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Chicago Cubs campeão: vovô entre garotos, maldições, melhor campanha e manager louco

Chicago Cubs campeão da World Series

(Crédito: Instagram/reprodução)

Depois de longos 108 anos, o Chicago Cubs voltou a levantar a taça de campeão da World Series. A conquista foi regada de muito sofrimento, uma história incrível por trás e de um exemplo de gestão dentro e fora de campo.

Toda a história começou muito antes dessa geração ter nascida. Depois do título da World Series em 1908, a franquia do Illinois começou a entrar em uma fila que parecia que nunca ia acabar. Para piorar, três incidentes, que foram exorcizados com a conquista, marcaram o time de Chicago. O primeiro foi a história do bode em 1945, em que um fã amaldiçoou os Cubs por eles terem impedido ele de entrar em um jogo da World Series com um bode. Depois, em 1969 houve a história do gato preto. E, por fim, o polêmico lance de Steve Bartman em 2003.

Para acabar com todo esse histórico negativo, uma movimentação chave foi feita em 2011. Thomas Ricketts contratou o executivo Theo Epstein, que havia encerrado uma seca de 86 anos do Boston Red Sox terminando com a maldição do Bambino e que mudou toda a organização dos Cubs durante o seu mandato.

Algumas trocas e negociações mostram o quão importante ele foi. Primeiro ele se livrou de contratos gordos que ocupavam espaço na folha salarial como os de Carlos Zambrano, Alfonso Soriano e Carlos Marmol. Além disso, ele foi fazendo contratações cirúrgicas, que vingaram anos depois. Entre os casos notáveis estão: Anthony Rizzo, Travis Wood, Kyle Hendricks, Jake Arrieta, Miguel Montero, Addison Russell, entre outros. Alguma coisa em comum entre eles? Todos, com exceção de Montero, foram personagens importantes na campanha vencedora.Também podemos citar o ótimo trabalho de contratações e trocas desse ano (Ben Zobrist, Jason Heyward, Aroldis Chapman, Mike Montgomery e a renovação de Dexter Fowler) e o fortalecimento da base, que revelou diversos jogadores.

Uma das cerejas no bolo foi a gestão dentro de campo. Joe Maddon foi contratado para fazer o que ele mais sabe fazer: trabalhar com um elenco jovem e, muitas vezes, com limitações financeiras. De uma campanha de 73-89 em 2014 antes da chegada do novo manager, o Chicago Cubs passou para uma campanha de 97-65 (a terceira melhor da MLB), entretanto parou na final de liga após ser varrido pelo New York Mets. Com os novos reforços, que deram experiência à uma equipe jovem, o time de Illinois conseguiu nadar de braçada, ficando com a melhor campanha da MLB (103-58), e conquistando a World Series de virada, saindo de uma desvantagem de 3 a 1. Além dessa mudança nos resultados, Maddon é um treinador inovador, que gosta de arriscar – como a tentativa de um squeeze no jogo 7 – e que administrou muito bem um elenco que poderia ter seus problemas com os novos jogadores.

Por fim, o ponto alto do time foi David Ross, receptor de 39 anos que entrou no ritmo da garotada e que se tornou o vovô de um elenco muito jovem. Mesmo sem números espantosos, o jogador veterano – que se aposentou após o fim da temporada – passou toda a sua experiência para um time que comprou a sua briga e que lhe respeita muito, como conseguimos ver na festa do título, em que ele foi carregado nos ombros dos jogadores.

Apesar de ter mostrado algumas falhas, o Chicago Cubs tem tudo para continuar vencendo nos próximos anos com a seu núcleo de jogadores jovens. O problema poderá ser o momento em que os contratos terão que ser renovados, mas titio Epstein estará lá para tentar salvar o dia e reconstruir a equipe ou parte dela mais uma vez se for necessário.

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