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NFLPA apresenta queixa contra política do hino aprovada em maio

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(Crédito: Twitter/reprodução)

A Associação de Jogadores da NFL (NFLPA) registrou uma queixa questionando a legitimidade da nova política de hino nacional da liga.

“A alegação do sindicado é que esta nova política, imposta pelo órgão regulador da NFL sem consulta à NFLPA, é inconsistente com o novo acordo coletivo de trabalho e infringe os direitos dos jogadores”, declarou a NFLPA em comunicado.

A Associação de Jogadores, que não foi consultada sobre a mudança na política, argumenta que a manifestação pacífica durante o hino não se qualifica como “conduta prejudicial à integridade e confiança do público da Nationall Football League”.

A liga precisará contar com os amplos poderes conferidos ao comissário por meio da política de conduta pessoal, inclusive aplicando a frase “conduta prejudicial”, para decidir se multa as equipes que os jogadores se manifestarem durante o hino. Os fãs da NFL estão acostumados a ouvir essa frase como justificativa para penalizar jogadores acusados de comportamentos ilegais ou antiéticos.

A NFLPA argumenta que ajoelhar durante o hino não se qualifica como conduta prejudicial, evidenciada pelo fato que a liga disse que os jogadores têm o direito de usar sua plataforma para evidenciar questões importantes para eles. O sindicato acredita que permitir que manifestações pacíficas sejam motivo para punição estabeleceria um precedente terrível, que poderia permitir punições por outras manifestações pacíficas, incluindo rezar.

A NFL não comentou a queixa prestada pela NFLPA. Em maio, a liga aprovou política que exige que os jogadores e comissão técnica fiquem em pé na linha lateral do campo. Os jogadores têm a opção de ficarem no vestiário enquanto o hino é tocado.

A NFL tem dez dias para responder por escrito as acusações contidas na queixa. Se o problema não for resolvido, a NFLPA poderá recorrer a um árbitro. A queixa será ouvida por quatro árbitros aceitos por ambas as partes. A audiência provavelmente ocorrerá dentro de 30 dias, mas queixas dessa natureza podem levar meses para serem resolvidas.

A queixa de conluio que Colin Kaepenick apresentou não foi resolvida desde sua apresentação em outubro. A NFL e NFLPA concordaram em se reunir no final deste mês para iniciar as discussões visando uma resolução do problema do hino.

O sindicato não descartou um potencial questionamento da legalidade da política do hino por meio da justiça de cidades e estados, onde os estatutos proíbem os empregadores de instituir regras como a política do hino.

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