Coluna Bullpen

Bullpen: suspensões, fim do shift e a péssima fase de Pablo Sandoval

A semana que passou foi muito interessante e teremos três temas para essa edição da coluna Bullpen. Em uma das poucas declarações interessantes após o Spring Training, Joe Girardi disse que ele baniria o shift. Além de comentar isso, abordaremos a péssima notícia de que Pablo Sandoval terá que operar e as novas suspensões por uso de drogas para melhoria de desempenho.

Mais suspensões

Que o mundo do beisebol é f*** todo mundo sabe, contudo, a liga acerta ao ser cada vez mais rigorosa com jogadores que utilizam substâncias proibidas. Além de jogar limpo com quem é fã do esporte, a MLB está buscando cuidar da imagem do beisebol, que vem perdendo público e praticantes para o soccer – nosso futebol.

Apesar de alguns acharem as penas brandas, acredito que o novo sistema é justo. A primeira suspensão é de 80 jogos, a segunda de uma temporada e a terceira rende um banimento vitalício. Quem sabe alguns casos devem receber maior análise e resultar punições mais severas, entretanto, no geral, é muito bom esse tipo de punição ser pré-definida e a decisão não ficar nas mãos do comissário.

Outra coisa muito interessante sobre o assunto é o fato dos jogadores estarem cada vez mais se engajando no assunto e criticando os trapaceiros. Além de ser importante para tentar coibir novos casos – jogador fica mal visto pelos outros e terá que viver um clima estranho após cumprir sua suspensão –, os atletas precisam mostrar a sua indignação, já que quem se dopa está tirando o emprego e o dinheiro de outros pessoas.

Adeus shift

Joe Girardi, manager do New York Yankees, declarou que se dependesse dele não existiria o shift na MLB. Para o comandante, os jogadores têm uma decisão pré-determinada por um motivo e você desconfigura isso ao reposicionar os jogadores.

Em primeiro lugar, não acredito que a liga irá aceitar uma mudança como essa, contudo a medida poderia ser muito interessante para o jogo. Deixando isso claro, a mudança, teoricamente, facilitaria a vida dos rebatedores, o que poderia dar mais emoção para as partidas que vem sendo dominadas pelos arremessadores e pelos shifts.

Por outro lado, poderíamos ver alguns jogadores mais limitados tendo um desempenho melhor e a vida dos arremessadores iria se tornar mais difícil. Com certeza é uma decisão difícil de se tomar. Cabe aos ataques acharem fraquezas e estratégias para bater o shift enquanto ele for legal.

Contratação horrível

Até o momento, Pablo Sandoval vem sendo uma das piores contratações da história do Boston Red Sox. Além de ganhar muito dinheiro (por volta de US$20 milhões anuais), o terceira base não vem dando retorno em campo e foi um dos motivos da péssima campanha de 2015.

Defendendo a contratação, o três vezes campeão da World Series vinha de quatro temporadas com aproveitamento de 27,8% ou mais, com, pelo menos, 12 home runs. Além disso, a outra boa opção no mercado era Chase Headley, que permaneceu nos Yankees e também não vem jogando bem. Em comparação a Headley, Sandoval é mais jovem.

Por outro lado, Sandoval sempre foi um jogador pesado e que, aparentemente, não vem conseguindo se manter em forma. Outro fato alarmante foi o longo contrato, o que compromete o futuro, impedindo uma tentativa de troca e um possível investimento em outro jogador. Quem vive isso atualmente é o New York Yankees, que paga salários astronômicos por jogadores que não rendem o mesmo que em seus melhores anos, como, por exemplo, Alex Rodriguez e CC Sabathia.

Grande parte do problema foi o alto valor pago em um jogador bom, que foi supervalorizado após bons jogos de playoffs. O que resta para a franquia de Massachusetts é tentar recuperar o Pablo Sandoval dos velhos tempos para reduzir o prejuízo momentâneo.

Clique aqui e confira a coluna, que também fala do Panda, em que comento sobre as ações no mercado dos Yankees e dos Red Sox.

Comments
To Top