acontece se a diferença for de 15 ou mais corridas na quinta entrada.

Para aonde iremos?

A equipe que avançar para o World Baseball Classic irá entrar no grupo B, que terá sede em Seul, Coreia do Sul e terá seus jogos realizados entre 7 e 10 de março de 2017. O grupo será formado por quem avançar, China Taipei, Holanda e Coreia do Sul, que é um país muito tradicional. A partir daí, o torneio vai se desenrolando e outros grupos vão sendo disputados e as chaves vão sendo montadas até a final.

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