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Barry Larkin será o manager do Brasil na classificatória do World Baseball Classic

Crédito: facebook/reprodução

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Por André Garda e Bruno Bataglin

Barry Larkin será o treinador do Brasil na classificatória para o World Baseball Classic, que será disputada no Brooklyn, Estados Unidos. O membro do Hall da Fama do beisebol já foi o manager da Seleção Brasileira no mundial de 2013 e não tem outra experiência no comando de equipes.

A confirmação foi feita no Elite Camp, que está sendo realizado no CT do Yakult, em Ibiúna, de forma exclusiva para o QUINTO QUARTO. Jorge Otsuka, presidente da Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), também confirmou a notícia.

“Eu recebi um convite para ser o manager e eu aceitei”, respondeu Larkin. “Eu realmente não estou muito preocupado com quem vamos enfrentar, porque realmente não sabemos quem esses times são e quais jogadores vão estar no time. O que eu vou reforçar é o que fizemos na última classificatória, fomos ao Panamá e vencemos. É só prestar a atenção nos fundamentos”.

Barry Larkin, que é membro do Hall da Fama do Cincinnati Reds e tem a camisa aposentada (#11) na franquia de Ohio, também comentou sobre o elenco brasileiro e o que ele pensa sobre as chances de uma classificação. O grupo da Seleção Brasileira é composto por Israel, Paquistão, Grã-Bretanha e o próprio Brasil.

“Eu gosto das nossas chances. Penso que, obviamente, sempre que você joga uma partida, qualquer um pode ganhar, mas eu gosto que temos alguns jogadores de impacto, com velocidade, com potência (no bastão) e bons arremessadores, então, se tudo der certo, nós poderemos ir para esse torneio (World Baseball Classic) e seremos bem-sucedidos assim como fomos na última classificatória”.

Como os jogos serão realizados entre os dias 22 e 25 de setembro, os jogadores brasileiros que estão na MLB não deverão jogar. Barry Larkin comentou essa situação.

Crédito: facebook/reprodução

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“Eu não acredito que algum jogador da Major League será capaz de participar porque a temporada já vai ter começado. Isso para os outros times também. Eu não acredito, mas, de novo, eu ainda não sei como isso irá acontecer. Eu amaria ter Paulo (Orlando), Yan Gomes e todos esses caras, mas nós temos que jogar com o que temos. Um cara não faz uma equipe, mas um grupo inteiro de bons jogadores fazem uma equipe realmente boa e esses caras que estão jogando na MLB são bons jogadores, essa razão para eles estarem nas grandes ligas. Eu estou feliz por eles e, se tudo der certo, nós iremos vencer o torneio e avançar, então nós teremos a chance de jogar o WBC e eles poderão jogar na equipe”.

Segundo o manager do time do Brasil, a base da equipe deverá ser formada por jogadores de ligas menores. Vale lembrar que existem brasileiros jogando beisebol no Japão e em outras partes do mundo e eles poderão fazer parte do elenco.

“Eu assumiria que os jogadores das ligas menores vão ser os jogadores que teremos como alvo. Eu assumiria que esses serão os jogadores que teremos. Mais uma vez, eles não deram para a gente uma regra final ou como eles vão fazer isso, então temos que esperar eles darem isso para nós”

Barry Larkin, que jogava de shortstop e tem 51 anos, foi 12 vezes All-Star, uma vez MVP da Liga Nacional, três vezes luva de ouro, nove vezes Silver Slugger e recebeu uma vez o Roberto Clemente Award em 19 temporadas.

Além de ser membro do Hall da Fama do beisebol e do Cincinnati Reds, Larkin tem aproveitamento de 29,5%, com 198 home runs, 2.340 rebatidas, 960 corridas impulsionadas e 379 bases roubadas em sua carreira. Os Reds, que foram a única equipe do treinador do Brasil, aposentaram a camisa 11 de Larkin.

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