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Quinta Descida: o que esperar no primeiro ano dos cinco primeiros escolhidos no draft da NBA?

Crédito: Reprodução

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No Quinta Descida dessa semana brincamos de Mãe Dináh com as cinco primeiras escolhas do draft da NBA. Vamos abaixo tentar fazer um jogo de imaginação de como será a primeira temporada dos cinco escolhidos na ultima seleção de calouros da liga. Tudo fica mais divertido quando temos uma das classes mais controversas da história (sim, Kristaps Porzingis, estamos falando de você), que teve apenas dois americanos entre o top-5. Vamos então ao que interessa.

1- Karl-Anthony Towns – Minnesota Timberwolves

Talvez a escolha mais lógica de toda a seleção. Towns vem de uma forte escola de basquete (Kentucky), e está em um time que precisa desesperadamente de presença no garrafão. Chega para ser titular, não só pela carência na posição mas também por sua força defensiva. Kevin Garnett irá servir como um mentor, principalmente na questão mental. No nível universitário, Towns se mostrou muito instável mentalmente em situações de derrota. No lado ofensivo, o jogador aprenderá a atacar da maneira mais dura possível: tomando toco de monstros defensivo como Dwight Howard e Marc Gasol. Se em Kentucky não era um prodígio no ataque, na NBA sofrerá mais ainda.

2 – D’Angelo Russell – Los Angeles Lakers

D’Angelo Russell jogou apenas um ano no nível universitário, mais isso já foi o suficiente para colocá-lo no time ideal de college de 2014. Nos Lakers, consigo imaginar duas situações distintas para o jogador de apenas 19 anos: ou ele fica a sombra de Kobe Bryant nos últimos anos de carreira do Black Mamba, ou se torna um dos mais atléticos jogadores que atuaram ao lado do camisa 24. Explico. Russell é um grande atleta. É rápido e ágil e tem grande habilidade como passador, mas em sua pouca idade, ainda não adquiriu a qualidade de fazer decisões muita rápidas e por vezes segura muito a bola. Em um time com Kobe Bryant isso pode ser fatal. Caso desenvolva química com o Mamba, pode se destacar logo em sua primeira temporada, e seria forte candidato a calouro do ano.

3 – Jahlil Okafor – Philadelphia 76ers

Okafor na minha opinião seria a primeira escolha do draft. Ele é um talento nato, tem grande presença no garrafão, podendo se tornar uma força logo em sua primeira partida da NBA. Porém o jogador caiu no Philadelphia 76ers, o time que está armando a mais elaborada reconstrução da história (parece que nem o GM do time sabe aonde irão chegar). Okafor chega em um time que é uma bagunça, vai apanhar muito em sua primeira temporada, e se depender da equipe, não descarto uma troca no meio da temporada. Uma pena, pois poderia se tornar o calouro do ano caso tivesse uma equipe melhor a seu redor.

4 – Kristaps Porzingis – New York Knicks

Sim, a escolha mais polêmica de todo o draft. O jovem letão comemorou seus 20 anos algumas semanas atrás e chega na NBA para aprender. Tem tamanho ideal, paixão pelo jogo, mas simplesmente não está pronto. Além de jovem, jogou na Europa, onde o basquete é muito diferente e requer adaptação ao trocar para a NBA (todo jogador que cruza o atlântico precisa de um tempo de adaptação, Tiago Splitter é prova disso). Sendo assim, serei curta na minha previsão: Porzingis pouco jogará pouco em seu primeiro ano, entrará no garbage time ou em momentos que os times reservas estarão em quadra. Mas não se enganem,  jogador pode se tornar um grande ala-pivô. Só é preciso paciência.

5 – Mario Hezonja – Orlando Magic

Outro europeu desconhecido em terra yankees. Porém diferente de Porzingis, Hezonja chega mais preparado, seja por sua posição, armador, seja pelo nível que jogou na Europa, jogando pelo Barcelona. No time espanhol foi campeão da liga espanhola, considerada a segunda melhor do mundo, sendo um dos protagonistas do time. Na NBA chega em um time que se encaixa perfeitamente. O jovem time do Orlando Magic conta com dois explosivos armadores (Victor Oladipo e Elfrid Payton) que não chutam de longa distância. Hezonja chegaria para virar as bolas longas, já que tem grande qualidade nos fundamentos, em especial no arremessos. Seu grande defeito serão os turnovers, mas estar em um time jovem irá fazer com que  jovem Mario não seja punido com tempo de quadra. Em suma, chega em um time em desenvolvimento, que poderá crescer junto com  nível de adaptação do croata. Não se espante caso ele vença o prêmio de calouro do ano.

 

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