NFL

Peyton Manning anuncia fim da carreira e diz: “Deus abençoe o futebol americano”

(Crédito: Twitter/reprodução)

(Crédito: Twitter/reprodução)

A hora de dizer “adeus” chegou nesta segunda-feira, dia 7 de março. Exatamente um mês depois de levantar o Vince Lombardi Trophy após a vitória no Super Bowl 50, Peyton Manning oficializou sua aposentadoria do futebol americano profissional, em coletiva realizada na sede do Denver Broncos, no Colorado.

➤ Especiais Manning: As 18 do 18: de primeira escolha em 1998 ao título do Super Bowl 50

➤ Especiais Manning: Nove motivos pelos quais sentiremos (muita) falta de Peyton Manning na NFL

➤ Especiais Manning: Redzone – Peyton Manning é o maior da história da NFL?

Após Joe Ellis, presidente do Denver Broncos, falar sobre a importância de Manning para a franquia do Colorado, foi a vez de John Elway, vice-presidente executivo de operações e general manager da organização, compartilhar seus pensamentos em relação à aposentadoria do camisa 18.

“Não existe nenhum cara da NFL que pode falar que já fez tudo. ‘Já fiz tudo como quarterback’. O Peyton Manning pode”, falou Elway. ““Para mim, o que é mais incrível, é a maneira como ele trabalha, a ética profissional”, prosseguiu.

O general manager dos Broncos também elogiou o modo como Manning mudou o esporte.

“Ele revolucionou o esporte. O que ele faz antes do snap é impressionante. Ele usa tudo o que Deus lhe deu para ser um grande jogador de futebol americano. É por isso que ele é tão grande”, frisou.

O técnico Gary Kubiak também falou na sequência e exaltou todas as qualidades do quarterback com quem trabalhou por apenas uma temporada, mas que marcou sua vida na NFL.

“Para mim foram apenas nove meses, mas vou lembrar pelo resto da minha vida”, observou o emocionado head coach.

O comandante dos Broncos focou na história da recuperação de Peyton durante esta temporada que passou, quando o quarterback sofreu com lesão no pé.

“Eu acho importante contar essa história. Essa temporada foi maravilhosa, mas foi difícil. Nove semanas dentro da temporada, foi um jogo complicado contra os Chiefs, e eu sabia que ele não estava bem, com dor no pé. Nas próximas sete semanas, foram muitas reuniões. Lembro que ele tirava o gesso, vinha falar comigo. ‘Eu quero voltar, quero jogar’. Eu disse: ‘semana que vem’. Ele me disse: ‘eu não quero ser uma distração, ainda não estou pronto para jogar. Quero que todos pensem na equipe’”, revelou. “Esse processo aconteceu durante algumas semanas. Houve altos e baixos. E, de repente, as coisas começaram a ficar diferente. Faltavam duas semanas para a temporada regular terminar. Decidimos manter a mesma estratégia. Eu sentei, fui ver a gravação do treino dele, e vi uma coisa diferente naquele exercício. Durante o trabalho, ele fez um sinal para mim pra gravação. Ele estava pronto, sou o número 1 e quero jogar. Depois ele me falou que estava pronto para liderar a equipe e ele estava certo. Durante o mês seguinte, foi a diferença que fez no final da temporada. Tenho o máximo de respeito pelo que você fez. Obrigado por ter agido assim”, completou.

Antes de a estrela da noite começar a falar, um vídeo de homenagem a Peyton Manning foi reproduzido em um telão na sala de imprensa, mas a hora mais esperada veio na sequência.

Peyton Manning esperou alguns instantes e respirou antes de começar o seu discurso. Foi o momento necessário para segurar a emoção. O lendário signal-caller falou sobre o começo de sua carreira e uma parte importante do começo da sua fala foi um ‘jogo de numerologia’.

“18 anos. 18 é um número bom. Hoje eu abandono o futebol americano profissional. Eu quero agradecer Nova Orleans, eu nasci lá. Eles torcem para os Saints e torcem para quem nasceu lá”, falou Manning.

Antes de entrar na NFL, Peyton resolveu jogar seu último ano na Universidade do Tennessee, antes de se declarar para o draft, e ele admitiu que essa foi uma decisão muito acertada. E, logo depois de frisar isso, o quarterback não deixou seu conhecido senso de humor de lado nem em sua coletiva de despedida.

“Eu tive um recorde de interceptações para um novato, recorde que eu tenho até hoje, e sempre torci para alguém quebrar esse recorde”, afirmou, arrancando risadas dos jornalistas, e seguiu falando do Indianapolis Colts.

“Vocês não sabem a alegria que eu tive durante 14 anos e minha família é muito grata. Muitos dos Colts serão amigos para a vida toda. Naquela época, era só basquete e automobilismo, mas os Colts mudaram isso”, prosseguiu.

Peyton Manning agradeceu aos cinco técnicos com quem trabalhou em sua carreira (Jim Mora, Tony Dungy, Jim Caldwell, John Fox e Gary Kubiak) a todos seus companheiros de equipe com quem dividiu o campo durante sua trajetória profissional.

“Com certeza, com certeza (vou sentir saudades). Essas coisas simples são as mais importantes. Eu vou sentir saudade de jogar à frente de tantos torcedores, tanto dentro quanto fora de casa. Eu até vou sentir saudade dos torcedores dos Patriots lá em Foxborough, porque eles também vão sentir de mim, já que tiraram muitas vitórias de mim”, pontuou. “Torcedores, vocês são a essência do que faz esse esporte tão impressionante”.

Manning foi um homem de muitas reflexões durante sua despedida. Primeiro, falando que “o homem vai ser o que ele pode ser se receber as oportunidades necessárias” e depois sumarizando sua carreira na liga.

“Quando eu avalio a minha carreira na NFL, eu sei que fiz tudo o possível para ajudar meus companheiros a sair de campo com uma vitória. Houve jogadores mais talentosos, mas sei que ninguém se preparou mais do que eu e por isso não tenho nenhum arrependimento. Eu lutei uma grande luta. Terminei minha carreira no futebol americano. E, após 18 anos, é a hora. Deus abençoe a todos e Deus abençoe o futebol americano”, exaltou.

E o final do discurso não poderia ser melhor: “Omaha!”.

Comments
To Top