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Quinta Descida: por que Peyton Manning e não Brock Osweiler?

Captura de Tela 2016-01-13 às 16.35.12É semana de semifinal de rodada de divisão dos playoffs da National Football League. Dos times que irão estrear na pós-temporada nesta rodada, somente o Denver Broncos parece não estar sendo tratado como franco favorito em seu confronto. A indefinição entre continuar com Brock Osweiler ou apostar no retorno de Peyton Manning fez com que especialistas, mídia e torcedores ficassem com dúvidas sobre a real qualidade dos Broncos.

No final, a titularidade ficou com Peyton Manning e claro que não faltaram críticos em relação à decisão. Argumentos de que ele está velho, sem ritmo e sem a mesma pontaria não param de pipocar aqui e ali e, pior de tudo, esquecem do que o camisa 18 é capaz, mesmo sem a juventude de outros tempos. Prova disso? A partida de semana 17 contra os Chargers, quando Manning entrou em campo para levar os Broncos a vitória e garantir a primeira colocação da AFC.

Seria possível analisar a entrada de Manning de várias maneiras: explorando a secundária dos Chargers, abrindo caminho para o jogo corrido, mas aqui vou me focar na sua atuação pré-snap. Sua leituras da defesa, audibles e hard-countings são dessas coisas que é preciso ver para entender a genialidade, e Manning deu uma prova disso em dois lances seguidos do jogo.

Primeiro, uma primeira descida para 10 jardas. Manning chamou inicialmente um audible na linha de scrimmage, o que deixou a defesa atenta para um snap na próxima movimentação. Foi então que o quarterback gritou o clássico “Omaha!”, que normalmente é seguido de outro comando, esse sim para que a bola seja colocada em jogo. Só o jogador não deu seu segundo grito, e sim maneou levemente a cabeça, o suficiente para que dois jogadores da defesa de San Diego caíssem no false start induzido de Manning. Com isso, 5 jardas de graça para Denver e uma primeira para cinco.

Na jogada seguinte, os Chargers preparam um blitz pelo direito do ataque. Manning enxerga isso, avisa sua linha e reposiciona C.J. Anderson, agora fica do lado direito de Manning, preparado para um corrida pelo lado fraco da defesa.

broncos manning

A mudança foi providencial: com a corrida para o lado esquerdo, Anderson tem só precisou encontrar os buracos de sua linha ofensiva para chegar na secundária dos Chargers, que demora para se recuperar na jogada e não consegue impedir o touchdown.

Nessas duas jogadas, Manning não precisou em nenhum momento soltar o braço, mas sim pensar o jogo, algo que faz com maestria. Ele pode estar velho, mas sua experiência e inteligência dentro de campo ainda são inigualáveis. Os Broncos irão começar a partida contra os Steelers no próximo domingo com o que têm de melhor.

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