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Redzone: o Atlanta Falcons é confiável?

Atlanta Falcons Devonta Freeman

Crédito: Instagram/reprodução

A semana 2 está praticamente terminada e normalmente eu venho aqui na Redzone para falar de vários times e muitos assuntos, fazendo uma salada de frutas que foram pisoteadas no CEAGESP. Pois bem, hoje falo de só um assunto. Apenas uma equipe.

Trabalhando com o que trabalho hoje – produção de conteúdo e SEO, entre outros serviços, mais domésticos e que me pagam por hora – eu já escrevi inúmeros textos com o título é ____________ (insira nome aqui) confiável?

O Atlanta Falcons é confiável? Eu acho que sim.

Os medos que tinha com o Atlanta Falcons

Eu não fui um grande apoiador dos Falcons na temporada passada, só entrando no barco capitaneado por Matt Ryan quando o time simplesmente deslizou sobre o Seattle Seahawks e o Green Bay Packers nos playoffs. Escolhi os Patriots para ganhar o Super Bowl LI e, por três quartos, fui nocauteado. Os Falcons eram tudo isso mesmo, até o lateral Léo teria que admitir. O último quarto… deixa para lá.

Enfim, na prévia para esta temporada, meu estimado colega Bruno Bataglin falou em juntar os cacos. Para mim era muito claro quais eram as dúvidas: o trauma causado pelo apagão completo em Houston e se o ataque conseguiria ser tão plural e imprevisível, amassando os adversários, depois que o coordenador ofensivo Kyle Shanahan saiu.

E os dois primeiros jogos foram importantíssimos para eu formular uma opinião. Na partida contra os Bears, o time não foi bem e ainda poderia ter perdido no fim. Só que bater em um time ruim fora de casa pode ser positivo: os Falcons conseguiram segurar uma vitória quando jogaram mal, algo que todo time bom tem que fazer. E, como era o primeiro jogo da temporada, quando as turbinas ainda não estão quentes, os jogadores não têm ritmo e, ainda jogando em um estádio aberto, o time de Atlanta poderia perfeitamente ter perdido.

Já no segundo jogo, lidando com a atenção nacional, já que é o Sunday Night Football e sabendo tudo que isso significa – perguntas sobre o 28 a 3, vídeos na transmissão, ainda a expectativa de estrear um novo estádio – os Falcons esmagaram os Packers, que tinham feito bom papel na semana 1. O time de Aaron Rodgers ainda teve uma pequena reação, algo que poderia ter feito o milho da pipoca começar a estourar caso estivéssemos tratando de uma equipe traumatizada pelo Super Bowl.

Tá, mas o que tem nesse time?

Mesmo que o ataque, agora nas mãos de Steve Sarkisian, caia um nível em relação ao trabalho sensacional de Shanahan ao longo da temporada, esse time tá lotado de playmakers. Devonta Freeman – dois TDs ontem – e Tevin Coleman – um TD aéreo – podem carregar o ataque pelo chão e assim Sarkisian colocar apenas eles, mais um ou dois tight ends e um ou dois recebedores, para forçar a equipe rival a investir em jogadores mais pesados e ainda poder explorar o play-action.

E com Matt Ryan, uma linha ofensiva boa, com Wes Schweitzer conseguindo se recuperar de uma semana um muito ruim para um bom jogo contra os Packers, o time pode colocar três recebedores wide receivers – o espetacular Julio Jones, o veloz Taylor Gabriel, o bom Mohamed Sanu, etc – sem problemas. Ou seja, o time pode te matar de vários jeitos diferentes.

E, na defesa, que me surpreendeu no Super Bowl LI – de novo, considerando os três primeiros quartos – por sua capacidade de jogar na marcação homem a homem e sua velocidade, parece ter evoluído. Vic Beasley – que sofreu uma lesão na coxa – é um dos melhores pass rushers que há e tudo que você quer na vida é ele apressando o QB, que passa rápido e a bola vai na direção de Desmond Trufant. Sim, ele mesmo, que não jogou na reta final da temporada passada e nem nos playoffs e é o segundo melhor jogador da defesa. O time ainda teve uma excelente atuação de Brian Poole, marcando o recebedor que jogou no slot.

Caso você não tenha jogadores geniais em técnica, poder apelar para a velocidade é mais do que necessário, para causar confusão no ataque rival e poder forçar turnovers. A pancada que Aaron Rodgers tomou ontem ao fazer um passe que foi considerado para trás e portanto um fumble, é a prova disso: essa defesa é ligada no 220v e com os nomes citados mais o safety Keanu Neal e o linebacker Deion Jones, De’Vondre Campbell, Robert Alford… esse time sabe bater.

E ainda tem a questão da NFC para o Atlanta Falcons

A Conferência Americana (AFC) tem seis times que já mostraram a que vieram em maior ou menor intensidade. New England Patriots no Leste, Baltimore Ravens e Pittsburgh Steelers no norte e Kansas City Chiefs, Denver Broncos e Oakland Raiders no Oeste. O Tennessee Titans deve levar o sul porque a tabela é uma molezinha, os Texans pelo visto vão sofrer no ataque e o Jacksonville Jaguars tem Blake Bortles e Deus não vai premiar isso.

Mas na Conferência Nacional (NFC), não há certezas. O Dallas Cowboys levantou a defesa na semana 1, mas foi contra um New York Giants com uma péssima linha ofensiva, Eli Manning em clara decadência e sem Odell Beckham Jr. O Carolina Panthers tem uma defesa que tem tudo para ser muito boa, mas o ataque parece fora de sintonia, com Christian McCaffrey ainda tendo que se acostumar à velocidade do jogo. O Seattle Seahawks pode ser a lástima do ano, sendo derrubado por causa de sua linha ofensiva patética. A lesão de Sam Bradford pode tirar vitórias importantes dos Vikings e por aí vai.

O único time que depois de dois jogos está aí, firme e forte, na NFC, é o Atlanta Falcons.

Nós já vimos diversas vezes uma equipe talentosa perder uma final de forma traumática e voltar logo depois para vencer tudo. Clemson fez isso e ainda contra o mesmo rival que tinha perdido antes, Alabama. O Denver Broncos voltou para o Super Bowl e depois de um sacode contra o Seattle Seahawks, sacudiu a poeira, reformulou o time e bateu o Carolina Panthers no Super Bowl 50. Golden State Warriors idem contra o Cleveland Cavaliers, depois que o Cleveland Cavaliers foi o time a superar uma derrota e voltar no ano seguinte para ganhar um título.

Eu realmente acho que o Atlanta Falcons é confiável e pode voltar ao Super Bowl. É a semana 2, uma pancada forte em Matt Ryan e esta previsão vai para o saco, etc, etc, etc. Mas, se nos basearmos em talento e possibilidades na divisão e conferência e tirarmos desastres, estou confiante nesse palpite.

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