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Quinta Descida: Kansas City Royals tem ataque quase perfeito

(Crédito: Instagram/reprodução)

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O jeito que o Kansas City Royals jogou na pós-temporada foi diferenciado. Além de saber utilizar o small ball, o time do brasileiro Paulo Orlando utilizou muito a velocidade e sempre conseguiu várias rebatidas, conseguindo quase um jogo ofensivo perfeito. Logo, nada melhor do que analisar o porquê disso e explicar um pouco o que é o small ball.

Para começar, com exceção de Kendrys Morales e Salvador Perez, os rebatedores do time de Kansas tinham muita velocidade, sendo que, pelo menos, cinco eram muito rápidos. Apesar disso, a velocidade não serve de nada se você não sabe utilizá-la. Aproveitando deficiências defensivas dos receptores os Royals sempre conseguiam roubos de bases e acreditando na capacidade dos seus atletas, sempre uma base a mais era conquistada pelo risco tomado pelo time de Ned Yost, que adorou ser ousado nos playoffs.

No total, foram 14 bases roubadas, sendo sete na World Series, quando o receptor adversário era Travis d’Arnaud, que tem um movimento muito lento para tentar eliminar alguém na segunda base.

Outro exemplo do saber arriscar da franquia de Kansas City foi o inside the park home run no jogo 1 da World Series, quando os Royals mostraram aproveitar as chances que os outros times lhe davam.

Para piorar a situação dos adversários, os dois primeiros rebatedores do lineup, Alcides Escobar e Ben Zobrist, eram muito agressivos no bastão e já iam para cima desde a primeira bola. O ataque também tinha boa potência, principalmente com Eric Hosmer, Kendrys Morales e Mike Moustakas.

Todas essas características positivas eram somadas a grandes sequências de rebatidas, que embalaram várias viradas, e a inteligência do manager, que não tinha medo de utilizar o small ball quando necessário e acreditar em seu bullpen.

Explicando o small ball: o termo, em tradução livre, significa mesmo o jogo pequeno. Principalmente usado pelos japoneses e pouco utilizado pelos americanos, é um estilo que acredita em poucas rebatidas e corridas, entretanto depende de bunts ou rebatidas de sacrifício para avançar os companheiros em horas certas, velocidade e uma defesa que não ceda muitas corridas.

Um dos grandes exemplos disso foi jogo 1 da World Series. Duas corridas dos Royals foram conquistadas com rebatidas de sacrifício, incluindo a da vitória.

Depois de ficar no quase em 2014, a organização do Kansas City Royals está de parabéns por ter conseguido manter os jogadores e ter melhorado o seu jogo. Infelizmente, é muito improvável que essa equipe seja mantida por completo.

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