NBA

LeBron James aceita proposta do Los Angeles Lakers para tentar ser nova lenda da franquia

LeBron cumpriu sua promessa com Cleveland. Agora ele terá novo desafio em Los Angeles (Crédito: Instagram/reprodução)

O Los Angeles Lakers tem a lista mais longa de lendas da NBA que vestiram sua camisa: Magic Johnson, Elgin Baylor, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West, Shaquille O’Neal, Wilt Chamberlain, Kobe Bryant e agora LeBron James.

Sem dúvidas um jogador que já está garantido no top 5 da história da liga, LeBron agora parece desenhar seu capítulo final, na Califórnia, e com o desafio de entregar um título para a segunda franquia mais vencedora de títulos, com 16.

O anúncio foi feito pela agência que o representa, a Klutch Sports Group, inclusive com valores e duração de contrato: quatro anos e US$ 154 milhões. O último ano é uma player option. Vale destacar que o contrato só poderá ser assinado na sexta-feira, 6 de julho.

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O jogador agradeceu os torcedores dos Cavaliers com uma story no Instagram, usando uma foto da parada feita para o time depois da conquista do campeonato em 2016.

LeBron James

Crédito: Instagram/reprodução

A seca de troféus dos Lakers nem é o mais impressionante – o último veio em 2010 – e sim a ausência de idas aos playoffs, que é quase deprimente: o time não participou das cinco últimas pós-temporadas, pior marca disparada da história da franquia.

Claro que com o camisa 23 no comando agora, só ir para os playoffs não é suficiente. E é até natural esperar que mais negociações aconteçam nos próximos dias para reforçar o núcleo da equipe, que tirando a recente adição ainda é bastante jovem.

A trajetória de LeBron James

LeBron James irá jogar no seu terceiro time. Draftado em 2003 pelo Cleveland Cavaliers, franquia de seu estado, ele ficou lá até 2010, ganhando dois prêmios de MVP, mas nunca conseguindo o objetivo final, o título da NBA. O mais próximo disso foi em 2007, quando foi varrido pelo San Antonio Spurs na decisão.

Claramente contrariado com a falta de capacidade dos Cavs de colocar um time de ponta à sua volta, ele tomou uma decisão polêmica e resolveu unir forças com Dwyane Wade e Chris Bosh no Miami Heat. Na Flórida ele chegou a quatro finais consecutivas, perdendo a primeira para os Mavericks, ganhando contra o Oklahoma City Thunder e o San Antonio Spurs, em uma série final épica, e perdendo a revanche contra os texanos no ano seguinte.

Em 2014 ele resolveu voltar aos Cavaliers com o desejo claro de trazer um título para a franquia, que nunca tinha conquistado um, e para a cidade de Cleveland, que somando as principais ligas (NFL e MLB) tinha uma seca de mais de 50 anos.

Em seu primeiro ano, mais uma final, com derrota para o Golden State Warriors em seis jogos, sem Kyrie Irving e Kevin Love lesionados. Na temporada seguinte o duelo se repetiu, e mesmo com Love e Irving, os Warriors eram muito favoritos, já que bateram o recorde de vitórias em temporada regular da história da liga, com 73.

Só que LeBron e os Cavs, em outra série épica de sete jogos, reverteram uma vantagem de 3 a 1 e venceram o campeonato, algo inimaginável e que fez o jogador cumprir sua promessa e colocar seu nome entre os maiores da história da NBA.

Porém, desde essa conquista, uma série de decisões erradas fez os Cavs não conseguirem melhorar seu elenco. O mais claro desses erros aconteceu em 2017: Kyrie Irving foi trocado em uma negociação totalmente favorável ao Boston Celtics. Mesmo assim a equipe chegou às finais, mas esbarrou nos superiores Warriors.

LeBron James escapou de qualquer crítica, já que em quadra deu 100% e carregou um elenco que, sem ele brilhando, poderia ter sido eliminado cedo nos playoffs tranquilamente. Mas desde o fim da temporada 2016/17 os boatos que ele poderia sair de Cleveland estavam rondando.

A relação com o dono, Dan Gilbert, nunca foi boa, o fato de alguns contratos serem inflados demais – J.R. Smith e Tristan Thompson, por exemplo –  e isso somado com a falta de escolhas altas no Draft para poder reforçar o elenco deixaram o elenco dos Cavs sem tanto talento como outros da NBA.

LeBron conseguiu compensar isso, mas nesta temporada que chega, por exemplo, o Boston Celtics e o Philadelphia 76ers podem ser considerados como mais fortes que os Cavs, mesmo se LeBron voltasse para o time do Ohio.

O que os Lakers podem oferecer a LeBron James (além do dinheiro)?

E farejando todas essas incertezas, os Lakers se posicionaram para ter sucesso nesse momento. O time conseguiu formar um núcleo jovem interessante com as escolhas altas que vieram depois de seguidas temporadas horrorosas.

Brandon Ingram, Lonzo Ball, Kyle Kuzma (excelente escolha no fim da 1ª rodada em 2017) e até Julius Randle, que ressurgiu na temporada 2017/18 são boas peças. Randle agora deve sair, já que é um free agent restrito e os Lakers devem buscar jogadores mais consolidados.

O time se livrou de um péssimo contrato – Timofey Mozgov – e foi abrindo espaço em seu elenco para conseguir trazer free agents nas offseasons de 2018 e 2019.

E além de tudo, tem a narrativa, que é boa demais para ignorar: trazer o título para uma franquia tradicional, que passa por um mau momento é uma garantia de idolatria. Com Magic Johnson no comando dos Lakers, era esperado que ele trouxesse as estrelas de volta para Los Angeles, cidade que é ajudada pelo fato de ser badalada, ter excelente clima e inúmeras possibilidades fora da quadra, seja de negócios ou entretenimento.

Magic conseguiu. E os Lakers, depois de cinco anos pavorosos, estão de volta. Depois de Kobe Bryant, a franquia tem de novo um franchise player em LeBron James.

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