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No 2º ano de Gus Bradley, Jaguars seguem renovação sem ligar para placar

Jaguars camp

Grande Jacksonville Jaguars. Nas três últimas temporadas foram onze vitórias em quarenta e oito jogos. Aliás, depois da temporada 2007/08, quando a equipe eliminou o Pittsburgh Steelers (sim, pois é) e foi eliminado pelo invicto até aquele momento New England Patriots, as temporadas vêm e vão carregadas de decepções e derrotas.

Então já aviso agora: isso não mudará este ano. Mas o caminho pedregoso pode levar a uma bela pastagem. O técnico Gus Bradley, ex-coordenador defensivo do Seattle Seahawks, fará seu segundo ano pela franquia. O GM Dave Caldwell também. E ambos começam a juntar as peças para fazer a equipe fazer alguma diferença na NFL, o que não acontece há algum tempo.

A primeira delas é o quarterback Blake Bortles. Porém, ele deve sentar no banco este ano e ser trabalhado para ser um QB de alto nível para os próximos anos. O titular será Chad Henne, que se não é a oitava maravilha do mundo, pelo menos não é a pior coisa que já botou capacete na NFL: Blaine Gabbert.

E Caldwell ainda conseguiu uma escolha de sexta rodada por ele. Henne olhará para seu já conhecido Cecil Shorts III, mas também para os novatos Marqise Lee e Allen Robinson, ambos draftados na segunda rodada este ano. Poderia também passar para Justin Blackmon, mas esse é um caso perdido pela falta de cabeça e deve receber uma dura suspensão da NFL por suas escorregadas fora de campo. Na posição de tight end, Marcedes Lewis obviamente não é o mesmo de 2010, mas pode também ter algum impacto.

Quem não terá impacto nenhum é Maurice Jones-Drew. Mas não porque ele seja ruim, mas porque saiu de Jacksonville, onde foi draftado em 2006, e foi para Oakland. Os Jaguars trouxeram Toby Gerhart, o coitado que é bom mas teve que ser a sombra de um dos melhores running backs da história, Adrian Peterson. Sendo o principal nome do ataque terrestre, Gerhart pode mostrar se será o RB dos anos mais dourados do Jaguars ou se seu contrato de três anos é muito longo para um jogador de 27 anos que tem quase o mesmo número de touchdowns que de fumbles (8 x 7).

A linha foi reforçada com o guard Zane Beadles, ex-Denver Broncos, mais a escolha de terceira rodada e também guard Brandon Linder e temos que contar também com Luke Joeckel, primeira escolha do draft de 2013, que perdeu boa parte da temporada passada.

Já na defesa, a especialidade do treinador, o negócio não tem muito como piorar. A equipe foi a quinta que mais cedeu jardas e pontos e a sexta que menos interceptou. A pressã no QB adversário também foi deficiente. Curiosamente, o melhor jogador da equipe é um defensor: o linebacker Paul Posluszny. E por ele a equipe não foi uma das piores em tackles também, já que o camisa 51 foi o segundo na liga que mais deu tackles.

Porém não foi trazida muita ajuda para o middle linebacker no draft, com as melhores escolhas sendo reservadas para jogadores de ataque. Pela free agency foi reforçada em especial a linha defensiva. Chris Clemons, ex-Seahawks, deve dar sua contribuição mesmo aos 33 anos, assim como Ziggy Hood na posição de nose tackle. Red Bryant, também vindo de Seattle também foi contratado.

Ou seja, Andrew Luck, Jake Locker e Ryan Fitzpatrick devem pelo menos sentir uma brisa depois de receber o snap. Com um ataque em construção, os Jaguars podem ser um pouco mais interessantes que nos últimos anos. Mas no final, pelo menos por enquanto, oito vitórias e oito derrotas são só um sonho.

O CARA: Paul Posluszny. Ser o segundo da NFL em tackles não é para muitos

O PRIMEIRO JOGO: contra o Philadelphia Eagles, fora de casa, no domingo, 7 de setembro.

O GRANDE JOGO: contra Indianapolis, em casa, na semana 3 (21/09). Como disse, playoffs são um oásis, mas o duelo difícil em casa pode mostrar quem segura a bronca quando o time subir de nível e quem não ficará para o tempo de vacas mais gordas.

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