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NFL aprova política que obriga jogadores e treinadores a ficarem em pé durante hino

Roger Goodell, comissário da NFL

(Crédito: Twitter/reprodução)

Os proprietários de franquias da National Football League aprovaram de forma unânime nesta quarta-feira (23) uma nova política que obriga jogadores e membros da comissão técnica a ficarem em pé durante o hino dos Estados Unidos executado antes dos jogos.

Essa política obriga todos que estiverem em campo a ficarem em pé, mas dá a opção para quem desejar de permanecer no vestiário durante o hino.

A nova política promete aplicar multas aos times caso um jogador ou qualquer membro da comissão técnica não demonstre respeito pelo The Star-Spangled Banner.

Esse desrespeito inclui qualquer tentativa de se sentar ou se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA, como vários atletas fizeram nas últimas duas temporadas da NFL.

Os times terão a opção de multar qualquer membro da comissão técnica, além dos jogadores, pela infração.

“Nós queremos que as pessoas tenham respeito com o hino nacional. Queremos que as pessoas fiquem em pé – e são todas – e assegurar que elas tratem esse momento de um modo respeitoso. Isso é algo que achamos que é nossa obrigação. (Mas) também somos muito sensíveis para dar escolhas aos jogadores”, declarou Roger Goodell, comissário da NFL.

Todos os 32 donos de franquias aprovaram a nova política, que fará parte do manual de operações de jogo da NFL e, portanto, não é sujeita ao acordo coletivo de trabalho.

Jed York, proprietário do San Francisco 49ers, disse que se absteve da votação nesta quarta. Ele não disse que se opunha à política nem revelou se outro time se absteve.

A NFL Players Association (NFLPA), sindicato dos atletas da liga, afirmou em nota oficial que vai revisar a política e “contestar qualquer aspecto” que seja inconsistente com o acordo coletivo de trabalho.

Alguns detalhes importantes seguem incertos nas horas seguintes à aprovação, incluindo a multa específica à qual os times estariam sujeitos e como a liga vai definir especificamente o respeito à bandeira do país.

Depois de meses de debates, e mais três horas ao longo de dois dias no Spring League Meeting, os donos de franquias disseram que firmaram um compromisso que acabará com os sentados e ajoelhados durante o hino.

A política anterior exigia que os jogadores estivessem em campo para a execução do hino nacional, mas dizia apenas que eles “deveriam” ficar em pé.

Quando Colin Kaepernick, então quarterback do San Francisco 49ers, começou a se ajoelhar durante o hino em 2016, a liga não tinha nenhuma regra para impedir isso. O movimento atraiu críticas crescentes de Donald Trump, presidente dos EUA, bem como de muitos torcedores, que acreditavam que é um sinal de desrespeito com a bandeira do país.

Proprietários, contudo, estavam divididos em relação a como livrar a liga dessas críticas. Alguns donos de franquias, entre eles Jerry Jones, do Dallas Cowboys, e Bob McNair, do Houston Texans, queriam que todos os jogadores ficassem em pé.

Mais cedo nesta semana, a NFL e a Coalizão dos Jogadores firmaram um pacto que pretende destinar fundos a programas de combate à desigualdade social nos EUA, um dos principais tópicos dos protestos dos jogadores.

Em comunicado divulgado junto com o anúncio da aprovação da nova política do hino, Goodell disse que a liga queria eliminar as críticas que sugeriram que os protestos eram antipatrióticos.

“Foi lamentável que os protestos em campo tenham criado uma percepção falsa entre muitos de que milhares de jogadores da NFL eram antipatrióticos. Isso não é e nunca foi o caso”, ressaltou o mandatário da liga.

Kaepernick e Eric Reid, ex-safety dos 49ers, já entraram com queixas de conluio contra a liga alegando que os times estão os boicotando devido aos protestos. Ambos seguem livres no mercado e sem um novo time.

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