Bullpen

Bullpen: Paulo Orlando titular, mudança nas regras e Tim Lincecum

Na última edição do mês, a coluna Bullpen irá falar de três tópicos, sendo que o principal deles será as mudanças nas regras aceitas pelo Comitê de Competição da MLB. Além disso, falaremos sobre a contratação de Tim Lincecum, citarei rapidamente André Rienzo e, para os mais ufanistas se alegrarem, Paulo Orlando também será tema da nossa tradicional coluna de beisebol.

Mudança nas regras

Para quem não sabe, o Comitê de Regras aprovou a alteração da zona de strike – elevação da parte inferior dela – e também o walk intencional. Apesar da aprovação, as mudanças ainda precisam passar por uma burocracia para entrar em vigor. Clique aqui e saiba mais.

Começando pela mudança mais significativa, reduzir a zona de strike pode ser muito útil, já que podemos forçar melhores arremessos para os rebatedores e termos mais rebatidas. A mudança viria em um momento oportuno, em que os arremessadores estão assumindo o controle do esporte. Por outro lado, poderíamos ter muitos walks, e o jogo continuaria parado para os muitos que acham o esporte lento e sem tanta ação.

Outra coisa importante para se falar é que a alteração seria resultado de uma tendência dos árbitros aumentarem a zona de strike. Então, a decisão do Comitê de Competições não mudaria muito o jogo beisebol. Talvez cause um pequeno impacto no início, mas o comodismo e a tendência de ampliar a zona poderá voltar. Resta esperar para ver se algo vai mudar e se realmente será colocado em prática a mudança.

Passando para o walk intencional, é uma grande mudança. Dar o passe livre é muito interessante por economizar o tempo em que o arremessador teria que jogar quatro bolas e todos perdem seu tempo pela falta de ação. É verdade que, raramente, acontece de a bola ser lançada de forma errada e ter uma rebatida, contudo, como já ressaltei, não chega a acontecer em uma boa porcentagem de vezes para dar a mínima emoção.

A única coisa que critico é a necessidade de apenas sinalizar que o rebatedor deve receber a base de presente. Para mim, deveria ser igual no passado e no vídeo game, o pitcher joga uma bola ruim e o receptor sinaliza que é um walk intencional. Dessa forma, quem sabe sai a rebatida nessa única bola e o ritmo do jogo não é quebrado.

Atenção! Comissário Rob Manfred, pessoa quem eu já elogiei diversas vezes, se quer que tempo das partidas seja reduzido, por favor, acelere o processo de revisão e force os managers a decidirem mais rapidamente se querem ou não desafiar.

Tim Lincecum

Tim Lincecum, que fez sua carreira no San Francisco Giants, assinou contrato com o Los Angeles Angels e, depois de passar por alguns jogos nas ligas menores, deverá assumir uma posição na rotação titular (final de junho, início de julho). Apesar do desespero da franquia de Los Angeles para tentar manter a temporada vida, arremessador titular não é a melhor posição para o ex-cabeludo jogar.

Os últimos anos de Lincecum foram de ERA alto e WHIP alto – desde 2012 ERA acima de quatro e WHIP acima de 1,30. Além disso, o número de entradas arremessadas reduziu, principalmente por problemas de lesão.

Com esse cenário, eu utilizaria o jogador de 31 anos no bullpen. Além de ser um cara que pode jogar várias entradas e economizar o braço dos relievers em alguns jogos, Lincecum poderá ser uma válvula de escape em algumas situações ocupando uma posição de rotação titular e, bem ou mal, ele é um cara consistente e que mostrou ser uma ótima opção entrando durante a partida.

Quem eu vejo, de certa forma, na mesma situação é André Rienzo. O brasileiro geralmente começa muito bem as partidas, entretanto ele perde a mão durante os jogos, começa a ceder walks e rebatidas e termina ficando com números ruins. Então, aproveitando o bom desempenho no bullpen em 2015, utilizando esse arranque e com Rienzo tendo um braço mais forte, podendo jogar três ou quatro entradas em uma partida, essa é uma posição muito boa para o brasileiro, que tem uma excelente bola de curva.

Orlando titular

Paulo Orlando ganhou espaço com a lesão de Alex Gordon e irá assumir o campo direito, já que Jarrod Dyson foi deslocado para o campo esquerdo. Mesmo assim, o único brasileiro campeão da World Series já merecia ser titular.

Além de, na minha opinião, Orlando ser um jogador mais sólido defensivamente, ele vem demonstrando bom aproveitamento no bastão (40,6%) e é uma atleta com muita velocidade, algo que faz parte do jogo dos Royals. Além disso, Dyson não vem produzindo tanto – aproveitamento de 25%, com seis corridas impulsionadas e oito bases roubadas, contra um home run, 10 corridas impulsionadas e duas bases roubadas.

Quem sabe com mais tempo Paulão consiga se firmar e, se Ned Yost não mudar de ideia, ele consiga jogar bem a ponto de conseguir uma troca para uma franquia em que ele possa jogar mais e, finalmente, assinar um contrato com seus primeiros milhões.

Popular

Copyright © 2015-2021 - https://www.quintoquartobr.com/

+18 Jogue com responsabilidade


Copyright QuintoQuartoBR

To Top