Coluna Bullpen

Bullpen: Brasil pagou caro por seus erros e mereceu a eliminação

Brasil foi eliminado do World Baseball Classic após perder para a Grã-Bretanha

(Crédito: Twitter/reprodução)

Doeu e como doeu. O Brasil, que veio com um jogo muito ofensivo e demonstrou um bom beisebol, foi eliminado da classificatória do World Baseball Classic da maneira que ninguém esperava, na repescagem para a Grã-Bretanha, que é a terceira força do grupo. Contudo a eliminação foi assinada com o próprio punho e não com o do adversário.

No jogo contra Israel – jogo entre os vitoriosos da primeira rodada – um erro de Irait Chirino, que foi encoberto, deixou Nate Freiman na segunda base. Em seguida, Dante Bichette Jr. erra uma bola de dificuldade média e os israelenses ficam a um sacrifice fly de anotar uma corrida. O que acontece? Cody Decker consegue impulsionar o seu companheiro de equipe que faz a única corrida do jogo.

Contra a Grã-Bretanha, na terceira entrada, logo após o Brasil abrir 2 a 0, André Rienzo perde a cabeça após cometer um balk, algo que não deveria acontecer com o arremessador mais experiente do time. Logo em seguida uma rebatida dupla e um hit by pitch, que deixa as bases cheias. Com dois eliminados, Rienzo dá outro hit by pitch e cede a primeira corrida para o Reino Unido. Em seguida, Leonardo Reginatto erra em uma bola rasteira e o primeira base Reinaldo Sato também não vai bem. Apesar de eles conseguirem fechar a entrada nesse lance, outras duas corridas foram cedidas, sendo que uma delas poderia ter sido evitada se Reginatto não tivesse arremessado para a primeira base, e liderança passa a ser dos nossos adversários.

Além disso, não podemos de deixar de falar do ataque. Contra os britânicos, na quinta, sexta e sétima entrada tivemos dois corredores em base com um ou nenhum eliminado e as chances foram desperdiçadas. Vale notar que, na sétima entrada, era ‘só’ fazer um sacrifice fly para empatar e que na, sexta, um bunt virou um fly out. Também tivemos bases lotadas na oitava entrada com um eliminado. Por fim, com dois eliminados, no último inning, o Brasil tinha Muñiz na segunda base como sua última esperança e ele tenta roubar a terceira base em um movimento inexplicável e que, aparentemente, não foi um pedido da comissão técnica.

Podemos também dizer que algumas situações foram jogadas no lixo contra Israel.

Em suma, o Brasil perdeu a vaga para si mesmo. Sem querer tirar o mérito dos nossos adversários, que conseguiram fazer grandes partidas, mas a seleção teve a faca e o queijo na mão para conseguir se manter vivo na competição e não aproveitou. Como consequência, os comandados de Barry Larkin pagaram muito caro por seus erros e pelas diversas chances de anotar corridas desperdiçadas.

Apesar disso tudo, já fomos eliminados e temos que começar a olhar para o lado bom. Nesse elenco temos bons talentos que poderão representar o Brasil no futuro caso não estejam na MLB. Entre os principais nomes estão: Bo Takahashi, Luis Paz, Edilson Batista, Eric Pardinho e Gabriel Maciel. Além disso, temos Luiz Gohara e Daniel Missaki, que não puderam participar. Podemos também citar que Leonardo Reginatto, que ainda terá idade para jogar mais um World Baseball Classic, assim como os irmãos Bichette. Além disso, temos que ver como estarão Yan Gomes, Paulo Orlando e André Rienzo. Por outro lado, esse foi o adeus de uma geração que fez muito por esse time – levou a equipe para o World Baseball Classic de 2013 e quase venceu o Japão em solo nipônico, além dos outros bons jogos – e o principal nome vai para Juan Carlos Muñiz, cubano que mostrou ter muita raça e que deu o sangue em campo por essa camisa.

O lado ruim de tudo isso é que Brasil no Mundial só em 2020.

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