MLB

Jenrry Mejia irá apelar do seu banimento vitalício

Jenrry Mejia, ex-arremessador de bullpen do New York Mets, quer desafiar o acordo que ele fez de não apelar contra seu terceiro teste de doping positivo, o que levou ao seu banimento vitalício do beisebol.

Banido em 12 de fevereiro, Mejia falou em coletiva de imprensa na sexta-feira no escritório de um de seus advogados. Eles acusaram a MLB de orquestrar o terceiro teste positivo, porque Mejia negou citar outro indivíduo, quem ele não quis identificar, no uso de substâncias dopantes. A liga nega as acusações.

No último dia 11 de abril, Mejia foi suspenso por 80 jogos por uso de estanozolol, uma droga popular entre fisiculturistas, agora, ele admite ter usado a substância. Ele voltou a jogar em 12 de julho. Após sete jogos pelos Mets, ele foi suspenso por 162 jogos no dia 28 de julho por uso de estanozolol e boldenona.

“Eles me perguntaram se eu conhecia alguém. Eu lhes disse que não poderia dar-lhes informações sobre essa pessoa”, disse Mejia, se referindo a uma discussão no verão (nosso inverno) passado. “Eles me disseram que se eu apelasse, eles tinham um terceiro teste, eles poderiam verifica-lo, eles poderiam me banir por toda a vida, como eles estão fazendo agora, mas se eu não apelasse, eles me deixariam em paz. Eu poderia voltar a treinar e voltar ao beisebol após a segunda suspensão”.

Falando principalmente em espanhol, com alguns momentos ocasionais em inglês, Mejia disse que seu agente Peter Greenberg estava presente quando a ameaça foi feita. Greenberg não respondeu um email em busca de comentários.

Enquanto o advogado Vincent White disse que Mejia se recusou a envolver outro jogador, o arremessador falou que o indivíduo em questão não era um jogador.

“Eu tenho minha dignidade”, disse Mejia. “Eu posso limpar meu nome por mim mesmo, lutando no meu caso, mas eu não vou limpar o meu nome jogando alguém em frente a um ônibus”.

Greenberg e oficiais da Associação de Jogadores da MLB (MLBPA) não participaram da entrevista coletiva.

Mejia, que se tornou o primeiro jogador de beisebol a ser suspenso de forma vitalícia por usar substâncias para melhoria de desempenho, negou ter se dopado em abril: “eu posso dizer, honestamente, que eu não tenho ideia de como uma substância proibida acabou em meu organismo”, contudo agora admite ter usado substâncias proibidas no primeiro teste positivo. Ele continua negando ter usado algo proibido para provocar o segundo e terceiro teste positivo.

“Eles não podem fazer o passa tempo da América como um filme policial ruim da década de 70”, disse White. “Acreditamos que a nova informações que descobrimos nos permite reabrir o assunto e estamos trabalhando com a união para acabar com isso agora”.

Mejia pode tentar uma reintegração, via pedido ao comissário Rob Manfred, no próximo mês de fevereiro. Manfred, ao seu critério, pode deixar o atleta voltar ao beisebol, mas não antes da temporada de 2018. Se o pedido for negado, Mejia pode pedir para um árbitro, no sentido de mediador, de beisebol para acabar com o banimento, mas a punição tem que ser de, pelo menos, dois anos.

“Infelizmente, os comentários feitos pelo Sr. Mejia e seus representantes hoje continuam um padrão de atletas contratando advogados agressivos, que fazem alegações sem base sobre a conduta dos outros em um esforço de limpar o seu nome”, disse a MLB em comunicado. “A ficha do Sr. Mejia demonstra que ele era um usuário de substâncias dopantes proibidas. Como tal, de acordo com nossas regras negociadas coletivamente, ele não tem lugar como jogador ativo no jogo”.

Uma pessoa familiarizada com o acordo entre a MLB e a MLBPA de não desafiar o terceiro teste positivo disse que as partes discordam sobre quando o banimento vitalício começa, se é imediatamente ou após ele cumprir os 99 jogos da segunda punição. Sob o acordo, a punição começou imediatamente e deixa Majia elegível para uma potencial reintegração no início da temporada de 2018.

White disse que Michael Rubin foi contratado para ajudar a determinar se o acorde de não apelar do terceiro teste positivo pode ser contestado.

Majia disse que recusou uma oferta de um time sul-coreano não identificado.

“Eu quero jogar no nível de Major League de novo, mas eu tenho que limpar o meu nome primeiro”, disse ele.

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