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Quinta Descida: um dia na vida de Luke Ridnour

Crédito: Reprodução

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Luke Ridnour.

Se você conhecia ele antes do dia 24 de junho de 2014, parabéns, você realmente acompanha a NBA. Se você o conheceu no dia 24 de junho de 2014, talvez entenda o porquê do tema da coluna. Porém se o leitor dessa coluna nunca ouviu falar desse ser, não se preocupe, estamos aqui para isso.

Luke Ridnour é um armador oriundo da Universidade de Oregon, lá quebrou o recorde de assistências em uma temporada da equipe, e chegou ao Elite 8 por dois anos consecutivos.

Foi selecionado como a décima-quarta escolha geral do draft de 2003 pelo então Seattle SuperSonics. No estado de Washington, ficou por 5 temporadas, e em seu melhor ano, 2005-06, chegou a ter médias de 11 pontos e sete assistências por partida. Foi envolvido em uma troca para o Milwaukee Bucks, aonde ficou por dois anos, tendo médias de dois dígitos em pontuação.

Foi trocado novamente, agora rumando para o Minnesota Timberwolves, aonde se fixou como bom reserva, mas três temporadas depois, novamente foi trocado de volta para os Bucks. A partir desse momento, nunca mais conseguiu se firmar em uma equipe, e se tornou um andarilho da NBA.

Mas o leitor deve estar se perguntando: “porquê raios eu estou lendo sobre esse tal de ‘Luke Ridnour’?”

Caríssimo leitor, a chave de todo esse texto está nas últimas palavras do quarto parágrafo: andarilho da NBA.

Estamos falando da carreira do não tão ilustre Luke Ridnour para chegar ao ponto principal da coluna dessa semana: o dia 24 de junho de 2015 para esse jogador.

Nesse dia, Luke Ridnour foi trocado. Não uma. Não duas. Mas três vezes em um período de 24 horas.

Para explicar melhor, colocarei em sequência tweets do jornalista americano Adrian Wojnarowski sobre cada uma das trocas que o jogador foi envolvido. Notem para as datas e os horários de cada uma das postgens, chega a ser cruel.

Acho que o jogador pode ganhar prêmio de passagens mais rápida por uma equipe. Suas três horas no Charlotte Hornets se tornaram históricas!

O jogador provavelmente ficou em casa durante todo o período recebendo um turbilhão de mensagens de seu agente. Porém prefiro acreditar no cenário que o site americano SB Nation imaginou: O jogador entra desesperado no primeiro avião para Charlotte que achou. Voa calmo em direção a seu novo destino. A maquina pousa, e Ridnour procura por um táxi em direção ao prédio da administração dos Grizzlies, quando recebe uma seca mensagem que o avisa que ele havi sido trocado, de novo. Ridnour então dá meia volta e compra amargurado uma passagem para Oklahoma.

É, a NBA não é só glamour. Algumas vezes o jogador é usado como moeda de troca, e as equipe nem disfarçam

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